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Operários cavavam para construir uma ferrovia no norte do México e encontraram sob os pés uma aldeia de 1.200 anos com casas subterrâneas, sepultamentos antigos e gravuras rupestres

Publicado em 26/05/2026 às 09:21
Atualizado em 26/05/2026 às 09:26
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Escavações ligadas a uma obra ferroviária em Sonora revelaram a aldeia La Ciénega, com cerca de 60 casas semi-subterrâneas, mais de 100 restos mortais e gravuras rupestres que ampliam o conhecimento sobre antigas comunidades da região

Uma aldeia arqueológica em Sonora, no México, foi revelada durante escavações ligadas ao desvio ferroviário entre Ímuris e Nogales, perto da fronteira com o Arizona. O sítio La Ciénega, antes estimado em apenas 10 casas, mostrou cerca de 60 moradias, sepultamentos e gravuras rupestres.

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Aldeia arqueológica apareceu durante obra ferroviária

A descoberta foi feita em uma escavação de salvamento associada à construção de uma linha férrea em Sonora.

Segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México, o trabalho revelou uma antiga aldeia anterior ao famoso sítio de Cerro de Trincheras.

O assentamento fica no vale e desfiladeiro do rio Cocóspera, região próxima ao Arizona. A equipe de seis arqueólogos do Centro Sonora do INAH foi liderada por Júpiter Martínez Ramírez e passou meses documentando os vestígios.

O caso ganhou importância porque o sítio já era conhecido desde 2008, mas sua dimensão real não havia sido registrada. Na época, apenas 10 casas haviam sido identificadas. A obra mostrou que La Ciénega era muito maior.

Escavação para obras no México revelam descoberta surpreendente
Imagem: Reprodução

Casas ficavam até 2,2 metros abaixo do solo

As moradias de La Ciénega chamaram a atenção pela forma de construção. As casas eram estruturas semi-subterrâneas ovais ou retangulares, com profundidade entre 1 e 2,2 metros abaixo do nível do solo.

Os arqueólogos identificaram paredes internas dentro dos complexos residenciais. Esses espaços fechados indicam uma organização semelhante a núcleos familiares, possivelmente ocupados por várias gerações de famílias extensas.

De acordo com Martínez Ramírez, os vestígios arquitetônicos aparecem por todo o planalto, que mede 250 metros de comprimento por 250 metros de largura. A estimativa é que ali tenham existido cerca de 60 casas.

As terras próximas ao curso d’água também eram cultivadas. Para os pesquisadores, a escolha do local pode estar ligada ao acesso a áreas férteis e a condições favoráveis para a permanência da comunidade.

Sepultamentos indicam práticas rituais e circulação de recursos

As escavações em três complexos residenciais revelaram duas zonas de sepultamento com mais de 100 restos mortais associados à Tradição Trincheras, conforme relatado pelo Heritage Daily.

Entre os achados estão aproximadamente 40 sepultamentos tradicionais, nos quais os indivíduos foram colocados em posição fetal. Também foram identificadas 28 cremações, com restos mortais depositados em recipientes de cerâmica.

Alguns sepultamentos tinham ornamentos simples de conchas. Esse detalhe sugere diferença no acesso a bens considerados valiosos dentro da comunidade, conforme a interpretação apresentada no material consultado.

A equipe do INAH também observou vestígios das tradições Trincheras e Hohokam. Os pesquisadores apontam que La Ciénega pode ter sido um espaço de fronteira para circulação de recursos, marcado por migrações e abandonos repetidos.

Escavação para obras no México revelam descoberta surpreendente
Imagem: Divulgação

Gravuras rupestres ampliam o retrato de La Ciénega

Além da aldeia arqueológica, o INAH informou que foram documentados dois sítios de arte rupestre na região. Um deles, chamado Petroglifos de Babasac, reúne seis painéis distribuídos por mais de 200 metros.

Esses painéis apresentam figuras geométricas e humanas. O segundo sítio, chamado Pegadas de Urso, fica em uma pequena caverna e contém gravuras semelhantes a marcas de urso.

A idade exata das gravuras ainda é incerta. Mesmo assim, os arqueólogos indicam que a arte rupestre provavelmente data de 800 a 1400 d.C.

Em conjunto, casas, sepultamentos e gravuras ajudam a ampliar a compreensão sobre como os antigos moradores de La Ciénega viviam, organizavam suas famílias, cultivavam a terra e marcavam o ambiente ao redor.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Instituto Nacional de Antropologia e História do México e do Heritage Daily, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Valter Otacílio Silva Júnior
Valter Otacílio Silva Júnior
26/05/2026 17:35

Os círculos internos dessa pintura muito sensível com as pinturas rupestres aqui em Andrelândia Sul de Minas Gerais no Parque Arqueológico da Serra de Santo Antônio, administrado pelo núcleo de pesquisa arqueológicas do Alto Rio Grande.

Romário Pereira de Carvalho

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