SUV artesanal construído em chapa de aço por morador de Recife tem motor 4.0 seis-cilindros, portas automáticas, design patenteado e foi exibido no Salão do Automóvel de São Paulo.
O que começou como sonho de infância virou realidade em tamanho real: um SUV artesanal criado por um pernambucano, construído praticamente todo à mão, apresentado pela primeira vez ao público no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025. O projeto, batizado de Mch Mooch, saiu da garagem em Recife para o pavilhão de exposições com carroceria em chapa de aço, motor 4.0 seis-cilindros, tração 4×4 automática e portas com acionamento elétrico.
Ao longo de cerca de nove anos, o criador Cristiano Ferrari dividiu o tempo entre trabalho, viagens e a construção do SUV artesanal, enfrentando limitações de material, mão de obra e estrutura no Nordeste.
Depois de quase uma década de adaptações, pausas e retomadas, o veículo deixou de ser apenas um protótipo de oficina e passou a ser exibido como projeto completo, com design registrado e presença em um dos principais eventos do setor automotivo do país.
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SUV artesanal nasce de sonho de infância e sai da garagem em Recife
Cristiano conta que o SUV artesanal surgiu de um desejo antigo de desenhar e construir o próprio carro. Sem linha de montagem, equipe de fábrica ou grandes fornecedores, ele deu forma ao projeto a partir de um chassi existente e de um conjunto mecânico escolhido para entregar força e robustez fora de estrada.
Segundo o criador, o carro levou cerca de nove anos para ficar pronto, com períodos em que a obra ficou parada para que ele pudesse trabalhar e garantir recursos para seguir na construção.
A trajetória do SUV artesanal mistura improviso, persistência e aprendizado técnico ao longo do tempo, com ajustes sucessivos até chegar à configuração atual apresentada em São Paulo.
Carroceria em chapa de aço e estrutura feita à mão
Diferente de muitos protótipos que usam fibra de vidro, o SUV artesanal pernambucano foi construído em chapa de aço. Toda a estamparia visível na carroceria, como para-lamas, capô, laterais e traseira, foi feita do zero, peça a peça, sem o uso de moldes industriais.
De acordo com Cristiano, a proposta sempre foi ter um veículo robusto, com aparência de utilitário esportivo de uso misto, preparado para enfrentar estradas de terra e condições mais severas de rodagem.
Cada painel do SUV artesanal foi moldado manualmente até atingir o desenho final, que hoje compõe o conjunto patenteado apresentado no Salão do Automóvel.
Motor 4.0 seis-cilindros, tração 4×4 e portas automáticas
Na parte mecânica, o SUV artesanal utiliza um motor 4.0 seis-cilindros, associado a um conjunto automático com tração 4×4. Essa combinação é apontada pelo criador como adequada para o uso em terrenos irregulares e deslocamentos em estradas não pavimentadas.
O veículo tem portas com abertura automática, acionadas por sistema elétrico, além de recursos como vidros elétricos e teto com abertura (intermediado por sistema solar, segundo Cristiano).
A ideia foi aproximar o SUV artesanal de um utilitário moderno, combinando visual próprio com itens de conforto e conveniência normalmente encontrados em modelos de série.
Design patenteado e foco em projeto nacional

O desenho da carroceria do SUV artesanal foi registrado, e Cristiano destaca que o projeto hoje é tratado como uma plataforma que pode dar origem a futuras iniciativas comerciais. Ele afirma que o modelo Mch Mooch é um dos projetos que pretende levar ao mercado, caso surjam parcerias e estrutura para produção em pequena escala.
A exibição no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025 foi o primeiro contato amplo do público com o SUV. A presença do SUV artesanal no evento marca a passagem de um projeto de garagem para um protótipo apresentado oficialmente ao mercado, ainda que em fase inicial de amadurecimento.
Situação atual, homologação e circulação do SUV artesanal
Cristiano explica que o SUV artesanal ainda não é homologado para circulação plena como veículo de linha, mas o carro anda normalmente e já foi testado em trajetos reais.
Com empresa aberta e cadastro formal, ele relata que consegue emitir nota fiscal para circulação temporária do veículo por períodos limitados, dentro das regras aplicáveis a protótipos e veículos em desenvolvimento.
Enquanto não atinge estágio de homologação completa, o carro é utilizado principalmente para testes, demonstrações e deslocamentos controlados.
O SUV artesanal funciona como vitrine técnica e cartão de visitas do projeto, servindo tanto para validação de soluções mecânicas e estruturais quanto para atrair interessados em investir na evolução do modelo.
SUV artesanal como vitrine da engenharia feita em casa
A história do SUV artesanal pernambucano ilustra um tipo de engenharia independente que ainda é rara no Brasil: projetos completos de veículo, iniciados por entusiastas e mecânicos com experiência prática, mas sem o suporte direto de grandes montadoras.
Ao construir um SUV do zero, em chapa de aço, com motor 4.0 seis-cilindros, portas automáticas e design patenteado, Cristiano busca mostrar que é possível desenvolver um produto nacional com identidade própria, mesmo partindo de estrutura limitada.
O SUV artesanal se torna, assim, um estudo real de design automotivo, adaptação mecânica e insistência em levar um protótipo de oficina para o ambiente profissional de um salão de automóveis.
Sabendo da história desse SUV artesanal, você compraria ou apoiaria um projeto de carro nacional feito de forma independente se ele chegasse ao mercado com preço competitivo e produção limitada?


Boa noite. Excelente criação para a indústria nacional. Espero que tenhamos em série. 👏👏👏👏👏
Sim
Parabéns para esse brasileiro que engrandece a Nação. Infelizmente, o imposto cobrado pelo governo inviabiliza a fabricação em escala comercial.