Marília ganha força no turismo de experiência com um complexo de grande porte que reúne praia artificial, vinícola, resorts, haras e atrações de lazer em meio a vales e serras, em uma aposta para ampliar a presença da cidade paulista no roteiro nacional.
Marília, no Centro-Oeste Paulista, avança para ampliar sua presença no turismo nacional com o Praia do Valle – Beach Club, complexo turístico anunciado com 350 mil metros quadrados, praia artificial com ondas, 15 milhões de litros de água, quatro resorts pé na areia, vinícola, haras, áreas de lazer e uma das maiores tirolesas do país.
Ao reunir estrutura urbana consolidada, relevo marcado por vales e serras e experiências ligadas à água, ao vinho, ao esporte e à natureza, o empreendimento transforma uma característica geográfica da cidade em ativo turístico.
Com população estimada pelo IBGE em 247.348 habitantes em 2025, Marília já exerce influência regional em saúde, educação, comércio e turismo de negócios, enquanto busca reforçar uma nova frente econômica voltada ao lazer de permanência.
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Apresentado pelos responsáveis como a maior praia artificial de vale do mundo, o projeto prevê praia com areia branca, piscina de ondas, rio lento, piscinas temáticas, borda infinita, toboáguas, playground aquático, lago, bar molhado, spa e áreas de hidromassagem.
Além da área aquática, o complexo inclui pista de caminhada, trilha ecológica, mirante, cabanas VIP, espaço baby, quadras de beach tennis, vila gastronômica, mall com lojas e equipamentos voltados ao lazer ativo.
Essa combinação busca aproximar a sensação de praia da paisagem serrana que caracteriza parte do território mariliense, criando uma proposta de visitação associada ao relevo, à permanência e ao consumo de experiências em um único espaço.
Marília aposta no turismo de experiência
No distrito de Avencas, a localização do empreendimento reforça a intenção de explorar o potencial dos vales, paredões rochosos e áreas abertas do município, incorporando a topografia como parte da identidade turística do complexo.

Antes vista principalmente como elemento natural da paisagem, essa formação passa a compor o desenho do projeto e serve de base para uma narrativa turística ligada ao interior paulista, à contemplação e ao lazer estruturado.
De acordo com o empresário Daniel Alonso, responsável pelo projeto, a iniciativa pretende ampliar a vocação de Marília para além dos fluxos já ligados a serviços, eventos e negócios.
“Fazemos essa ampliação através da oferta de um clube de alto padrão que será referência nacional devido à dimensão do projeto, englobando a praia artificial, a Vinícola Dom Alonso e um Haras, além da construção de quatro resorts, todos pé na areia”, afirmou.
A declaração resume a estratégia de reunir, em uma mesma área, lazer aquático, hospedagem, gastronomia, esportes, enoturismo e atividades de contemplação, formato que procura manter o visitante por mais tempo no destino.
Nesse modelo, diferentes serviços se concentram no mesmo espaço e fortalecem a lógica de permanência, especialmente entre famílias, turistas regionais e visitantes atraídos por experiências que unem infraestrutura, paisagem e programação diversificada.
Inserido no movimento de interiorização do turismo, o Praia do Valle acompanha investimentos feitos por cidades fora do litoral em equipamentos capazes de simular experiências de praia para públicos próximos e com acesso rodoviário.
Em regiões com demanda por lazer familiar, esse tipo de estrutura busca reduzir a dependência de deslocamentos longos até a costa e criar novas centralidades turísticas no interior, apoiadas em serviços, hospedagem e entretenimento.
Vinícola Dom Alonso amplia roteiro em Marília
Integrada ao ecossistema do Praia do Valle, a Vinícola Dom Alonso ocupa o chamado Vale Sagrado dos Vinhedos e trabalha com uvas tintas como Malbec, Merlot, Syrah e Grenache.
As variedades cultivadas no empreendimento são associadas à produção de vinhos em diferentes regiões vitivinícolas, o que permite aproximar o complexo de uma experiência turística também ligada à gastronomia, à paisagem rural e à visitação temática.

O nome Dom Alonso faz referência a gerações anteriores da família de Daniel Alonso, segundo a apresentação do projeto, e reforça a tentativa de criar uma identidade própria para a vinícola dentro do conjunto turístico.
Conforme as informações divulgadas pelo empreendimento, o cultivo das videiras segue parâmetros técnicos e apresentou indicadores considerados positivos desde a primeira colheita, informada para novembro de 2025.
Ao criar uma alternativa de visitação menos dependente da área aquática, a aposta no vinho amplia o escopo turístico do complexo e permite atrair públicos interessados em degustações, gastronomia, eventos e contato com o processo produtivo.
Nesse contexto, o enoturismo funciona como eixo complementar à praia artificial, pois acrescenta programação para diferentes perfis de visitantes e fortalece o uso da paisagem do vale como elemento de diferenciação.
A associação entre vinícola, relevo e identidade local também ajuda a diversificar a marca turística do empreendimento, com potencial para dialogar tanto com famílias em busca de lazer quanto com visitantes interessados em experiências rurais.
Praia artificial terá 15 milhões de litros de água
Principal elemento de impacto visual do Praia do Valle, a área aquática prevê 15 milhões de litros de água distribuídos entre praia com ondas e outras atrações, criando uma experiência de litoral em uma cidade do interior paulista.
A estrutura anunciada inclui piscinas com diferentes usos, espaços infantis, rio lento, áreas de descanso e equipamentos para recreação, em uma composição pensada para atender visitantes de várias idades no mesmo ambiente.
Com ondas e areia branca, o projeto reforça a tentativa de reproduzir elementos associados ao ambiente praiano sem exigir deslocamento até a costa, algo relevante para públicos regionais que buscam lazer de curta ou média duração.
Segundo os idealizadores, a estética naturalista busca reduzir a sensação de parque aquático convencional e aproximar o espaço de um cenário integrado ao vale, com vegetação, desníveis e vista para o entorno.
Essa proposta combina infraestrutura de alto padrão com a paisagem aberta, marcada por áreas verdes e relevo acidentado, para criar uma experiência que dependa tanto dos equipamentos de lazer quanto da ambientação natural.
No campo do lazer ativo, o complexo também projeta uma tirolesa entre seus atrativos, divulgada como uma das maiores do país, embora a dimensão exata não tenha sido confirmada com segurança em fontes públicas independentes.
Resorts, haras e Parque dos Dinossauros no interior paulista
Entre os pontos centrais da proposta de permanência está a construção de quatro resorts pé na areia, estrutura que pode transformar a visita ao complexo em uma experiência de vários dias.
A hospedagem dentro do empreendimento amplia o potencial de consumo turístico e tende a atender principalmente famílias, visitantes de cidades próximas e públicos interessados em combinar descanso, lazer aquático e programação complementar.

Previsto no projeto, o haras adiciona uma frente esportiva e cultural ao complexo, com atividades e competições equestres capazes de atrair praticantes, espectadores e visitantes ligados ao universo do hipismo.
Essa camada esportiva amplia a diversidade da oferta e evita que o empreendimento dependa apenas da praia artificial como elemento de atração, criando novas possibilidades de eventos e visitação ao longo do ano.
Daniel Alonso afirma que a composição do complexo acompanha tendências do turismo de experiência.
“Assim como a praia artificial é uma tendência mundial por sua qualidade e controle, o enoturismo cresce expressivamente. E o Haras, com esportes e competições equestres, também está em sintonia com o que há de mais atual em turismo de experiência, cultural e esportivo”, disse.
Ao relacionar o conjunto de atrações à vocação de Marília, o empresário também destaca a integração entre atividades contemplativas e ativas.
“Todo nosso ecossistema engloba atividades contemplativas e ativas que valorizam a vocação de Marília”, completou.
Associado ainda a atrações como o Parque dos Dinossauros, o projeto reforça a intenção de criar um polo turístico diversificado, com opções para diferentes idades e perfis de visitantes em uma mesma região.
Complexo turístico mira novo ciclo regional
Com praia artificial, enoturismo, hospedagem, gastronomia, esporte e lazer reunidos em um único circuito, a entrada de Marília nesse tipo de empreendimento pode reposicionar a cidade no mapa turístico paulista.
O impacto dependerá da entrega das etapas anunciadas, da operação dos equipamentos e da capacidade de atrair visitantes de fora da região, além da integração com serviços já existentes no município.
Pelo porte do projeto, a discussão também envolve infraestrutura, mobilidade, comércio, transporte e fornecedores, setores que podem ser afetados pela chegada de um fluxo turístico mais regular caso o complexo alcance a escala prevista.
Hotéis, restaurantes e serviços locais tendem a ser observados nesse processo, já que empreendimentos de grande porte podem modificar a dinâmica econômica de cidades que buscam ampliar sua participação no turismo de experiência.
Com base nas informações divulgadas até agora, o Praia do Valle – Beach Club se apresenta como um investimento privado estruturado para transformar uma paisagem de vale em destino de lazer no interior paulista.
A consolidação do projeto ficará condicionada à conclusão das obras, à operação efetiva dos equipamentos e à confirmação prática das atrações anunciadas.
