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Pedreiro ensina como produzir tijolo ecológico de solo-cimento com prensa manual, usando terra e cerca de 10% de cimento para fabricar blocos que dispensam forno, reduzem argamassa e podem cortar até 40% do custo de uma obra residencial

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 05/03/2026 às 15:24
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Tijolo ecológico de solo-cimento pode ser produzido com prensa manual usando terra e cimento. Técnica dispensa forno, reduz custos e vem ganhando espaço na construção civil.

A produção de tijolos ecológicos de solo-cimento vem ganhando espaço em obras residenciais, pequenas construções e projetos comunitários no Brasil. A técnica utiliza uma mistura simples de terra, cimento e água compactada em uma prensa manual para formar blocos estruturais que não precisam passar por queima em forno. Esse método construtivo é considerado uma alternativa de baixo custo à alvenaria tradicional, principalmente porque permite fabricar os blocos diretamente no canteiro de obras. Além de reduzir gastos com transporte e compra de materiais, o sistema também diminui o consumo de energia no processo de fabricação.

Segundo estudos técnicos sobre o tema, o solo-cimento é obtido pela mistura de terra, cimento e água, sendo prensado em moldes e posteriormente curado para ganhar resistência estrutural. Diferente do tijolo cerâmico convencional, não é necessário queimá-lo em fornos, o que reduz custos e impacto ambiental na construção civil. 

Esse modelo de bloco prensado é conhecido como tijolo ecológico justamente por dispensar a queima e permitir produção com materiais locais.

O que é o tijolo ecológico de solo-cimento

O tijolo de solo-cimento é um bloco de construção produzido a partir da compactação de uma mistura de solo, cimento e água em prensas manuais ou hidráulicas.

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A composição básica normalmente envolve:

  • terra com boa proporção de areia e argila
  • cerca de 8% a 12% de cimento
  • pequena quantidade de água para dar liga

Após a mistura, o material é colocado em um molde metálico da prensa e compactado por alavanca ou sistema hidráulico. Essa pressão transforma a mistura em blocos rígidos que, depois de curados, podem ser utilizados na construção de paredes. Segundo materiais técnicos sobre o tema, o processo de fabricação envolve compactação mecânica e cura do cimento, etapa responsável por dar resistência ao bloco.  Esse método permite produzir tijolos diretamente na obra ou em pequenas fábricas comunitárias.

Como funciona a prensa manual para fabricar tijolos

A prensa manual é um equipamento relativamente simples que utiliza alavancas para comprimir a mistura de solo-cimento dentro de um molde metálico.

O funcionamento ocorre basicamente em três etapas principais:

  1. preparo da mistura de terra, cimento e água
  2. colocação do material dentro da forma da prensa
  3. compactação por meio de uma alavanca que aplica pressão
Créditos: Jarfel

Após a prensagem, o bloco é retirado do molde e colocado para secar. Diferente do tijolo cerâmico, que precisa passar por fornos que atingem altas temperaturas, o tijolo ecológico ganha resistência por meio da cura do cimento, processo em que o material endurece gradualmente após a hidratação.

Esse processo simples permite produzir grandes quantidades de blocos sem necessidade de equipamentos industriais complexos.

Etapas para produzir tijolo solo-cimento na prática

A fabricação desses blocos segue uma sequência relativamente simples dentro do canteiro de obras. Primeiro é necessário selecionar o solo adequado. A terra ideal costuma ter boa quantidade de areia, pois isso melhora a resistência final do tijolo. Em muitos casos, o solo é peneirado para retirar pedras e resíduos.

Reprodução – Chacara Fortaleza

Depois disso ocorre a mistura com cimento e água. A proporção pode variar conforme o tipo de solo, mas normalmente fica próxima de 10% de cimento na composição. Em seguida, a mistura é colocada na prensa e compactada para formar o bloco.

Tijolo produzido na prensa manual – Divulgação

Após a moldagem, os tijolos precisam passar por um período de cura que pode durar de 7 a 14 dias. Durante esse tempo, o material ganha resistência gradualmente. Somente após esse período os blocos estão prontos para uso em paredes estruturais.

Por que esse tijolo dispensa a queima em forno

A produção do tijolo cerâmico tradicional depende de fornos industriais que atingem temperaturas superiores a 900 °C para endurecer o barro. No caso do tijolo de solo-cimento, o processo é diferente.

A resistência do bloco não vem da queima, mas da reação química do cimento com a água, chamada hidratação. Esse processo faz com que o material endureça gradualmente. Por isso, o tijolo ecológico:

  • não precisa ser queimado
  • consome menos energia para ser produzido
  • pode ser fabricado no próprio canteiro

Essa característica é um dos fatores que tornam o sistema considerado mais sustentável dentro da construção civil.

Como o sistema pode reduzir custos em uma obra

Um dos motivos para o crescimento do uso do tijolo de solo-cimento é a possibilidade de redução de custos em determinadas obras. Essa economia pode ocorrer em diferentes etapas da construção.

Primeiro, porque os blocos podem ser fabricados no próprio local da obra, reduzindo gastos com transporte e compra de tijolos industriais. Segundo, porque muitos modelos de tijolo ecológico possuem encaixes modulares que permitem assentamento com menos argamassa.

Além disso, em algumas obras os blocos são utilizados aparentes, reduzindo ou eliminando a necessidade de reboco em determinadas áreas. Em projetos específicos, esses fatores podem reduzir significativamente o custo final da construção.

Aplicações do tijolo ecológico na construção civil

Os blocos de solo-cimento são utilizados em diferentes tipos de construções. Entre as aplicações mais comuns estão:

  • casas térreas
  • muros e divisórias
  • galpões rurais
  • projetos habitacionais populares

Também existem casos de utilização em pequenas edificações comerciais e obras comunitárias. O uso do sistema costuma ser mais comum em construções de pequeno e médio porte, onde a produção local dos blocos pode gerar economia logística. A simplicidade da técnica permite que comunidades ou pequenos construtores adotem o método com relativa facilidade.

Vantagens estruturais e ambientais do sistema

O tijolo de solo-cimento apresenta algumas características que explicam sua popularidade em projetos alternativos de construção. Entre as vantagens mais citadas estão:

  • redução do consumo de energia na fabricação
  • uso de solo disponível no próprio terreno
  • menor necessidade de transporte de materiais
  • possibilidade de produção local

Além disso, o método se enquadra dentro de técnicas de construção com terra estabilizada, uma abordagem usada há séculos em diferentes regiões do mundo. O princípio de utilizar o solo como material estrutural acompanha a história da arquitetura humana desde civilizações antigas.

Limitações e cuidados ao utilizar tijolos ecológicos

Apesar das vantagens, o sistema também exige alguns cuidados técnicos. A qualidade do solo é um dos fatores mais importantes para garantir a resistência do tijolo. Solos inadequados podem gerar blocos fracos ou com alta absorção de água.

Outro ponto é a necessidade de mão de obra capacitada para realizar a mistura correta e o assentamento adequado. Também é fundamental proteger as paredes contra umidade excessiva, especialmente em regiões com chuvas intensas.

Quando essas etapas são respeitadas, o sistema pode apresentar bom desempenho estrutural em diversas aplicações.

Por que o tijolo solo-cimento voltou a ganhar interesse

Nos últimos anos, a busca por soluções construtivas mais econômicas e sustentáveis fez crescer o interesse por métodos alternativos de construção. O tijolo ecológico de solo-cimento aparece nesse contexto como uma opção que combina três fatores importantes:

  • simplicidade de produção
  • redução de impacto ambiental
  • possibilidade de economia em determinadas obras

Além disso, a facilidade de fabricação com prensas manuais torna o método acessível a pequenos construtores e comunidades. Essa combinação de baixo custo, tecnologia simples e uso de materiais locais explica por que o sistema voltou a ganhar destaque na construção civil.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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