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Experimentos da NASA revelam que o gelo de Marte pode funcionar como “cofre biológico” contra radiação cósmica, capaz de proteger aminoácidos até 10 vezes mais que solo misturado

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 27/02/2026 às 17:15
Até 50 milhões de anos preservados: gelo de Marte pode esconder sinais intactos de vida antiga, apontam cientistas da NASA.
Até 50 milhões de anos preservados: gelo de Marte pode esconder sinais intactos de vida antiga, apontam cientistas da NASA.
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Até 50 milhões de anos preservados: gelo de Marte pode esconder sinais intactos de vida antiga, apontam cientistas da NASA.

Pesquisadores apontam que o gelo de Marte pode atuar como um verdadeiro cofre natural, preservando sinais de vida antiga por até 50 milhões de anos. A descoberta muda a visão sobre onde procurar vestígios biológicos no planeta vermelho e indica que depósitos gelados podem ser mais promissores que rochas ou solo.

A possibilidade de encontrar moléculas orgânicas intactas em Marte reforça a importância do gelo na exploração espacial.

Experimentos em laboratório mostraram que aminoácidos e outros compostos essenciais da vida podem sobreviver por milhões de anos, mesmo expostos à radiação cósmica intensa da superfície marciana.

Após testes com bactéria congelada, cientistas reforçam: buscar gelo limpo em Marte pode ser chave para descobrir vida extraterrestre

Para testar a resistência de moléculas orgânicas, pesquisadores do NASA Goddard Space Flight Center e da Penn State University congelaram bactérias Escherichia coli e as submeteram a radiação equivalente a milhões de anos na superfície de Marte.

Os resultados foram surpreendentes: mais de 10% dos aminoácidos permaneceram intactos, indicando que o gelo puro funciona como um ambiente extremamente estável para a preservação da vida.

A pesquisa também revelou que a pureza do gelo é determinante. Amostras contendo partículas de solo ou sedimentos degradaram os aminoácidos até dez vezes mais rápido.

Isso sugere que depósitos de gelo limpo ou permafrost rico em água devem ser alvos prioritários para sondagens e perfurações.

Em outras palavras, o gelo limpo protege melhor os vestígios de vida contra os efeitos da radiação cósmica, enquanto a presença de solo acelera a degradação dos compostos orgânicos.

Locais promissores em Marte

Grandes quantidades de gelo estão distribuídas sob a superfície de Marte, especialmente nas regiões polares e em crateras como a Korolev, que abriga depósitos permanentes de água congelada.

Esses locais funcionam como cápsulas do tempo biológicas, preservando moléculas antigas ou vestígios de organismos que podem ter existido há bilhões de anos.

Além disso, missões como a Perseverance da NASA já identificaram vestígios orgânicos em rochas, reforçando a ideia de que Marte pode ter preservado fragmentos de vida em diferentes ambientes, sendo o gelo um dos mais seguros para armazenamento natural.

Até 50 milhões de anos preservados: gelo de Marte pode esconder sinais intactos de vida antiga, apontam cientistas.

Implicações para futuras missões

Os achados sugerem que a busca por vida em Marte deve priorizar depósitos de gelo limpo, em vez de focar apenas em rochas ou solo.

Moléculas orgânicas preservadas podem fornecer pistas sobre como a vida poderia ter surgido e persistido em condições extremas do planeta vermelho.

O estudo também reforça a necessidade de sondas e perfuratrizes mais avançadas, capazes de acessar camadas profundas de gelo, onde os vestígios de vida antiga podem estar mais protegidos e menos degradados.

Com base nesses estudos, os pesquisadores indicam que o gelo de Marte não é apenas um recurso geológico, mas um verdadeiro arquivo natural da história biológica do planeta vermelho.

Ao focar em depósitos limpos, futuras missões terão uma chance maior de descobrir vestígios antigos de vida, transformando a maneira como exploramos Marte.

Fonte: Aventuras na História

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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