Tecnologia usada em missão lunar é aplicada em Xinjiang para conter o avanço da areia, proteger terras agrícolas e reforçar projetos chineses contra desertificação, erosão e salinização do solo
A China está usando fibras de basalto, tecnologia já testada em missão lunar, para proteger terras agrícolas da desertificação em Xinjiang. A iniciativa integra novos projetos voltados ao controle da areia, erosão e salinização do solo.
Fibras de basalto chegam ao deserto
As ações foram iniciadas no mês passado pelo Instituto de Ecologia e Geografia de Xinjiang, ligado à Academia Chinesa de Ciências. Os programas buscam reforçar a barreira ecológica que protege áreas agrícolas no oeste chinês.
Xinjiang segue como campo de testes da grande muralha verde, campanha de décadas contra a transformação de terras férteis em deserto. A pressão vem das mudanças climáticas e da atividade humana.
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A campanha mais recente mira o Deserto de Taklamakan, maior da China e um dos maiores desertos de areia movediça do mundo. O plano combina vegetação resistente à seca e barreiras artificiais.
Material lunar contra a areia
Entre seis novos materiais ecológicos, estão soluções feitas com fibras de basalto, produzidas a partir de rocha vulcânica derretida. Pesquisadores afirmam que elas podem estabilizar a areia e limitar o avanço das dunas.
O mesmo tipo de material esteve na missão Chang’e 6, que em 2024 trouxe amostras do lado oculto da Lua. A bandeira chinesa usada na missão foi feita com fibra de basalto.
A Universidade Têxtil de Wuhan informou que o material foi escolhido para resistir a variações extremas de temperatura e radiação ultravioleta. A fibra é obtida ao aquecer rocha basáltica e puxar o material fundido por bicos microscópicos.
Solo agrícola sob pressão
Os projetos também usam cinzas volantes, resíduo de termelétricas a carvão reaproveitado em materiais de construção. Pei Liang afirmou que as soluções podem elevar a eficiência das obras em 50% e reduzir custos em 30%.
Em Xinjiang, autoridades tentam converter solos desérticos e salinos em áreas produtivas. No sul da região, Xiao Huijie lidera estudo sobre vento, salinidade e produtividade agrícola.
