No interior da Bahia, uma mina de diamantes em rocha matriz passou a atrair atenção do setor mineral e reposicionou um município no mapa das gemas. Ao mesmo tempo, esmeraldas e quartzo rutilado ajudam a explicar por que o estado segue em destaque.
Mina Braúna em Nordestina e a extração de diamantes na Bahia
Nordestina, no interior da Bahia, concentra um dos principais projetos de mineração de diamantes do país: a mina Braúna, operada pela Lipari Mineração.
Segundo a empresa, a operação é baseada na extração de diamantes em rocha matriz, a partir de corpos de kimberlito, e passou a colocar o município no mapa de produção nacional de gemas, apesar de a área seguir pouco conhecida fora do setor mineral.
A mina fica na zona rural do município e, de acordo com descrições da própria companhia, está instalada nas proximidades do rio Itapicuru, em uma região de relevo predominantemente plano.
-
Fabricante asiática de baterias entra como sócia em projeto de terras raras e nióbio em Minas Gerais, com reservas estimadas em 70 milhões de toneladas e início de operação previsto para 2027
-
Enquanto outros países disputam os minerais da energia limpa, EUA olham para o Brasil e prometem buscar financiamento para projetos que envolvem terras raras, lítio, níquel e grafite
-
Mineradora perfurava centenas de metros abaixo da área já mapeada no Pará quando encontrou novas zonas de cobre e ouro em Furnas, projeto que pode operar por 24 anos ao lado da Vale
-
Terras raras, indenização milionária e uma fazenda em Goiás: entenda o caso em que produtor rural acusa a Serra Verde de ocupar sua propriedade enquanto disputa judicial se arrasta há anos
A Lipari afirma que o complexo reúne diversas ocorrências de kimberlito, com o corpo chamado Braúna 3 como o principal e, até o momento, o único em produção.
Segundo a Lipari, o desenvolvimento do projeto recebeu investimento superior a US$ 100 milhões.
Produção de diamantes no Brasil e o papel da mina Braúna
A Lipari informa que a produção comercial na Braúna começou em julho de 2016.
Desde então, segundo os dados divulgados pela empresa, até o fim de 2024 foram produzidos cerca de 1,19 milhão de quilates de diamantes brutos a partir do processamento do kimberlito, com teor médio de 18,2 quilates por cem toneladas (cpht).
Esse volume é frequentemente usado para situar a importância do projeto no Brasil e na América do Sul.
Em materiais e páginas do setor, a Braúna é descrita como a maior mina de diamantes da América do Sul, classificação que aparece em fontes de mercado com base em informações corporativas e referências do segmento.
Ainda assim, a expressão “uma das maiores do mundo”, comum em textos de divulgação, depende do critério adotado — como produção anual, reservas, teor, valor por quilate ou vida útil — e nem sempre vem acompanhada de rankings públicos comparáveis.
Receita, vendas e a transição para mineração subterrânea
Nos números mais recentes que a própria companhia disponibiliza, a Lipari afirma que as receitas brutas acumuladas desde o início da produção comercial somam US$ 214,5 milhões.
A empresa associa esse resultado à venda de pouco mais de 1,16 milhão de quilates, com preço médio de US$ 185 por quilate, considerando o período a partir de 2016.
A mineradora também registra uma mudança relevante no método de lavra.
Segundo a Lipari, as operações a céu aberto foram suspensas em maio de 2023, quando a cava atingiu o limite econômico previsto no planejamento do projeto.
Na sequência, a empresa afirma que manteve o processamento por alguns meses com minério estocado de menor teor, até a transição operacional.
De acordo com a companhia, a mineração subterrânea começou em fevereiro de 2024.
A Lipari diz que essa etapa foi planejada para estender a vida útil do empreendimento por mais quatro anos, com expectativa de produzir aproximadamente 433 mil quilates a partir do processamento de 1,85 milhão de toneladas de minério, mantendo teor médio em torno de 17 cpht.
Beneficiamento do kimberlito e gestão de água na operação
O processamento do kimberlito ocorre em uma planta cuja capacidade, segundo a Lipari, é de 2.500 toneladas por dia, em regime contínuo.
A empresa descreve um circuito de britagem e concentração, seguido por sistemas de raio X e tecnologia XRT para a recuperação dos diamantes, com separação final realizada em área de segurança dedicada.
No campo ambiental, a companhia informa que recicla 98% da água usada no processamento.
A Lipari também afirma que opera com rejeito desaguado e que, nesse modelo, não utiliza barragem de rejeitos na unidade, ponto que aparece nas descrições públicas do projeto.
Nordeste mineral e a produção de gemas na Bahia

A mina Braúna costuma ser citada em um cenário mais amplo de recursos minerais no Nordeste, região que reúne diferentes cadeias produtivas, como petróleo, gás natural e a produção de gesso a partir de gipsita.
No âmbito técnico, o Serviço Geológico do Brasil tem divulgado iniciativas de mapeamento e organização de dados geológicos voltadas ao Nordeste, com o objetivo de apoiar diagnósticos e planejamento no setor mineral.
Quando o recorte é o mercado de gemas, a Bahia aparece com peso recorrente nas fontes setoriais.
Uma publicação especializada do setor mineral, que atribui informações à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado, afirma que a Bahia é o maior produtor de diamantes extraídos em rocha matriz no país e ocupa a segunda posição na produção de esmeraldas.
O mesmo material aponta ainda o estado como principal produtor brasileiro de quartzo rutilado, com foco no mercado externo.
Nessa leitura, Nordestina é apresentado como o município associado à produção baiana de diamantes em kimberlito, diretamente ligada à operação da Lipari.
Já a relevância do estado na produção de esmeraldas aparece associada a áreas tradicionais de garimpo e a iniciativas organizadas por cooperativas em regiões específicas.
Serra de Carnaíba, Pindobaçu e a produção de esmeraldas
Outro polo destacado em publicações especializadas é a Serra de Carnaíba, em Pindobaçu, onde atua a Cooperativa Mineral da Bahia.
Segundo a mesma fonte setorial, a cooperativa foi fundada em 2006 e opera com Permissão de Lavra Garimpeira, concentrando a produção regional de esmeraldas e mantendo requerimentos que alcançam áreas de municípios vizinhos.
Esse conjunto de frentes — diamantes em Nordestina e esmeraldas em Pindobaçu, além de outras cadeias minerais presentes no estado — é usado por fontes do setor para contextualizar a participação da Bahia no mercado brasileiro de gemas.
Fora do circuito técnico e empresarial, porém, a dinâmica dessas operações costuma aparecer de forma fragmentada, sobretudo quando o tema é traduzido para o público geral.
A transição da Braúna para a fase subterrânea e a continuidade de polos de esmeraldas em áreas tradicionais colocam em evidência uma demanda recorrente: dados claros sobre produção, fiscalização, arrecadação e impactos locais.


Empresa inidonea, não pagam as compras, fiz seguras vendas pela empresa que trabalhava títulos de 7 mil reais totalizando 45 mil reais, não pagaram, deixaram protestar a mais de 5 meses, não atendem e nem respondem aos e-mails, NÃO VENDAM PRA ELES, SÃO CANADENSES QUE VIERAM PRO BRASIL PARA NOS ROUBAR.