O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, em Rio Claro, que a conclusão do Portal Único de Comércio Exterior até dezembro pode reduzir em R$ 40 bilhões anuais os custos das operações brasileiras, enquanto defendeu exportações, novos mercados e fortalecimento da indústria nacional.
A redução de R$ 40 bilhões por ano nos custos do comércio exterior foi projetada por Geraldo Alckmin nesta segunda-feira (25), em Rio Claro, com a conclusão do Portal Único até dezembro, medida ligada a exportações e importações.
Portal Único deve cortar burocracia nas exportações
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços associou o avanço do Siscomex à diminuição do Custo Brasil. A declaração ocorreu durante a inauguração da nova fábrica da Whirlpool.
Alckmin afirmou que cargas paradas em navios, portos, aeroportos ou etapas de desembaraço geram perdas relevantes para empresas brasileiras. Um dia de espera, disse ele, pode custar 0,8% do valor da carga.
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Na avaliação do ministro, a modernização do Portal Único deve acelerar procedimentos logísticos e reduzir custos operacionais. A expectativa é que a simplificação ajude empresas a competir melhor fora do país.
Whirlpool é citada como hub para a América Latina
Durante a agenda em Rio Claro, Alckmin disse que a nova unidade da Whirlpool deve funcionar como um hub de exportação, para o atendimento a mercados da América Latina.
A fala foi conectada à necessidade de ampliar a presença da indústria brasileira no exterior. O ministro afirmou que há segmentos que dependem das vendas internacionais para manter escala e relevância.
Como exemplo, citou a Embraer, ao dizer que a empresa não existiria sem vender para o mundo inteiro. Também mencionou a retomada da Avibras, em Jacareí, após anos de crise.
Acordos comerciais entram na estratégia
Alckmin relacionou a expansão comercial brasileira a acordos firmados pelo Mercosul com Singapura e com membros da Associação Europeia de Livre Comércio, a Efta.
As negociações com a União Europeia também foram citadas como parte da estratégia para ampliar mercados. Para o governo, a combinação entre menos burocracia logística e abertura comercial pode fortalecer exportações brasileiras.
Com informações de G1.
