Nas casas abandonadas de Paraná City, a cidade fantasma cresceu na vila ligada à usina Santa Terezinha quando o corte manual de cana acabou e a mão de obra foi dispensada
No vídeo, um viajante entra em Paraná City, no noroeste do Paraná, e se depara com casas novas em sequência, dos dois lados da rua, sem praticamente nenhum morador à vista. A sensação é de que o asfalto “some”, a via vira chão de terra e, de repente, começa um corredor de casas fechadas, janelas quebradas e portas abertas.
À medida que ele avança, a impressão vira choque: são quarteirões e mais quarteirões de casas, muitas padronizadas, pintadas em cores diferentes, mas com o mesmo formato. Ele decide parar, andar a pé e depois subir um drone para entender o tamanho do lugar, porque a escala do abandono parece grande demais para ser só uma rua esquecida.
A entrada que parecia um desvio e virou descoberta

O relato começa de um jeito simples: ele estava seguindo viagem, guiado pelo GPS, quando o caminho muda e a região “joga” o carro para dentro do bairro.
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No começo, ainda há sinais de vida em alguns trechos, como carro em garagem e casas que aparentam manutenção recente, mas isso vai diminuindo rapidamente.
Quanto mais ele entra, mais o cenário se repete: casas alinhadas, rua após rua, e nenhuma movimentação típica de um bairro ocupado. A dúvida aparece o tempo todo no vídeo: “o que aconteceu aqui?” e “será que a cidade toda está assim?”.
Casas por dentro: construção recente e sinais de saída apressada

Em um dos momentos, ele entra em uma das casas com a porta arrombada e descreve detalhes que reforçam a ideia de abandono recente.
Ele nota encanamento no lugar, forro de plástico, paredes e tijolos com aparência nova. O imóvel, segundo a descrição, tem sala ampla, copa, três quartos e banheiro.
O que mais chama atenção é que não se trata só de estrutura vazia. Em outra casa, ele encontra pedaços de cama, forro retirado e até roupas deixadas no chão, como se alguém tivesse ido embora sem concluir a mudança. Para ele, isso contrasta com o padrão de ruínas antigas: as casas parecem “boas”, mas sem moradores.
A conta que não fecha: de quarteirão em quarteirão até chegar perto de mil

Para tentar entender a dimensão, ele faz uma contagem por amostra. Em um único quarteirão, chega a 13 casas de um lado e 13 do outro, totalizando 26 naquele trecho.
A partir disso, ele conclui que o conjunto poderia passar de 1.000 casas, considerando a quantidade de ruas e travessas semelhantes.
Mais tarde, porém, a informação que aparece para a esposa dele reduz a estimativa e aponta um número mais específico: seriam cerca de 900 casas. Ainda assim, o ponto central permanece o mesmo: é um volume enorme de moradias para estar vazio.
O motivo apontado no vídeo: a vila ligada à usina Santa Terezinha
Depois de procurar explicações e encontrar conteúdos desencontrados, a resposta mais direta surge no próprio vídeo, quando a esposa lê a informação que conseguiu salvar: o terreno e o conjunto de casas estariam ligados a uma grande usina de álcool e açúcar, a Santa Terezinha.
A versão apresentada é que as casas eram ocupadas por funcionários ligados ao corte manual de cana. Com o passar dos anos, o trabalho no facão teria sido substituído por máquinas, reduzindo a necessidade de mão de obra braçal. Com as dispensas, a vila foi ficando desabitada e as casas permaneceram no lugar.
Por que as casas ficaram vazias mesmo sendo novas?
O vídeo termina com perguntas que o próprio viajante faz em voz alta, sem cravar respostas além do que encontrou: por que não doaram as casas, por que não venderam, por que um conjunto tão grande ficou sem uso.
Ele também levanta hipóteses, como trabalhadores que poderiam ser de fora e ter voltado para a cidade natal, ou a falta de oportunidades locais para manter as famílias ali.
Ao mesmo tempo, aparecem sinais de que o bairro não é uma área isolada por portão: ele menciona iluminação pública, rede elétrica e o fato de estar dentro da cidade, como uma extensão urbana. Isso reforça o estranhamento, porque não parece um lugar “proibido”, e sim um pedaço de cidade que simplesmente parou.
Se você fosse o responsável por decidir o futuro dessas casas em Paraná City, qual seria a melhor solução: vender, alugar, regularizar para moradia popular, transformar em outro tipo de uso, ou deixar como está?


Coloca os Desabrigados ai, os sem terra. Sera que iriam ?
Sem terra? Mas vai dá terras tbem? Emprego?
Eu sugiro que essas casas sejam doadas já que estão se deteriorando …que a Prefeitura faça um cadastro e diante de uma varredura, doarem pra quem mais necessita …
Minha sugestão !!
Por favor, não deixem como está ….
Agradeço a atenção
Deise