Aos 101 anos, JoCleta Wilson mantém um trabalho depois da aposentadoria em Louisville, com turnos de quatro horas, direção própria até a loja e uma motivação centrada na convivência com clientes e colegas.
Antes das 6h, JoCleta Wilson dirigia o próprio carro pelas ruas de Louisville, no estado americano de Kentucky, até uma unidade da Home Depot, rede de materiais para casa e construção. Aos 101 anos, ela mantinha um trabalho depois da aposentadoria no caixa da loja.
A informação foi publicada em 3 de outubro de 2025 pela WAVE, emissora local de notícias que cobre a região de Louisville. Wilson completaria 101 anos no dia seguinte e trabalhava das 6h às 10h, em duas ou três manhãs por semana.
Ela já havia se aposentado três vezes, mas voltou a procurar uma rotina fora de casa. Ao explicar a escolha, Wilson destacou a vontade de permanecer ocupada e conversar com pessoas. Ela não apontou dificuldade financeira como razão para voltar.
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O turno de quatro horas começa quando grande parte da cidade ainda dorme
Wilson acordava por volta das 4h e iniciava o expediente duas horas depois. A jornada terminava às 10h, o que formava um turno curto e regular em duas ou três manhãs da semana.
O local de trabalho era a unidade da Home Depot na Westport Road, em Louisville. No caixa, ela registrava compras e mantinha contato direto com clientes, uma parte da função que correspondia justamente ao que procurava ao retornar ao emprego.

Ela fazia o trajeto sem depender de outra pessoa. Wilson dirigia o próprio carro até a loja e também morava sozinha, dois detalhes que mostram o grau de independência que mantinha perto dos 101 anos.
Três aposentadorias não encerraram o trabalho
Wilson já tinha encerrado a vida profissional em três ocasiões. Mesmo assim, decidiu voltar, mostrando que aposentadoria e saída definitiva do mercado de trabalho não significaram a mesma coisa em sua trajetória.
Antes do varejo, ela trabalhou como dançarina profissional e foi proprietária da Louisville Dance Academy. A mudança para o caixa colocou Wilson em uma função diferente, marcada por conversas rápidas e atendimento ao público.
A motivação declarada era continuar ocupada e ter contato com outras pessoas, o que mudou o peso do emprego na rotina.
Conversar com clientes transformou o emprego em ponto regular de convivência
O caixa oferecia encontros frequentes fora de casa. Cada turno criava uma sequência de conversas com clientes e colegas, ainda que Wilson trabalhasse apenas parte da manhã.
Esse aspecto ganhava mais relevância porque a centenária vivia sozinha. O emprego passou a funcionar como uma estrutura de convivência, com horário para sair de casa, encontrar pessoas e participar do movimento de uma loja.
Independência aos 101 anos ia além do caminho até a Home Depot
Fora da loja, Wilson fazia a própria comida e cuidava das operações bancárias. As paredes de sua casa exibiam trabalhos artísticos feitos por ela, e a roupa usada na entrevista também havia sido costurada por suas mãos.
A WAVE, emissora local de notícias que cobre a região de Louisville, apresentou Wilson como a funcionária mais velha da Home Depot nos Estados Unidos. Essa classificação foi registrada pela emissora ao acompanhar sua rotina em Louisville.

A história ganhou repercussão nacional e levou Wilson, acompanhada da filha, a um programa de televisão em Nova York. Ela também visitou o teatro para assistir ao musical Chicago e conheceu integrantes do elenco nos bastidores.
Estudo com centenários observou sua saúde sem criar uma fórmula de longevidade
Em 2025, Wilson passou a integrar um projeto da Einstein College of Medicine voltado ao estudo de pessoas que chegaram aos 100 anos. A equipe coletou sangue, testou a força das mãos e usou pulseiras para reunir informações sobre sua rotina.
Os pesquisadores também perguntaram sobre o sono. Ela relatou que se deitava por volta das 21h30 e acordava às 4h, antes de iniciar a preparação para os dias de trabalho.
Uma rotina curta sustentada pela vontade de conviver
Quando completou 101 anos, JoCleta Wilson já havia se aposentado três vezes, mas seguia dirigindo até a Home Depot para trabalhar em turnos de quatro horas. O emprego ocupava poucas manhãs, porém mantinha um espaço regular de contato com o público.
O caso ajuda a enxergar o envelhecimento ativo, nome dado à manutenção da participação na vida cotidiana, sem criar uma regra para todos. Para Wilson, trabalhar representava independência, rotina e a chance de conversar com outras pessoas.
Você continuaria trabalhando depois de se aposentar se o emprego trouxesse convivência e propósito? Conte sua opinião nos comentários e compartilhe esta história com quem se identifica com esse tipo de escolha.
