Iniciativa solidária garantiu renda integral a pai que precisava acompanhar filha em tratamento intenso contra câncer
Em 2015, na França, o pai Jonathan Dupré recebeu 350 dias de férias remuneradas doadas por colegas de trabalho para acompanhar o tratamento de Naëlle, sua filha.
A família vive em Aumale, na Normandia, e a criança enfrentava um câncer nos rins. Consultas, internações e quimioterapia consumiram rapidamente os dias de folga disponíveis.
Com a doação coletiva, ele conseguiu permanecer ao lado da filha sem perder a remuneração, em um período longo e decisivo para a família.
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O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A rotina de tratamento de Naëlle exigiu presença constante do pai, com deslocamentos e sessões intensivas de quimioterapia.
Depois de usar todas as folgas em consultas e procedimentos, a ausência do trabalho passou a ameaçar a renda familiar.
A resposta veio do próprio ambiente profissional, com colegas reunindo dias de descanso para garantir tempo e salário ao pai durante o acompanhamento.

A lei francesa que permitiu a doação de férias
A iniciativa foi viabilizada por uma lei francesa aprovada em maio de 2014 que autoriza a doação de dias de férias entre empregados.
A regra permite que trabalhadores cedam dias de descanso para um colega que precise cuidar de filho gravemente doente.
O procedimento depende de aval da empresa e mantém o pagamento integral ao beneficiado durante o período cedido.
Como funcionou na prática no caso de Jonathan Dupré
Com o tratamento em andamento, Jonathan Dupré já havia esgotado seus dias de folga em consultas e sessões de quimioterapia.
Os funcionários reuniram dias para que ele pudesse seguir acompanhando a filha sem interrupção financeira.
O total chegou a 350 dias de férias remuneradas, permitindo uma permanência prolongada ao lado de Naëlle no momento mais crítico.
O impacto para famílias que enfrentam doença grave
A possibilidade de transformar dias de descanso em tempo remunerado cria uma rede de apoio dentro do trabalho.
Na prática, a medida evita que a família precise escolher entre presença no hospital e manutenção da renda.
O caso mostrou como a combinação de lei e solidariedade pode reduzir o peso de uma doença grave na rotina de casa.
As leis trabalhistas do Brasil permitiriam algo parecido
No Brasil, a legislação trabalhista não traz uma previsão geral de doação de férias entre empregados como ocorre na França.
A CLT define férias e licenças como direitos individuais, em regra intransferíveis, o que limita iniciativas semelhantes no setor privado.
Existe uma exceção parcial no setor público federal, com previsão desde 2018 para doação de licença prêmio entre servidores em situações de doença grave de familiar, incluindo filhos.
Pontos de atenção e dúvidas comuns
No setor privado brasileiro, iniciativas parecidas tendem a depender de acordos coletivos, políticas internas e negociação com sindicatos.
Algumas empresas adotam mecanismos de flexibilidade, como licenças ampliadas e ajustes de jornada, mas isso varia conforme o empregador.
Um caso de ausência prolongada para acompanhar tratamento pode exigir solução específica, com tratativas formais para preservar renda e vínculo.
O episódio de 2015 na França ficou marcado por unir solidariedade e proteção legal, ao garantir 350 dias de férias doados a Jonathan Dupré para acompanhar Naëlle.
No Brasil, a ausência de um mecanismo geral semelhante faz com que o tema dependa de regras internas e acordos, reforçando a discussão sobre como ampliar a proteção a famílias diante de doenças graves.

Estou plenamente sem palavras pra esse caso! Meu sonho e fazer parte de redes de a poio a pessoas que precisam de ajuda de alguma forma.
A Lei Francesa poderia ser adaptada ao Brasil, mas seria necessário cuidar para que alguns não se aproveitassem do apoio dos colegas e da Lei para auferir lucros ou folgas insanas. Infelizmente, muitos brasileiros gostam de*vida boa* Ad custas dos outros..
O ideal na verdade seria haver possibilidade de afastamento por doença de familiar de primeiro grau, ou responsável legal…
A bíblia nos ensina que tem amigos que é mais chegado do que um irmão de sangue.
Este é o caso.
Pois os colegas de trabalho compareceram da dor do colega e trabalhou por ele.
Um bom exemplo.