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Localização SC Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 0 comentários

Praia com a maior onda do Brasil é também uma das mais paradas, reúne tranquilidade à beira mar e o recorde de 14,82 metros, em Jaguaruna no litoral catarinense

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 15/12/2025 às 16:58
Assista o vídeoPraia com a maior onda do Brasil é também uma das mais paradas, reúne tranquilidade à beira mar e o recorde de 14,82 metros, em Jaguaruna no litoral catarinense
Foto: Quer sossego perto do mar, mas teme lotação? Jaguaruna em SC combina praias preservadas e o recorde da maior onda surfada no Brasil.
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No litoral sul catarinense, Jaguaruna reúne faixas de areia amplas e pouco urbanizadas com o ponto onde aconteceu a maior onda já surfada no país, medida em 14,82 metros. A cidade virou assunto no surfe de ondas grandes em 2025, sem perder o perfil tranquilo de balneários mais discretos.

Jaguaruna, no sul de Santa Catarina, vem ganhando atenção como destino de quem quer praia com menos aglomeração e paisagens naturais dominando o horizonte. A combinação de dunas, lagoas e um litoral extenso cria a sensação de espaço, mesmo na alta temporada.

Ao mesmo tempo, o município virou referência nacional no surfe de ondas grandes por causa da Laje da Jagua, uma formação submarina que amplifica as ondas em dias específicos. Essa fama, curiosamente, convive com praias onde a rotina ainda é de caminhadas longas, vento constante e poucas construções altas.

Dados oficiais ajudam a dimensionar o lugar. Segundo o IBGE, Jaguaruna teve 20.375 habitantes no Censo 2022, e a área territorial informada chega a 326,362 km².

Com esse cenário, a cidade aparece como alternativa para quem gosta de água por motivos diferentes. Tem quem vá para observar o mar e descansar, e tem quem acompanhe de longe a busca por ondas gigantes.

A onda de 14,82 metros que colocou a Laje da Jagua no radar do Brasil e do mundo, veja o vídeo

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O recorde que projetou Jaguaruna aconteceu em 30 de julho de 2025, quando um ciclone extratropical ajudou a formar um swell poderoso no litoral catarinense. Naquele dia, o surfista Lucas Chumbo surfou uma onda medida em 14,82 metros, reconhecida como a maior já surfada no Brasil.

De acordo com reportagens do ge.globo e da CNN Brasil, a medição foi feita a partir de análise técnica solicitada por iniciativas ligadas ao surfe de ondas grandes. O episódio reforçou o apelido de “Nazaré Brasileira”, numa comparação com a vila portuguesa famosa por ondas gigantes.

A explicação para esse comportamento do mar está na geografia. Segundo o ge.globo, a Laje da Jagua é uma formação rochosa submarina com cerca de dois quilômetros de extensão, descoberta por surfistas em 2003, e que faz as ondas crescerem quando se aproximam da costa.

Esse detalhe é importante para o visitante comum. As ondas gigantes não são um “efeito diário” na beira da praia, mas um fenômeno associado a condições específicas, que costuma atrair atletas experientes, equipes de resgate e cobertura especializada.

Praias e lagoas onde a tranquilidade ainda é parte do roteiro

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Para quem não está atrás de adrenalina, Jaguaruna oferece pontos com clima de refúgio, onde o principal programa é ficar perto da água. Guias de viagem descrevem praias longas, com dunas e vilas pequenas, mantendo um ar menos urbano que balneários mais disputados.

A Praia do Camacho costuma ser citada como uma das mais conhecidas, e a Barra do Camacho é lembrada pelo canal que conecta lagoa e mar, formando um cenário diferente do “praião” aberto. Em avaliações de visitantes e relatos turísticos, aparece como área boa para caminhar e observar a paisagem, especialmente em horários mais vazios.

O Balneário Figueirinha é descrito como uma praia extensa, geralmente calma fora do auge do verão, com mar mais agitado e boas ondas em alguns trechos. A lógica do lugar favorece quem procura espaço e silêncio, não necessariamente uma orla cheia de quiosques.

Já Arroio Corrente costuma ser associado ao encontro de mar, dunas e lagoa, o que amplia as opções para famílias. Na prática, isso significa alternar água salgada e água mais tranquila, algo comum em regiões com sistemas lagunares.

Outro ponto que aparece em roteiros é Campo Bom, perto de áreas de dunas altas, além do Balneário Esplanada, que costuma concentrar mais estrutura em relação a trechos mais isolados. Mesmo assim, a marca do município segue sendo a natureza em primeiro plano.

Preservação ambiental que ajuda a explicar por que o município não virou um paredão de prédios

A paisagem de Jaguaruna não é apenas estética, ela tem contexto ambiental. Parte do litoral centro sul de Santa Catarina está inserida na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, uma unidade de conservação federal criada em 2000, segundo o ICMBio.

A presença dessa APA está ligada à proteção do ambiente marinho costeiro e de áreas sensíveis associadas ao ciclo da baleia franca, além de ecossistemas costeiros. Na prática, isso ajuda a entender por que certas regiões mantêm dunas, restingas e faixas naturais mais preservadas.

Outro indicador de dinâmica litorânea aparece no próprio perfil imobiliário. Em resultados divulgados pelo IBGE sobre o Censo 2022, Jaguaruna figura entre os municípios com maior percentual de domicílios de uso ocasional, com 63,7%, o que é típico de cidades com forte presença de casas de veraneio e ocupação sazonal.

Esse dado conversa com a sensação percebida por moradores e turistas. Há períodos em que a cidade parece muito mais cheia e outros em que o litoral volta a ficar quase vazio, reforçando o perfil de “praia para respirar”.

Como visitar com segurança e aproveitar melhor a experiência perto da água

Mesmo em destinos tranquilos, vale atenção ao mar aberto do sul catarinense. Em várias praias da região, a arrebentação pode ser forte e as correntes mudam rápido, então é prudente observar as condições do dia e preferir áreas com mais gente quando o objetivo for banho.

Para quem busca sossego, fora de feriados e janeiro costuma ser mais fácil encontrar a versão mais silenciosa de Jaguaruna. A luz mais baixa, o vento e o mar com menos movimento de turistas fazem diferença na experiência.

Se a ideia for ver de perto a cultura do surfe de ondas grandes, o mais sensato é tratar isso como contemplação e informação, não como passeio improvisado. As sessões históricas dependem de previsão, logística e equipes treinadas, e a curiosidade precisa caminhar com segurança.

Por fim, um cuidado simples ajuda qualquer roteiro. Planejar deslocamentos, respeitar áreas de dunas e vegetação, e evitar circular com veículos em locais sensíveis são atitudes que protegem o cenário que torna Jaguaruna atraente justamente por ser diferente.

Você acha que o título de “Nazaré Brasileira” ajuda a cidade ou abre caminho para turismo desordenado e perda de tranquilidade? Na sua visão, dá para conciliar fama de ondas gigantes com praias vazias e preservadas sem virar outro balneário lotado? Deixe seu comentário com sua opinião, especialmente se você é do sul de Santa Catarina e já viu essa mudança de perto.

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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