Liderados pelo DER/PR, quase R$ 5 bilhões em obras de rodovias se espalham por duplicações, contornos, conservação e ponte de Guaratuba, prometendo viagens mais rápidas, menos buracos, pedágios mais competitivos e um corredor mais seguro para caminhoneiros e turistas em todo o Paraná nos próximos anos em toda malha estadual
O governo do Paraná apresentava um painel de quase R$ 5 bilhões em obras de rodovias sob responsabilidade do DER/PR, vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Logística, com contratos de duplicação, restauração e pavimentação em todas as regiões do Estado. Só em 2025, cerca de R$ 1,5 bilhão já havia sido executado em frentes que combinam aumento de capacidade, segurança e redução de custos logísticos.
Ao longo de 2025, foram iniciadas ou contratadas 13 novas intervenções, incluindo duplicações em concreto, contornos urbanos, novas pontes e trevos estratégicos. Esse pacote de obras de rodovias integra o chamado Eixo Central e se estende a Litoral, Campos Gerais, Oeste e Sudoeste, redesenhando o mapa de deslocamento de caminhoneiros, turistas e moradores que cruzam diariamente o Paraná.
R$ 5 bilhões em obras de rodovias mudam o mapa logístico do Paraná

O conjunto de investimentos administrado pelo DER/PR soma aproximadamente R$ 5 bilhões em obras de rodovias em andamento, distribuídas entre duplicações, restaurações, pavimentações e conservação de trechos estratégicos.
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A prioridade é clara: ampliar capacidade, reduzir acidentes e encurtar o tempo de viagem em corredores que ligam polos agrícolas, industriais, turísticos e portuários.
Dentro desse montante, mais de R$ 1,5 bilhão se concentra em serviços de conservação, recuperação de pavimento, sinalização e drenagem.
Em paralelo, editais de obras e infraestrutura somam mais de R$ 7 bilhões em duplicações, novas ligações e melhorias estruturais, enquanto concessões rodoviárias envolvem mais de 1.200 quilômetros sob gestão privada, com metas de modernização e segurança.
Para o usuário final, o efeito esperado é direto: estradas em melhor estado, mais faixas de rolamento, menos paradas forçadas por buracos e curvas perigosas e uma rede de obras de rodovias capaz de sustentar o aumento do fluxo de cargas e turistas sem colapsar a malha existente.
Eixo Central: duplicações em concreto e whitetopping no interior
No chamado Eixo Central, que liga regiões produtoras do interior aos grandes centros, as obras de rodovias se concentram na PRC-466, PRC-487 e PR-460. A PRC-466 recebe duplicação em concreto entre Pitanga e Turvo, e entre Turvo e o distrito de Palmeirinha, em Guarapuava.
No mesmo corredor, há restauração em concreto da PRC-466 entre Manoel Ribas e Pitanga.
Já as PRC-487 e PR-460, entre Nova Tebas e Pitanga, passam por recuperação com técnica de whitetopping, que aplica uma camada de concreto sobre o pavimento asfáltico existente, transformando o revestimento antigo em base estrutural.
Esse tipo de intervenção prolonga a vida útil da pista, reduz deformações e diminui o custo de manutenção em trechos com tráfego pesado de caminhões.
Em outras frentes, a pavimentação da PR-239 entre Mato Rico e Roncador e o Contorno Noroeste de Pato Branco ampliam a conectividade do Centro e do Sudoeste.
O objetivo é ligar áreas rurais produtivas a eixos de alta capacidade, evitando que caminhões cruzem centros urbanos por vias estreitas e cheias de cruzamentos.
Litoral e Ponte de Guaratuba: acesso mais estável para veranistas e cargas
Na região Litorânea, as obras de rodovias avançam sobretudo na PR-412.
Entre Matinhos e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, a rodovia recebe duplicação em concreto, enquanto o trecho entre Guaratuba e a divisa com Santa Catarina está em fase de projetos para futura duplicação.
Essas intervenções criam um corredor mais robusto para o fluxo intenso de turistas e caminhões em direção às praias e ao porto catarinense.
Paralelamente, a construção da Ponte de Guaratuba segue como obra estruturante para integrar o Litoral ao restante do Estado, oferecendo alternativa à travessia por balsa e aumentando a confiabilidade do trajeto em dias de vento forte, mar agitado ou filas prolongadas.
Ao combinar ponte, duplicações e melhorias em acessos urbanos, o pacote de obras de rodovias na região litorânea mira viagens mais rápidas, previsíveis e menos estressantes em períodos de alta temporada.
Novas pontes, trevos e contornos tiram trânsito pesado dos centros urbanos
Além do Litoral, várias obras de rodovias no interior redesenham o tráfego em cidades médias e corredores de escoamento agroindustrial.
Entre os destaques está a nova ponte sobre o Rio Ivaí, ligando São Carlos do Ivaí a Japurá, que melhora a travessia entre regiões produtoras e reduz a dependência de pontes antigas mais suscetíveis a restrições de carga.
No Oeste, o lote 2 do Contorno Noroeste de Pato Branco e o Contorno de Palotina, executado em parceria com a cooperativa C.Vale, desviam caminhões de áreas residenciais e centrais.
Ao retirar o tráfego pesado da zona urbana, esses contornos diminuem riscos de acidentes, ruído e desgaste de vias municipais, ao mesmo tempo em que encurtam o percurso de longa distância.
Outras intervenções incluem o novo trevo da PR-160 em Cornélio Procópio, a pavimentação da PR-574 e PR-575 entre Cafelândia e Tupãssi e a duplicação da PR-317 em diferentes trechos, como entre Maringá e Iguaraçu e em áreas de Campo Mourão e Toledo.
Em conjunto, esses projetos reorientam o fluxo de veículos de carga, dando mais fluidez ao trajeto de caminhoneiros que cruzam o Estado em rotas agrícolas e industriais.
Concessões, pedágio mais barato e parceria com o setor privado
O avanço das obras de rodovias no Paraná se apoia também em parcerias com a iniciativa privada.
Em novos lotes de concessão, há redução média de tarifas de pedágio, com destaque para descontos próximos a 21 por cento em alguns trechos, como o Lote 4, em relação aos antigos contratos.
A lógica é trocar tarifas mais altas e pouca obra por contratos que combinam preço menor com maior volume de investimentos obrigatórios.
Além das concessões, o Estado utiliza mecanismos de crédito presumido de ICMS para atrair investimentos privados em obras específicas.
Em Telêmaco Borba, por exemplo, a Klabin S/A executa trincheira e viaduto que integram acessos industrial e urbano, enquanto o Contorno de Palotina, ligado à C.Vale, melhora o escoamento da produção agroindustrial.
Esses arranjos ampliam a capacidade de entrega sem depender exclusivamente do orçamento público direto.
Na prática, a combinação de obras de rodovias financiadas com recursos públicos, concessões e parcerias setoriais busca construir um cenário em que o usuário pague pedágios mais competitivos e trafegue em pistas melhores, com menor risco de acidentes e imprevistos.
Entregas de 2025 e próximos passos das obras de rodovias
Enquanto novas frentes são abertas, 2025 foi marcado por entregas importantes.
A PRC-280 recebeu whitetopping entre Palmas e Clevelândia e entre Clevelândia e Pato Branco, reforçando um eixo vital para o Sudoeste.
A PR-239 foi pavimentada entre Pitanga e Mato Rico, e a PR-445 ganhou duplicação entre Mauá da Serra e Lerroville, distrito de Londrina.
Também foram concluídas a duplicação da PR-317 e da PR-840 em Campo Mourão, o whitetopping da PR-180 entre Goioerê e Quarto Centenário, novas vias marginais na PRC-466 em Pitanga, um viaduto na BR-369 em Londrina e dois novos viadutos na BR-376 em Sarandi.
No entorno de Curitiba e Foz do Iguaçu, ganharam destaque a duplicação da Rodovia dos Minérios em Almirante Tamandaré e a rodovia Perimetral Leste de Foz do Iguaçu, melhorando o acesso a polos industriais e turísticos.
Para manter o ritmo, o DER/PR já contratou projetos que servirão de base para futuras obras de rodovias, como o anteprojeto de duplicação da PR-151 em Ponta Grossa, estudos de restauração e ampliação da PR-218 entre Paranavaí e Amaporã e da PRC-158 entre Vitorino e a divisa com Santa Catarina.
Esses projetos preparam uma nova rodada de contratos para os próximos anos e evitam que a carteira de obras se esgote após o ciclo atual.
Diante desse cenário, com R$ 5 bilhões movimentando obras de rodovias em todas as regiões, pedágios mais competitivos e um pacote robusto de duplicações, contornos e novas pontes, na sua opinião, qual obra deve ser prioridade máxima para melhorar o dia a dia de caminhoneiros e turistas que cruzam o Paraná?

Graças a Deus, hoje a situação do Brasil mudou.
Queria ver fazer essas obras durante o governo do Bolzonaro.
Concordo com a opinião do Rubens: a duplicação da BR-369, entre Cascavel e Campo Mourão.
Todas duplicações são bem vindas, mais uma que está fazendo falta e a de campo mourão até cascavel, uma região de várias empresas, cooperativas, chega e sai muitos caminhões, acho que agora vai