A dívida brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho, 81% do PIB, financiada sobretudo por bancos e fundos de pensão locais atraídos por juros elevados. Nos Estados Unidos, o passivo passou de US$ 40 trilhões em agosto, sustentado por títulos do Tesouro comprados por China, Japão e bancos centrais
A dívida pública do Brasil alcançou R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81% do PIB, e é financiada majoritariamente por investidores locais, principalmente bancos e fundos de pensão que buscam títulos do governo com altos rendimentos. Nos Estados Unidos, a dívida ultrapassou US$ 40 trilhões em agosto, com potências como China e Japão e bancos centrais estrangeiros entre os principais credores.
As informações foram publicadas pelo Diário do Comércio em 6 de setembro de 2026, em texto de Alan da Silva, que compara quem financia a dívida dos dois países e como isso afeta cada economia.
R$ 10,8 trilhões em junho de 2026: 81% de tudo o que o Brasil produz
Em junho de 2026, a dívida do Brasil alcançou R$ 10,8 trilhões, representando 81% do PIB, segundo o Diário do Comércio.
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A proporção significa que o passivo equivale a mais de quatro quintos de toda a riqueza produzida no país em um ano. A publicação descreve o patamar como significativo, com impacto direto na economia brasileira e repercussão na economia global.
Bancos e fundos de pensão nacionais são os principais credores
No Brasil, a dívida é majoritariamente financiada por investidores locais, incluindo bancos e fundos de pensão. Esses investidores procuram títulos governamentais com altos rendimentos e retornos considerados seguros.
A resposta à pergunta “para quem o Brasil deve” está, portanto, dentro do próprio país: instituições financeiras e fundos que administram aposentadorias de brasileiros carregam a maior parte dos títulos.
Juros altos são o que atrai o dinheiro, e o que pesa no orçamento
Esse financiamento depende das taxas de juros elevadas, conforme o Diário do Comércio. São os rendimentos altos que tornam os títulos do governo atraentes para bancos e fundos de pensão.
Os juros, por outro lado, são componentes críticos do orçamento nacional. O mesmo mecanismo que garante compradores para a dívida é o que encarece o custo de mantê-la.
Dívida brasileira fica vulnerável a mudanças na política de juros
A dependência dos credores locais atraídos por rendimento alto torna a dívida vulnerável a mudanças na política de juros, de acordo com a publicação.
Se as taxas mudam, muda também o interesse de bancos e fundos pelos títulos. O Brasil, segundo o texto, enfrenta os altos custos dos juros como parte central do problema da dívida.
US$ 40 trilhões: dívida americana passou a marca em agosto
Em agosto de 2026, a dívida dos Estados Unidos excedeu US$ 40 trilhões, valor descrito pelo Diário do Comércio como impressionante.
O passivo americano, como o brasileiro, atingiu patamar significativo em 2026, mas o perfil de quem financia cada um é diferente.
Títulos do Tesouro dos EUA são vistos como seguros no mundo inteiro
Nos Estados Unidos, a dívida é sustentada por títulos do Tesouro, considerados seguros globalmente.
Investidores internacionais, como bancos centrais, compram esses papéis por causa da economia estável do país, segundo a publicação. Os títulos são percebidos como reservas de valor seguro devido ao poder econômico dos EUA.
China, Japão e bancos centrais entre os credores dos Estados Unidos
Potências econômicas como China e Japão estão entre os principais credores dos Estados Unidos. Elas adquirem grandes volumes de títulos americanos.
A diferença em relação ao Brasil é o alcance dos credores: enquanto a dívida brasileira fica com investidores locais, a americana é financiada também por governos e bancos centrais de outros países.
Juros americanos servem de referência e mexem com o câmbio e a inflação no Brasil
As decisões econômicas dos Estados Unidos têm impacto global, especialmente pela variação dos juros, que afeta o custo de empréstimos internacionais. Muitos países utilizam os títulos americanos como referência para suas próprias taxas.
No Brasil, qualquer alteração nos juros reflete no câmbio e na inflação, pressionando a situação econômica local, conforme o Diário do Comércio.
Brasil paga juros altos, e EUA atraem investidores com o poder econômico
A questão da dívida pública é descrita pela publicação como complexa e desafiadora para os dois países. Enquanto o Brasil enfrenta os altos custos dos juros para manter bancos e fundos de pensão comprando seus títulos, os Estados Unidos usam o poder econômico para atrair investidores do mundo inteiro.
Em setembro de 2026, o retrato é este: R$ 10,8 trilhões devidos majoritariamente a credores brasileiros, e US$ 40 trilhões devidos a uma lista que inclui China, Japão e bancos centrais.
Na sua opinião, o fato de a dívida brasileira estar nas mãos de bancos e fundos de pensão do próprio país é uma vantagem ou um risco, considerando que tudo depende dos juros altos? Deixe sua opinião nos comentários.
