A campanha Pet Naming Rights mostrou como pets com nomes de marcas viraram assunto no Brasil ao ligar cachorro, gato, voucher de R$ 162, publicidade doméstica e uma ideia curiosa que saiu da lógica dos estádios para entrar na rotina das famílias
Um cachorro chamado Nescau ou um gato chamado KitKat podia render dinheiro ao tutor em uma ação curiosa da Nestlé. A campanha Pet Naming Rights pagava R$ 162 para responsáveis por pets batizados com nomes de marcas da companhia.
A informação foi publicada por Nestlé Brasil, empresa de alimentos e bebidas presente no Brasil. A ação transformava um hábito comum dentro de casa, chamar o pet pelo nome, em uma brincadeira de publicidade.
Essa campanha aconteceu entre 16 e 22 de março de 2026, mas continua atraindo a atenção de muitos tutores que também possuem um pet com nome famoso.
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A ideia saiu dos estádios e foi parar no nome dos pets dentro das casas
Direitos de nome costuma ser o tipo de acordo em que uma marca paga para ter seu nome ligado a um estádio, arena ou evento. A Nestlé levou essa lógica para outro lugar: o nome de cachorros e gatos.

Na prática, a empresa enxergou uma forma de mídia dentro da rotina familiar. Cada vez que alguém chamava Nescau, Galak, Chokito ou KitKat, o nome de uma marca também era repetido.
A campanha tratou esses animais como uma espécie de mídia viva, não porque eles faziam propaganda de verdade, mas porque seus nomes carregavam marcas conhecidas no dia a dia das famílias.
Como funcionava o Pet Naming Rights criado para cães e gatos
A ação era voltada para tutores de animais chamados Nescau, Galak, Chokito ou KitKat. O responsável precisava provar que o nome do pet era real e já fazia parte da vida do animal.
O envio da comprovação acontecia por mensagem direta no Instagram da Nestlé. Depois da validação, o tutor recebia um voucher único, limitado a um por CPF.
A proposta chamava atenção porque misturava afeto, humor e publicidade. O nome escolhido por carinho passava a ser visto como uma lembrança constante da marca.
Por que a Nestlé chegou ao valor de R$ 162 para cada tutor validado
O valor de R$ 162 não apareceu por acaso. A companhia considerou quantas vezes, em média, um tutor chama seu pet por dia ao longo da vida do animal.
Depois, esse número foi cruzado com o CPM médio das marcas da empresa. CPM é uma medida usada em publicidade para estimar quanto custa mostrar uma campanha a mil pessoas.
Com esse cálculo, a ação chegou ao voucher de R$ 162 por tutor validado. O benefício podia ser usado na categoria Mercados do iFood, em compras a partir de R$ 300 e com pelo menos um produto Nestlé na cesta.
Quais documentos comprovavam que o cachorro ou gato tinha nome de marca
Para participar, o tutor precisava comprovar o batismo do pet com algum documento oficial. Eram aceitos documento de identificação, cadastro de adoção, registro de chip ou outra comprovação oficial do nome do animal.
Esse cuidado servia para mostrar que o nome era verdadeiro. A campanha não aceitava apenas uma declaração solta do tutor, pois a proposta era reconhecer pets que já carregavam aqueles nomes.
A regra também ajudava a manter a ação dentro de um formato mais organizado. Só depois da validação o voucher de R$ 162 era liberado ao responsável.
A campanha aconteceu por poucos dias e virou um caso curioso de marketing no Brasil
A ação teve prazo curto. Ela ocorreu entre 16 e 22 de março de 2026, com regulamento ligado ao site Eu Quero Nestlé.

Nestlé Brasil, empresa de alimentos e bebidas presente no Brasil, trouxe os números e prazos da campanha. A iniciativa foi desenvolvida pela Publicis Brasil e teve gestão de influenciadores da BR Media.
Mauro Ramalho, da Publicis Brasil, afirmou: “A ideia foi reconhecer esse fenômeno cultural e brincar com essa lógica”. A frase resume o tom da campanha, que usou humor para transformar um costume doméstico em conversa sobre marca.
O que a ação revela sobre publicidade, afeto e comportamento dos tutores
A campanha mostra como algumas marcas entram na vida das pessoas de forma emocional. Nomes como Nescau, Galak, Chokito e KitKat podem aparecer não só nas prateleiras, mas também nos apelidos, nas lembranças e até no nome de um animal de estimação.
Rafael Berenguer, gerente executivo de marketing integrado da Nestlé Brasil, resumiu a decisão com a frase: “Nós decidimos fazer o contrário”. A fala se referia à escolha de celebrar o uso dos nomes das marcas na vida das pessoas.
O caso chama atenção porque transforma uma situação simples em uma pergunta maior. Se uma família chama o pet pelo nome todos os dias, essa repetição também vira uma presença constante da marca dentro de casa.
A ação Pet Naming Rights juntou pets, marcas famosas, voucher de R$ 162 e publicidade de um jeito incomum. O que parecia apenas um nome divertido para cachorro ou gato virou um exemplo de como empresas observam hábitos comuns para criar campanhas.
Você acha genial ou estranho transformar o nome de um pet em publicidade, mesmo quando isso nasce de carinho dentro de casa?

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