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Placas tectônicas estão deformando a Terra há milhões de anos no interior profundo do planeta e cientistas revelam como essas estruturas antigas continuam moldando o manto até hoje

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 24/04/2026 às 20:22
Atualizado em 24/04/2026 às 20:26
Corte da Terra mostrando placas tectônicas antigas afundando no manto profundo, com fluxo interno, ondas sísmicas e atividade vulcânica
Ilustração mostra placas tectônicas antigas afundadas a milhares de quilômetros de profundidade, ainda em movimento e deformando o manto terrestre
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Estruturas antigas submersas a milhares de quilômetros seguem ativas e ajudam a explicar como o interior do planeta permanece em constante transformação

Placas tectônicas antigas que afundaram há milhões de anos continuam influenciando a estrutura interna da Terra até hoje. Além disso, essas formações seguem em movimento lento, enquanto organizam e deformam o manto profundo.

Assim, um estudo publicado em 2024 na revista científica The Seismic Record revelou que essas placas ficaram retidas a cerca de 3 mil quilômetros de profundidade. Dessa forma, mesmo após milhões de anos, essas estruturas permanecem ativas no interior do planeta.

Consequentemente, a descoberta reforça que a Terra continua sendo um sistema dinâmico. Portanto, essas placas tectônicas antigas desempenham papel essencial na manutenção da atividade geológica.

Investigação sísmica revela estruturas ocultas no manto profundo

Além disso, os pesquisadores analisaram milhões de registros de terremotos ao longo do tempo. Assim, esses dados funcionam como um “raio-X natural” da Terra.

Dessa maneira, as ondas sísmicas foram estudadas em escala global, permitindo identificar como elas se propagam pelo interior do planeta. Consequentemente, foi possível observar mudanças na velocidade e na direção dessas ondas.

Por outro lado, essas variações indicam diferenças na organização interna do manto. Portanto, os cientistas conseguiram mapear regiões com deformações profundas.

Anisotropia sísmica explica deformações internas

Em seguida, os pesquisadores utilizaram o conceito de anisotropia sísmica para interpretar os dados. Ou seja, analisaram como as ondas se comportam em diferentes direções.

Visualização em corte da Terra destaca o manto profundo e o núcleo, onde estruturas tectônicas antigas continuam ativas e influenciam a deformação interna do planeta

Assim, quando há mudanças na velocidade das ondas, isso indica que o material do manto está organizado e deformado. Dessa forma, essas variações revelam padrões internos invisíveis.

Anteriormente, esse tipo de análise era aplicado principalmente às camadas mais superficiais da Terra. No entanto, agora os cientistas avançaram para o estudo do manto inferior.

Diferenças entre o manto superior e o inferior

Por outro lado, no manto superior, a deformação ocorre principalmente pelo arrasto das placas tectônicas. Ou seja, o movimento dessas placas influencia diretamente essa camada.

Entretanto, conforme destacou Jonathan Wolf, um dos autores do estudo, essa compreensão ainda não existia em larga escala para o manto inferior.

Assim, o objetivo da pesquisa foi justamente ampliar o entendimento sobre o fluxo nessa região profunda.

Placas antigas permanecem ativas em condições extremas

Além disso, os resultados mostram que a maior parte da deformação ocorre em regiões onde há vestígios de placas tectônicas antigas. Portanto, essas estruturas não desapareceram.

Pelo contrário, mesmo sob pressão e calor extremos, essas placas continuam influenciando a formação interna da Terra. Dessa maneira, elas seguem moldando o planeta ao longo do tempo.

Consequentemente, isso reforça a importância dessas estruturas na dinâmica geológica global.

Hipóteses sobre a origem da anisotropia no manto

Em seguida, os cientistas passaram a investigar por que essas placas apresentam anisotropia sísmica. Assim, a principal hipótese envolve o processo de afundamento dessas estruturas.

Além disso, a interação com a região de transição entre o manto e o núcleo pode alterar a composição mineral dessas placas.

Por outro lado, o calor intenso e a pressão extrema nessas profundidades também desempenham papel importante. Portanto, esses fatores podem gerar uma estrutura interna anisotrópica.

Base de dados amplia conhecimento sobre o interior da Terra

Por fim, ao reunir essa grande quantidade de dados sísmicos, os pesquisadores abriram caminho para análises mais detalhadas. Assim, esse material é considerado um verdadeiro tesouro científico.

Além disso, esses dados podem aprimorar modelos geológicos existentes. Dessa forma, contribuem para a compreensão de fenômenos como terremotos e atividade vulcânica.

Consequentemente, o estudo amplia o conhecimento sobre a evolução do interior terrestre. Portanto, reforça o papel das placas tectônicas antigas na dinâmica do planeta .

Diante disso, se estruturas tão antigas ainda influenciam o interior da Terra, o que mais permanece ativo nas profundezas que ainda não conseguimos observar diretamente?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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