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Pequena cidade brasileira abriga uma das maiores minas de diamantes da América Latina, com investimento de mais de R$ 500 milhões, colocando o Nordeste em evidência ao lado das esmeraldas e do quartzo rutilado

Escrito por Ana Alice
Publicado em 29/01/2026 às 15:59
Assista o vídeoMina Braúna, em Nordestina (BA), produz diamantes em rocha matriz e reforça o destaque da Bahia em gemas como esmeraldas e quartzo rutilado.
Mina Braúna, em Nordestina (BA), produz diamantes em rocha matriz e reforça o destaque da Bahia em gemas como esmeraldas e quartzo rutilado.
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No interior da Bahia, uma mina de diamantes em rocha matriz passou a atrair atenção do setor mineral e reposicionou um município no mapa das gemas. Ao mesmo tempo, esmeraldas e quartzo rutilado ajudam a explicar por que o estado segue em destaque.

Mina Braúna em Nordestina e a extração de diamantes na Bahia

Nordestina, no interior da Bahia, concentra um dos principais projetos de mineração de diamantes do país: a mina Braúna, operada pela Lipari Mineração.

Segundo a empresa, a operação é baseada na extração de diamantes em rocha matriz, a partir de corpos de kimberlito, e passou a colocar o município no mapa de produção nacional de gemas, apesar de a área seguir pouco conhecida fora do setor mineral.

A mina fica na zona rural do município e, de acordo com descrições da própria companhia, está instalada nas proximidades do rio Itapicuru, em uma região de relevo predominantemente plano.

A Lipari afirma que o complexo reúne diversas ocorrências de kimberlito, com o corpo chamado Braúna 3 como o principal e, até o momento, o único em produção.

Segundo a Lipari, o desenvolvimento do projeto recebeu investimento superior a US$ 100 milhões.

Produção de diamantes no Brasil e o papel da mina Braúna

A Lipari informa que a produção comercial na Braúna começou em julho de 2016.

Desde então, segundo os dados divulgados pela empresa, até o fim de 2024 foram produzidos cerca de 1,19 milhão de quilates de diamantes brutos a partir do processamento do kimberlito, com teor médio de 18,2 quilates por cem toneladas (cpht).

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Esse volume é frequentemente usado para situar a importância do projeto no Brasil e na América do Sul.

Em materiais e páginas do setor, a Braúna é descrita como a maior mina de diamantes da América do Sul, classificação que aparece em fontes de mercado com base em informações corporativas e referências do segmento.

Ainda assim, a expressão “uma das maiores do mundo”, comum em textos de divulgação, depende do critério adotado — como produção anual, reservas, teor, valor por quilate ou vida útil — e nem sempre vem acompanhada de rankings públicos comparáveis.

Receita, vendas e a transição para mineração subterrânea

Nos números mais recentes que a própria companhia disponibiliza, a Lipari afirma que as receitas brutas acumuladas desde o início da produção comercial somam US$ 214,5 milhões.

A empresa associa esse resultado à venda de pouco mais de 1,16 milhão de quilates, com preço médio de US$ 185 por quilate, considerando o período a partir de 2016.

A mineradora também registra uma mudança relevante no método de lavra.

Segundo a Lipari, as operações a céu aberto foram suspensas em maio de 2023, quando a cava atingiu o limite econômico previsto no planejamento do projeto.

Na sequência, a empresa afirma que manteve o processamento por alguns meses com minério estocado de menor teor, até a transição operacional.

De acordo com a companhia, a mineração subterrânea começou em fevereiro de 2024.

A Lipari diz que essa etapa foi planejada para estender a vida útil do empreendimento por mais quatro anos, com expectativa de produzir aproximadamente 433 mil quilates a partir do processamento de 1,85 milhão de toneladas de minério, mantendo teor médio em torno de 17 cpht.

Beneficiamento do kimberlito e gestão de água na operação

O processamento do kimberlito ocorre em uma planta cuja capacidade, segundo a Lipari, é de 2.500 toneladas por dia, em regime contínuo.

A empresa descreve um circuito de britagem e concentração, seguido por sistemas de raio X e tecnologia XRT para a recuperação dos diamantes, com separação final realizada em área de segurança dedicada.

No campo ambiental, a companhia informa que recicla 98% da água usada no processamento.

A Lipari também afirma que opera com rejeito desaguado e que, nesse modelo, não utiliza barragem de rejeitos na unidade, ponto que aparece nas descrições públicas do projeto.

Nordeste mineral e a produção de gemas na Bahia

A Descoberta da Mina Braúna (Imagem: Reprodução)
A Descoberta da Mina Braúna (Imagem: Reprodução)

A mina Braúna costuma ser citada em um cenário mais amplo de recursos minerais no Nordeste, região que reúne diferentes cadeias produtivas, como petróleo, gás natural e a produção de gesso a partir de gipsita.

No âmbito técnico, o Serviço Geológico do Brasil tem divulgado iniciativas de mapeamento e organização de dados geológicos voltadas ao Nordeste, com o objetivo de apoiar diagnósticos e planejamento no setor mineral.

Quando o recorte é o mercado de gemas, a Bahia aparece com peso recorrente nas fontes setoriais.

Uma publicação especializada do setor mineral, que atribui informações à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado, afirma que a Bahia é o maior produtor de diamantes extraídos em rocha matriz no país e ocupa a segunda posição na produção de esmeraldas.

O mesmo material aponta ainda o estado como principal produtor brasileiro de quartzo rutilado, com foco no mercado externo.

Nessa leitura, Nordestina é apresentado como o município associado à produção baiana de diamantes em kimberlito, diretamente ligada à operação da Lipari.

Já a relevância do estado na produção de esmeraldas aparece associada a áreas tradicionais de garimpo e a iniciativas organizadas por cooperativas em regiões específicas.

Serra de Carnaíba, Pindobaçu e a produção de esmeraldas

Outro polo destacado em publicações especializadas é a Serra de Carnaíba, em Pindobaçu, onde atua a Cooperativa Mineral da Bahia.

Segundo a mesma fonte setorial, a cooperativa foi fundada em 2006 e opera com Permissão de Lavra Garimpeira, concentrando a produção regional de esmeraldas e mantendo requerimentos que alcançam áreas de municípios vizinhos.

Esse conjunto de frentes — diamantes em Nordestina e esmeraldas em Pindobaçu, além de outras cadeias minerais presentes no estado — é usado por fontes do setor para contextualizar a participação da Bahia no mercado brasileiro de gemas.

Fora do circuito técnico e empresarial, porém, a dinâmica dessas operações costuma aparecer de forma fragmentada, sobretudo quando o tema é traduzido para o público geral.

A transição da Braúna para a fase subterrânea e a continuidade de polos de esmeraldas em áreas tradicionais colocam em evidência uma demanda recorrente: dados claros sobre produção, fiscalização, arrecadação e impactos locais.

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Jorge
Jorge
01/02/2026 18:50

Empresa inidonea, não pagam as compras, fiz seguras vendas pela empresa que trabalhava títulos de 7 mil reais totalizando 45 mil reais, não pagaram, deixaram protestar a mais de 5 meses, não atendem e nem respondem aos e-mails, NÃO VENDAM PRA ELES, SÃO CANADENSES QUE VIERAM PRO BRASIL PARA NOS ROUBAR.

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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