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Primeiro frio de inverno está vindo com massa de ar a 2°C em 850 hPa, rajadas de até 70 km/h e mínimas de 0°C a 5°C, podendo ter geada por 3 dias seguidos no Sul do Brasil

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/04/2026 às 14:46
Atualizado em 26/04/2026 às 15:14
Massa de ar frio derruba temperaturas no Sul do Brasil, com vento forte, mínimas perto de 0°C e risco de geada por três dias seguidos.
Massa de ar frio derruba temperaturas no Sul do Brasil, com vento forte, mínimas perto de 0°C e risco de geada por três dias seguidos.
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Massa de ar frio avança com vento forte, derruba temperaturas no Sul e pode provocar geada em sequência ao longo de três madrugadas consecutivas.

A primeira massa de ar frio com características de inverno deve avançar sobre o Sul do Brasil a partir deste domingo (26), trazendo queda acentuada da temperatura, vento moderado a forte e possibilidade de geada por três madrugadas seguidas em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o ar frio começa a ingressar pelo Oeste e pelo Sul gaúcho entre a tarde e a noite de domingo, avançando gradualmente para outras regiões do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina ao longo da segunda-feira (27).

Embora o sistema cause impacto relevante nas temperaturas, a massa de ar frio não é considerada intensa, já que modelos meteorológicos projetam valores entre 2ºC e 3ºC no nível de 850 hPa, parâmetro técnico usado para avaliar o frio a cerca de 1.500 metros de altitude.

Em cenários mais rigorosos, esse nível da atmosfera costuma registrar temperaturas negativas, porém, ainda assim, o episódio previsto será suficiente para provocar madrugadas frias, mínimas baixas em áreas elevadas e sensação típica de inverno pela primeira vez neste outono.

Entrada do ar frio com vento e mudança no tempo

Impulsionando essa mudança, a formação de um ciclone no Leste da Argentina deve favorecer o avanço do ar frio em direção ao Sul do Brasil, contribuindo diretamente para a intensificação dos ventos no período inicial do evento.

Com esse cenário, as rajadas podem atingir 50 km/h a 70 km/h, especialmente no Sul e no Leste do Rio Grande do Sul, elevando a sensação térmica de frio principalmente nas primeiras horas após a chegada da massa de ar.

Inicialmente, o resfriamento será mais perceptível no Oeste, no Centro e no Sul gaúcho, porém, ao longo da segunda-feira, a queda de temperatura se espalha por todo o estado, enquanto Santa Catarina passa a registrar os efeitos do ar mais frio.

Madrugadas mais frias e mínimas próximas de zero

Entre terça-feira (28) e quarta-feira (29), o ar frio estará mais consolidado sobre a região, o que deve resultar nas menores temperaturas do período, com marcas mais amplas e consistentes ao amanhecer nesses dois dias.

Grande parte do Rio Grande do Sul deve registrar mínimas entre 5ºC e 10ºC, mas, em localidades de maior altitude, os termômetros podem cair ainda mais, ampliando o potencial para frio mais intenso em pontos específicos.

Nessas áreas elevadas, como a Serra do Sudeste e os Campos de Cima da Serra, são esperadas mínimas entre 0ºC e 2ºC, não sendo descartados registros negativos de forma isolada conforme características locais de relevo e cobertura do solo.

Na capital, Porto Alegre, a estação do Jardim Botânico deve indicar mínimas entre 10ºC e 11ºC, embora bairros das zonas Sul e Leste possam registrar valores inferiores, próximos de 8ºC ou 9ºC, dependendo das condições microclimáticas.

Já na Região Metropolitana, as mínimas devem oscilar entre 7ºC e 10ºC nas madrugadas mais frias, com variações associadas à altitude, à presença de vento, à nebulosidade e ao grau de urbanização de cada município.

Geada pode atingir várias regiões do Sul

Além do frio mais intenso nas madrugadas, a previsão indica ocorrência de geada entre segunda, terça e quarta-feira, sendo que a maior abrangência do fenômeno deve ocorrer entre terça e quarta, quando o ar frio estará mais seco e estável.

No Rio Grande do Sul, a geada tende a atingir diversas regiões, especialmente áreas fora da Grande Porto Alegre e do Litoral Norte, onde as condições atmosféricas favorecem maior resfriamento noturno.

Em Santa Catarina, o risco se concentra principalmente no Planalto Sul, com mínimas próximas de 0ºC ou até negativas em pontos isolados, enquanto o Meio-Oeste pode registrar ocorrência localizada dependendo da combinação entre vento e umidade.

Esse fenômeno costuma se formar durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, quando a perda de calor é mais intensa e a temperatura próxima ao solo diminui rapidamente, sobretudo em áreas abertas e de relevo mais baixo.

Tardes seguem amenas mesmo com frio nas madrugadas

Apesar das manhãs frias, as tardes não devem apresentar frio intenso, já que a previsão indica máximas amenas, geralmente entre 15ºC e 20ºC, em muitas cidades ao longo da segunda e da terça-feira.

Esse comportamento reforça que a massa de ar frio, embora significativa para o período, não apresenta características extremas, pois, em episódios mais intensos, as temperaturas permanecem baixas mesmo durante o período da tarde.

Com o avanço dos dias, a tendência é de elevação gradual das temperaturas a partir da tarde de quarta-feira, reduzindo a intensidade do frio nas madrugadas seguintes.

Ainda assim, a quinta-feira (30) deve começar com temperaturas baixas, porém com mínimas superiores às registradas nos dias anteriores, indicando o enfraquecimento progressivo da massa de ar frio.

Sudeste sente efeitos mais limitados da frente fria

No Sudeste do Brasil, os efeitos desse sistema devem ser mais discretos, sem configuração de frio típico de inverno, apesar da passagem da frente fria associada ao avanço do ar frio pelo litoral.

Em São Paulo, a mudança no tempo ocorre após um período de calor, com aumento de nebulosidade e ocorrência de chuva, o que tende a reduzir as temperaturas máximas durante a primeira metade da semana.

Por outro lado, no Rio de Janeiro, a tendência é de manutenção de temperaturas elevadas, com menor influência direta do ar frio em comparação com as áreas do Sul do país.

Dessa forma, os impactos mais expressivos se concentram no Sul do Brasil, onde a combinação entre vento, céu aberto e ar frio favorece madrugadas geladas e condições propícias à formação de geada em diversos municípios.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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