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Petrobras busca mediação do TST para acordo coletivo de trabalho

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 27/08/2019 às 01:00 Atualizado em 26/08/2019 às 22:18

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Petrobras acordo coletivo 2019
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Petrobras sobe proposta de ajuste salarial de 1% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 70% do INPC

Nesta segunda-feira, 26 de agosto, a Petrobras comunicou que entrou  com um pedido de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar alcançar uma solução negociada para o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do período 2019-2020. Enquanto isso a ANP, afirmou que a Petrobras e 11 estrangeiras já se inscrevem para o leilão da 16ª Rodada de licitação de 36 blocos exploratórios de petróleo e gás

“A decisão foi tomada pela companhia depois de esgotadas as tentativas de chegar a um acordo nas negociações com as lideranças sindicais”, disse a empresa em nota.

A Petrobras afirmou que antecipou o início das discussões para o mês de maio, visando garantir as melhores condições para o diálogo entre as partes, e que foram realizadas mais de 20 reuniões com as lideranças sindicais.

As negociações salariais já duram mais de três meses e a Petrobras apresentou sua proposta final no dia 8 de agosto, com prazo de 15 dias para que os sindicatos ouvissem suas bases e retornassem com a resposta.

A nova proposta foi elevada de 1% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 70% do INPC acumulado de 1 de setembro de 2018 a 31 de agosto 2019, segundo a assessoria.

“A companhia tem plena confiança de que a decisão de buscar a mediação do TST é a mais acertada a tomar neste momento, buscando evitar greves e paralisações que venham a prejudicar as suas operações e a população em geral”, disse a empresa, destacando que, desde 1995, a Petrobras concedeu reajustes salariais que representam um ganho real acumulado de 40% acima da inflação.

“No entanto, não é mais possível tomar decisões sem considerar o potencial de risco que embutem à recuperação e à competitividade da companhia”, disse a empresa, que vem vendendo ativos e cortando custos com o objetivo de reduzir seu endividamento, de mais de 100 bilhões de dólares.

“A Petrobras vem revertendo o cenário de grave crise dos anos 2014-2015, mas ainda está longe do desempenho que a possibilite competir em condições de igualdade com os seus principais concorrentes, o que exige determinação na busca dos seus objetivos.”

A Petrobras disse ainda que um dia depois do final das assembleias da FNP e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em 31 de agosto, vai terminar a validade jurídica do ACT, “havendo inclusive dispositivo legal que impede a companhia de manter as práticas atuais sem que haja um novo acordo”.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa a maior parte da categoria, afirmou em nota em seu site que “a empresa insiste em uma proposta de Acordo Coletivo rebaixada, que retira direitos importantes… e oferece um reajuste salarial que não cobre sequer a inflação do período”

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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