Os preços do petróleo voltaram a subir com força após ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz, avanço militar entre Irã e Estados Unidos e novas ameaças de Donald Trump ampliarem o risco de guerra e pressionarem o mercado internacional neste fim de semana
Os preços do petróleo dispararam no domingo após ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz elevarem a tensão entre Irã e Estados Unidos e colocarem os dois países à beira de uma nova guerra. Os contratos futuros do petróleo bruto para maio subiram cerca de 7%, alcançando US$ 89,74 por barril às 18h45, no horário do leste dos EUA.
O Brent, referência internacional, também avançou no mesmo movimento de alta. As cotações para entrega em junho subiram quase 5,8%, chegando a US$ 95,59 por barril.
Ataques a navios elevam a tensão no Estreito de Ormuz
A nova escalada ocorreu após uma sequência de ações militares no fim de semana. No sábado, o Irã atacou um petroleiro no Estreito de Ormuz, enquanto lanchas da Guarda Revolucionária dispararam contra a embarcação e um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil não identificado, conforme relatou o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido.
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No domingo, a Marinha dos Estados Unidos disparou contra um navio porta-contentores iraniano no Golfo de Omã. Depois disso, fuzileiros navais assumiram a custódia da embarcação, segundo declaração do presidente Donald Trump.
Trump afirmou em publicação no Truth Social que o navio tentou ultrapassar o bloqueio naval americano aos portos iranianos. A apreensão ocorreu um dia depois do ataque iraniano a embarcações na região.
Preços do petróleo reagem ao agravamento do conflito
A reação do mercado foi imediata, com os preços do petróleo voltando a subir após a deterioração do cenário no fim de semana. A alta ocorreu depois de uma sexta-feira marcada por queda nas cotações, quando o Irã declarou de forma repentina que o estreito estava totalmente aberto ao tráfego comercial.
Essa sinalização inicial veio em resposta ao acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos no Líbano. Pouco depois, porém, ficou claro que Teerã mantinha as mesmas condições anteriores para o trânsito pelo estreito.
Negociações de paz seguem incertas
O acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã expira nesta semana. No domingo, Trump voltou a ameaçar explodir todas as usinas de energia e pontes do Irã caso os líderes iranianos não aceitem um acordo com os Estados Unidos, além de classificar os ataques iranianos a navios como uma “violação total” da trégua.
Ainda não está claro se haverá uma segunda rodada de negociações de paz no Paquistão. Trump disse que os dois países se reuniriam em Islamabad na segunda-feira, mas o Irã informou, por meio da agência estatal IRNA, que não compareceria por causa do bloqueio naval americano em curso e de outras queixas.
Na semana passada, os dois lados pareciam próximos de um entendimento. Agora, com o bloqueio mantido pelos EUA e Teerã afirmando que o estreito continuará fechado até a suspensão dessa medida, os preços do petróleo seguem pressionados pela nova escalada.
