Petrobras amplia operações no Amazonas com novo investimento em Urucu, expansão do gás natural e modernização da logística fluvial até 2030.
A Petrobras confirmou um investimento superior a R$ 2,8 bilhões no Amazonas até 2030 para ampliar a produção de gás natural em Urucu e modernizar a logística fluvial da Transpetro. O anúncio ocorreu em Manaus no dia 27 de maio de 2026 durante evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
O pacote inclui R$ 2,5 bilhões destinados à retomada das perfurações no Polo Urucu, além da construção de novas embarcações para transporte de combustíveis nos portos brasileiros. A medida fortalece a segurança energética da Região Norte e amplia a presença da Petrobras em uma área estratégica da Amazônia.
Além do impacto energético, os investimentos devem impulsionar a indústria naval, gerar milhares de empregos e melhorar a eficiência logística no transporte fluvial de combustíveis.
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Petrobras retoma expansão em Urucu após 10 anos sem novos poços
O Polo Urucu, localizado no município de Coari, no Amazonas, completa 40 anos de operação em 2026 e volta ao centro da estratégia da Petrobras. Após uma década sem investimentos em novos poços, a estatal confirmou a retomada das perfurações na região.
O novo projeto prevê cerca de 40 quilômetros de linhas de conexão entre os poços e os sistemas de produção. Segundo a Petrobras, a expectativa é aumentar a produção média em aproximadamente 4.400 barris de óleo equivalente por dia.
Hoje, Urucu já produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente diariamente, sendo considerado o maior polo petrolífero terrestre do Brasil.
O gás natural produzido na região possui papel fundamental no abastecimento energético do Norte do país. Atualmente, ele responde por cerca de 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios amazonenses.
Além disso, a produção média de GLP chega a aproximadamente 80 mil botijões por dia, abastecendo todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste brasileiro.
Investimento da Petrobras no Amazonas deve movimentar economia regional
O novo investimento da Petrobras também promete impacto econômico relevante no Amazonas. A estatal já é responsável pela geração de aproximadamente 14 mil empregos diretos e indiretos no estado.
Segundo projeções, somente a construção das novas embarcações deve criar cerca de 3,3 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo o setor naval amazonense.
Outro dado importante envolve a arrecadação estadual. Em 2025, as operações da Petrobras no Amazonas geraram aproximadamente R$ 1,5 bilhão em tributos e participações governamentais. A companhia segue como a maior contribuinte de ICMS do estado.
Entre os principais impactos esperados estão:
- Ampliação da produção de gás natural em Urucu
- Geração de empregos na indústria naval
- Redução de custos logísticos da Transpetro
- Fortalecimento da segurança energética no Norte
- Expansão da infraestrutura fluvial amazônica
Especialistas apontam que a ampliação da oferta de gás natural pode estimular novos investimentos industriais e energéticos em municípios da região amazônica.

Programa Mar Aberto acelera renovação da frota da Transpetro
Parte dos recursos anunciados faz parte do Programa Mar Aberto, iniciativa criada pelo Sistema Petrobras para ampliar e renovar sua frota própria de embarcações até 2030.
O programa prevê a construção de 96 embarcações, com investimentos estimados em R$ 34,8 bilhões. Desde o início da atual gestão, a Transpetro já contratou 52 unidades, somando aproximadamente R$ 11,6 bilhões em investimentos.
No Amazonas, o destaque é a construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia. O contrato soma R$ 303,5 milhões.
Além das barcaças, a Transpetro também contratou 18 empurradores, avaliados em cerca de R$ 325,3 milhões. As embarcações serão utilizadas em operações nos portos do Rio de Janeiro, Santos, Belém, Paranaguá e Rio Grande.
Segundo Sérgio Bacci, presidente da Transpetro, a modernização da frota busca reduzir custos operacionais e fortalecer a logística nacional de combustíveis marítimos.
Novas embarcações terão tecnologia adaptada à Amazônia
As novas embarcações contratadas pela Petrobras foram projetadas para operar em ambientes complexos, especialmente na região amazônica.
Das 18 barcaças previstas:
- Dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto
- Oito terão capacidade de 2 mil toneladas
- As unidades poderão chegar a 70 metros de comprimento
- Os sistemas permitirão transporte de diferentes combustíveis em tanques segregados
Outro diferencial importante é a adoção de soluções mais sustentáveis. As embarcações poderão operar utilizando energia elétrica em terra e também contarão com apoio de energia solar.
Os empurradores terão potência de até 450 kW, autonomia de cinco dias de navegação contínua e capacidade de tração de até 13 toneladas.
A Petrobras afirma que os novos equipamentos possuem tecnologias voltadas para aumentar a precisão das operações em áreas portuárias e trechos fluviais mais restritos.
Gás natural de Urucu ganha importância estratégica no Norte
A expansão da produção de gás natural em Urucu ocorre em um momento de crescimento da demanda energética no Norte do Brasil.
Grande parte dos municípios amazônicos enfrenta desafios logísticos históricos para acesso a combustíveis e geração elétrica. Por isso, o aumento da oferta de gás natural é visto como estratégico para ampliar a segurança energética regional.
A Petrobras também confirmou que a parceria com a Amazônica Energy, assinada em novembro do ano passado, deve começar a operar a partir de 2028.
A expectativa é ampliar a segurança energética do Norte em pelo menos 100 mil metros cúbicos por dia.
Além do impacto econômico, o uso do gás natural pode ajudar na redução de emissões em comparação com combustíveis mais poluentes utilizados em sistemas isolados da Amazônia.
O que o novo projeto representa para Petrobras e Amazonas
O novo ciclo de investimentos reforça o papel estratégico do Amazonas dentro do setor energético brasileiro. A retomada das operações de expansão em Urucu marca uma nova fase para a Petrobras na região após anos sem grandes projetos de perfuração.
Ao mesmo tempo, a modernização da logística fluvial mostra que a companhia pretende reduzir custos e ampliar a eficiência no transporte de combustíveis em diferentes regiões do país.
Com mais de R$ 2,8 bilhões previstos até 2030, o projeto combina geração de empregos, fortalecimento da infraestrutura energética e expansão da produção de gás natural, consolidando Urucu como uma das áreas mais importantes da Petrobras no Brasil.
Com informações de Planalto


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