Reag Investimentos é vendida por R$ 100 milhões após operação da Polícia Federal contra o PCC e suspeitas de lavagem de dinheiro.
Mudanças na liderança da Reag Investimentos
No último domingo (7), a Reag Investimentos comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o fundador e presidente do conselho de administração, João Carlos Falbo Mansur, deixou o cargo.
Junto a ele, também se desligaram o conselheiro independente Altair Tadeu Rossato e a diretora financeira Fabiana Franco.
Os conselheiros que permanecem na gestão escolherão os substitutos, conforme determina o estatuto social. Essas saídas abriram caminho para uma transformação no controle da companhia.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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Executivos assumem o comando por meio da Arandu Partners
A mudança mais significativa foi a compra de 87,38% da Reag Investimentos pela holding Arandu Partners, formada por executivos da própria gestora.
A empresa estimou o negócio em R$ 100 milhões e poderá acrescentar valores extras conforme seu desempenho nos próximos cinco anos. O acordo, no entanto, ainda precisa cumprir exigências legais.
Venda ocorre após operação da Polícia Federal contra o PCC
A ação, batizada de Operação Carbono Oculto, mirou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.
Na ocasião, a sede da empresa, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Mesmo diante da repercussão, a Reag afirmou que as negociações para a venda já estavam em andamento com potenciais compradores independentes.
Investigações revelam esquema bilionário de lavagem de dinheiro
As apurações da Polícia Federal apontam que o esquema envolvia desde a produção até a distribuição de combustíveis no Brasil. Além disso, fintechs, fundos de investimento e outras instituições financeiras também estariam na mira da investigação.
O suposto esquema de lavagem de dinheiro, de proporções bilionárias, levantou fortes preocupações sobre a vulnerabilidade do mercado financeiro.
Posição oficial da Reag Investimentos
Em nota, a companhia declarou ter recebido “com surpresa as divulgações que a envolvem em supostas irregularidades investigadas no âmbito da Operação Carbono Oculto”.
A Reag reforçou ainda que “refuta qualquer atuação em estruturas de natureza ilegal e destaca que, como instituição financeira regulada, atua em linha com as normas vigentes no mercado financeiro e de capitais”.
Contexto e repercussões
Assim, a venda da Reag Investimentos em meio às investigações traz à tona uma questão delicada: como grandes instituições financeiras podem ser utilizadas para práticas criminosas sem a devida fiscalização.
Por outro lado, a entrada de executivos no controle da empresa pode sinalizar uma tentativa de reposicionar a marca e preservar a credibilidade junto ao mercado.
Portanto, especialistas avaliam que a operação da Polícia Federal contra o PCC terá desdobramentos de longo prazo, tanto para a Reag quanto para o setor financeiro em geral, já que coloca em debate os mecanismos de combate à lavagem de dinheiro no Brasil.

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