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Petrobras alcança 1 década produzindo no pré-sal da Bacia de Santos

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 29/05/2019 às 07:29

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Com 16 plataformas e mais de 150 poços, pré-sal da Bacia de Santos é hoje um dos polos de produção mais competitivos do setor

A Petrobras completou, em maio, dez anos de produção no pré-sal da Bacia de Santos, com indicadores de eficiência e produtividade acima da média da indústria offshore. São 16 plataformas e mais de 150 poços em operação apenas naquele polo, que respondem por 90% de toda a produção no pré-sal brasileiro. O custo de extração abaixo de US$ 7 por barril e a alta produtividade dos campos elevam o pré-sal a uma das fronteiras mais competitivas do setor. Dos 30 poços mais produtivos do país, 29 estão nessa província, sendo que a produção média por poço chega a 25 mil barris de petróleo por dia, cerca de quatro vezes mais que os poços do Golfo do México, por exemplo.

No pré-sal da Bacia de Santos, estão localizados os três maiores campos produtores do Brasil, atualmente: Lula, campo de maior produção da Petrobras com nove sistemas em operação; Sapinhoá, com dois sistemas; e Búzios, com quatro. Ainda nessa camada, o campo de Mero, no bloco de Libra, também tem se mostrado promissor. Com apenas um poço interligado ao FPSO Pioneiro de Libra, o campo já superou a marca de 60 mil barris de óleo equivalente (boe), indicando alto potencial futuro. Único sistema a operar no campo, o Pioneiro de Libra é dedicado à coleta de informações sobre o reservatório antes da implantação do sistema definitivo. Parte do sucesso em Mero se deve às trocas de experiência com grandes empresas do setor que atuam em parceria com a Petrobras.

“As características únicas do pré-sal da Bacia de Santos, como a localização em águas ultraprofundas, a camada de sal que chega a 2 km de espessura e a distância de 300 km da costa constituíram um desafio sem precedentes para a Petrobras e para a indústria. Mas isso não foi empecilho: dez anos depois do primeiro óleo de Tupi, não só desenvolvemos soluções inéditas para superar os desafios no pré-sal, com o emprego da mais alta competência técnica, como também comprovamos sua viabilidade econômica e batemos uma sucessão de recordes. Temos motivos de sobra para celebrar essa data”, afirmou o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Camada pré-sal bate sucessivos recordes

Em abril, a produção operada pela Petrobras na camada pré-sal bateu dois novos recordes: produção média mensal de 1,94 milhões de boe alcançando o pico diário de produção de 2,07 milhões de boe. Além disso, em 16 de maio, a produção operada na área de Lula superou a marca diária de 1 milhão de barris de petróleo por dia (bpd).

A produção acumulada operada pela companhia no pré-sal atingiu ainda 2,5 bilhões de barris de óleo equivalente em apenas uma década, um volume que corresponde a toda reserva provada da Argentina, por exemplo. Hoje, o pré-sal das bacias de Santos e Campos já responde por aproximadamente 60% da produção nacional.

Visão de futuro

Nos últimos 11 meses, seis plataformas iniciaram a operação no pré-sal da Bacia de Santos, cada uma com capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo por dia. E o futuro se revela ainda mais promissor. Os projetos destinados àquela camada são a principal frente de investimentos da companhia: das 11 plataformas previstas para os próximos cinco anos, sete serão instaladas no pré-sal da Bacia de Santos e uma no pré-sal da Bacia de Campos, com previsão de aporte pela Petrobras de US$ 27 bilhões nos próximos cinco anos.

“Para os próximos dez anos, a projeção é desenvolver novos projetos de produção no pré-sal em condições ainda mais desafiadoras. Os blocos adquiridos nos últimos leilões e as recentes descobertas estão localizadas, em sua maioria, em lâminas d´água ainda mais profundas, que variam entre 2.500 e 3.000 metros. Longe de ser uma barreira, a companhia já estuda novas soluções tecnológicas que viabilizem a produção dessas áreas – num esforço multidisciplinar que reúne, mais uma vez, as mais expressivas competências técnicas da companhia”, revelou o diretor de E&P.

Fonte: Comunicado à Imprensa Petrobras

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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