Enquanto o Brasil enfrentava calor próximo dos 50 °C, fenômeno raro no mar Báltico surpreendeu moradores, que trocaram o mergulho por caminhadas sobre a superfície congelada
Com termômetros se aproximando dos 50 °C em algumas regiões do Brasil, imaginar praias cobertas por gelo parecia algo praticamente impossível. Ainda assim, em um contraste impressionante, o cenário oposto se tornou realidade no norte da Polônia no início de fevereiro. Na ocasião, as águas da baía de Gdansk, no mar Báltico, congelaram parcialmente, criando uma paisagem rara que rapidamente chamou a atenção dos moradores da região.
A informação foi divulgada por Xataka e veículos internacionais especializados em clima e fenômenos naturais, que destacaram como o evento surpreendeu até mesmo especialistas. Isso porque o congelamento do mar é considerado incomum. Mesmo assim, o fenômeno aconteceu e atraiu diversas pessoas, que passaram a caminhar sobre a água congelada e registrar imagens do momento.
Além disso, a região enfrentou uma intensa onda de frio na Europa, com temperaturas chegando a impressionantes –22 °C em várias áreas da Polônia. Como consequência direta, o cenário natural mudou completamente, transformando a praia em uma espécie de “pista de gelo” a céu aberto.
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Frio extremo transformou o mar em gelo e criou cenário raro que atraiu famílias inteiras
Inicialmente, o fenômeno começou de forma gradual, com a formação de uma fina camada de gelo na superfície do mar. No entanto, à medida que as temperaturas continuaram persistentemente abaixo de zero e os ventos permaneceram fracos, o congelamento avançou rapidamente.
Consequentemente, a paisagem se transformou de maneira radical. A divisão tradicional entre areia e água praticamente desapareceu, dando lugar a uma superfície sólida e contínua. Isso permitiu que moradores circulassem com relativa tranquilidade sobre o gelo, algo extremamente incomum em ambientes marítimos.
Diante desse cenário raro, famílias inteiras foram até a praia para observar o fenômeno. Crianças brincaram sobre a água congelada, enquanto adultos caminharam, exploraram o local e registraram vídeos que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.
Além do impacto visual impressionante, o evento também despertou curiosidade científica. Afinal, o congelamento do mar exige uma combinação bastante específica de fatores, o que torna esse tipo de ocorrência ainda mais raro e significativo.
Por que o mar quase nunca congela e o que permitiu esse fenômeno acontecer
Diferentemente de rios e lagos, o mar não congela com facilidade. Isso ocorre porque a água salgada possui características que dificultam a formação do gelo. O sal interfere diretamente na estrutura cristalina, reduzindo o ponto de congelamento para cerca de –2 °C a –3 °C.
Mesmo assim, quando determinadas condições se alinharam, o fenômeno se tornou possível. Em primeiro lugar, a região da baía de Gdansk apresenta características ideais, como águas rasas e relativamente protegidas. Além disso, as temperaturas permaneceram abaixo de zero por vários dias consecutivos.
Outro fator essencial foi a ausência de ventos fortes. Isso porque o movimento da água impede a formação de gelo. Portanto, águas calmas e sem ondas intensas favoreceram diretamente o congelamento da superfície.
Nesse contexto, o que ocorreu na Polônia foi resultado de uma combinação extremamente específica de fatores: frio intenso prolongado, baixa ação dos ventos e condições geográficas favoráveis. Dessa forma, o gelo conseguiu se formar e avançar sobre o mar.
Por fim, vale destacar que essa mesma massa de ar frio também provocou nevascas em diversas regiões da Europa. Nos dias seguintes, ela continuou avançando em direção à Europa Central, mantendo o alerta para novos episódios de frio extremo durante o inverno europeu.
Você conseguiria imaginar caminhar sobre o mar congelado em um frio de –22 °C, ou prefere o calor extremo que chegou perto dos 50 °C no Brasil?

