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Este é o poço de petróleo que custará quase 1 bilhão de reais à Petrobras.

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 19/10/2025 às 10:10
Plataforma de perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas durante operação offshore aguardando licença do Ibama
Petrobras prepara investimento de quase R$ 850 milhões na Foz do Amazonas e aguarda aval do Ibama para iniciar perfuração histórica
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Estimativa milionária ( talvez bilionária) inclui licenciamento, mitigação de impactos e aluguel de sonda; estatal afirma que todos os esclarecimentos técnicos já foram enviados ao órgão ambiental

A Petrobras informou ao Ibama que o custo estimado para furar o primeiro poço exploratório na Foz do Amazonas é de R$ 842,4 milhões, segundo documento oficial enviado à autarquia em 16 de outubro de 2025 e divulgado pelo pela EIXOS. O valor foi detalhado pela estatal em resposta a um pedido formal do órgão ambiental, que questionou os gastos envolvidos no processo de licenciamento do bloco FZA-M-59, um dos mais estratégicos da Margem Equatorial.

A petroleira reafirma que está confiante na liberação da licença ambiental em breve, após mais de dois anos de análises, revisões e exigências técnicas adicionais.

Divisão dos gastos na perfuração do poço

O montante total de R$ 842,4 milhões é composto por quatro parcelas principais:

  • Valor de referência: R$ 793,3 milhões;
  • Planos e projetos de mitigação de impactos: R$ 46,7 milhões;
  • Garantias, apólices e seguros internacionais: R$ 2 milhões;
  • Licenciamento ambiental: R$ 379 mil.

A Petrobras destacou que o valor de referência corresponde aos custos diretos de implantação da atividade, excluindo tarifas bancárias, garantias, cauções e prêmios de seguros de fornecedores. Em outras palavras, trata-se do investimento direto necessário para viabilizar a perfuração inicial na região da Foz do Amazonas, considerada uma das últimas fronteiras exploratórias do país.

Custos acumulados passam de R$ 1 bilhão, segundo FUP

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), os gastos da Petrobras com o processo de licenciamento da Margem Equatorial já ultrapassam R$ 1 bilhão desde 2022. A entidade sindical afirma que os sucessivos atrasos do Ibama vêm gerando custos adicionais expressivos à estatal.

Entre os principais valores apontados pela federação estão:

  • R$ 543 milhões com o aluguel da sonda de perfuração ODN II,
  • R$ 327 milhões com embarcações de apoio,
  • R$ 142 milhões em serviços aéreos.

A ODN II, operada pela Foresea, está contratada até 21 de outubro de 2025 e custa R$ 4 milhões por dia à Petrobras. Caso a licença ambiental não seja emitida a tempo, a companhia corre o risco de amargar prejuízos adicionais por manter o equipamento ocioso.

Expectativa pela licença e diálogo com o Ibama

Após uma Avaliação Pré-Operacional (APO) realizada em setembro, a expectativa da Petrobras era de que o Ibama liberasse a licença ainda no início de outubro. Entretanto, o processo segue em análise técnica, com novos ajustes sendo solicitados pelo órgão ambiental.

Em nota oficial divulgada nesta semana, a empresa informou que todas as pendências técnicas foram respondidas e que mantém diálogo aberto com o instituto.

“A Petrobras segue confiante que a licença de operação será emitida em breve, como resultado do trabalho conjunto da companhia e do Ibama”, declarou a estatal.

Margem Equatorial: o novo pré-sal do Norte

A Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, é considerada por especialistas o “novo pré-sal” brasileiro. Estudos geológicos indicam altíssimo potencial de petróleo leve e de baixo teor de enxofre, similar ao encontrado na costa da Guiana e do Suriname.

A perfuração do primeiro poço na Foz do Amazonas é vista como um marco estratégico não apenas para a Petrobras, mas para todo o setor energético brasileiro. O resultado dessa primeira perfuração poderá determinar o futuro das explorações offshore no Norte do país, influenciando inclusive a arrecadação e o desenvolvimento da região.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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