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Pouca gente sabe, mas a China usa um robô em formato de bola com cerca de 160 kg capaz de acelerar até 30 km/h em 2,5 segundos, podendo rodar em terra e na água, para auxiliar a polícia

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 26/01/2026 às 10:58
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Robô esférico anfíbio é testado em patrulhas policiais em Wenzhou, na China, com aceleração anunciada de 30 km/h em 2,5 segundos.
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Robô de patrulha anfíbio em formato de esfera entra em testes na província de Zhejiang e reacende debate sobre tecnologia aplicada à segurança pública

A polícia na China começou a testar um robô esférico de patrulha em rondas reais na cidade de Wenzhou, no leste do país.

Segundo a agência estatal Xinhua, o equipamento foi visto acompanhando agentes em área comercial e chama atenção pela aceleração declarada, chegando a 30 km/h em 2,5 segundos, além de operar em terra e na água.

A novidade aparece em meio ao esforço mais amplo de ampliar o uso de tecnologia na segurança pública, com promessas de reduzir riscos a policiais em situações de confronto e patrulhamento em locais hostis.

Ao mesmo tempo, o robô também reabre discussões sobre vigilância, regras de uso e o quanto sistemas semiautônomos podem avançar na rotina policial sem transparência equivalente sobre limites e auditoria.

O que se sabe sobre o robô esférico usado na patrulha policial na China

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De acordo com a Xinhua, o robô visto em Wenzhou foi apresentado como um “membro” do time de patrulha, com 160 kg e cerca de 0,8 metro de diâmetro, além de capacidade de receber equipamentos policiais acoplados.

A mesma reportagem liga o conceito a um objetivo inicial incomum, um veículo pensado para atravessar superfícies extremas como as enfrentadas em exploração planetária, com a ideia surgindo em 2017 dentro do ambiente acadêmico de Zhejiang.

Outras publicações descrevem variações de peso e velocidade máxima conforme a configuração, citando versões em torno de 125 kg e pico de 35 km/h, o que sugere evolução de protótipos e diferentes pacotes de equipamentos durante os testes.

Engenharia e desempenho do robô anfíbio que roda em terra e água

A Xinhua atribui a mobilidade a um mecanismo interno que desloca o centro de massa e permite rolagem controlada em várias direções, mantendo equilíbrio e reduzindo necessidade de estabilização externa.

Ainda segundo a reportagem, o projeto aposta em carcaça selada e materiais que protegem a eletrônica, com indicação de operação em frio intenso e resistência a impactos altos, pontos relevantes para uso em chuva, lama e ambientes de risco.

O mesmo texto menciona autonomia prática expressiva em condições ideais, com referência a funcionamento contínuo por até 10 horas ou alcance de cerca de 120 km, números que ajudam a explicar a ambição de uso em patrulhas longas.

Sensores, equipamentos policiais e como o robô enxerga o ambiente

Relatos técnicos e matérias internacionais descrevem um conjunto de sensores que combina câmeras, GPS e ultrassom para percepção do entorno, desvio de obstáculos e rastreamento de alvos, com foco em atuação em áreas movimentadas.

Em linha semelhante, a SCMP afirma que o robô pode levar câmeras e luzes de sinalização e ser equipado com ferramentas de supressão como gás lacrimogêneo, dentro da narrativa de apoio aos agentes em locais cheios.

Já o Global Times lista acessórios voltados a dispersão e contenção, como lançadores de rede, spray irritante, bombas de fumaça, buzinas e dispositivos acústicos, apontando para um pacote desenhado para cenários de proximidade.

Na prática, parte das análises observa que o robô ainda aparece operando sob controle humano remoto em demonstrações e testes, mesmo quando se fala em evolução para maior autonomia ao longo do tempo.

Quem desenvolveu o projeto e onde os testes ganharam visibilidade

A Xinhua cita o professor Wang You, da Universidade de Zhejiang, como uma das vozes centrais na explicação do projeto, e afirma que a equipe estruturou uma startup em Hangzhou para levar o conceito adiante.

O Global Times também aponta o início da pesquisa em 2017 e menciona interesse de clientes no exterior, além de estimar custo de fabricação na faixa de 300 mil a 400 mil yuan, valor que pode cair com escala.

Em paralelo, textos institucionais de Hangzhou descrevem o modelo RT G com ambição de navegação mais autônoma e aplicação além da polícia, citando uso em setores como infraestrutura e energia, o que reforça o argumento de plataforma multiuso.

O debate que cresce com robôs policiais e vigilância com inteligência artificial

Quando um robô com câmeras e capacidade de rastreamento entra em patrulhas, o ponto não é só desempenho, é governança, quem define as regras de acionamento, que dados são coletados, por quanto tempo ficam armazenados e como se evita abuso em rotinas de fiscalização.

Também existe o tema do escalonamento do uso de força, já que dispositivos classificados como não letais ainda exigem protocolos claros, registro de acionamento e supervisão para não virarem atalhos em abordagens.

Outra frente é a transparência sobre autonomia, pois parte das descrições fala em condução autônoma e outra parte aponta operação remota atual, o que pode confundir o público e inflar expectativas sobre o que o sistema realmente faz sozinho.

Por fim, há uma pergunta incômoda que aparece sempre que a tecnologia entra na rua, isso é ganho real de segurança para todos ou mais uma camada de vigilância permanente com baixa prestação de contas.

Se esse robô esférico virar padrão em patrulhas, você acha que a cidade fica mais segura ou apenas mais vigiada. Você confiaria em abordagens com máquinas ao lado de policiais humanos. Deixe um comentário.

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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