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Aos 8 anos, menina viu mulheres sem casa no caminho da escola, aprendeu a costurar bolsas com a avó e criou kits com sabonete, meias, escova, absorventes e roupas íntimas que já ajudaram mais de 5 mil pessoas em situação de rua

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Escrito por Geovane Souza Publicado em 06/07/2026 às 15:54 Atualizado 06/07/2026 às 15:56
Assista o vídeoMenina que criou a Khloe Kares aprendeu a costurar bolsas aos 8 anos e passou a distribuir kits de higiene para pessoas em situação de rua na Califórnia
Menina que criou a Khloe Kares aprendeu a costurar bolsas aos 8 anos e passou a distribuir kits de higiene para pessoas em situação de rua na Califórnia.
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Khloe Thompson tinha 8 anos quando começou a reparar nas mulheres vivendo nas ruas da Califórnia. Com ajuda da família, transformou tecido, linha e itens básicos de higiene em “Kare Bags”, bolsas feitas à mão para pessoas em situação de rua em Los Angeles. A iniciativa virou a organização Khloe Kares e já havia distribuído mais de 5 mil bolsas até 2019, segundo o Points of Light.

Khloe Thompson era uma criança de Irvine, na Califórnia, quando uma cena repetida no trajeto para a escola mudou a rotina da família. Ela via mulheres e famílias vivendo nas ruas e começou a perguntar por que aquelas pessoas estavam ali.

A resposta não virou apenas uma conversa em casa. Em 2015, aos 8 anos, Khloe criou a Khloe Kares, uma organização sem fins lucrativos voltada a pessoas em situação de rua, especialmente mulheres e jovens sem moradia.

A ideia começou de forma simples. Khloe aprendeu com a avó a costurar bolsas resistentes e passou a enchê-las com produtos que fazem falta no dia a dia de quem vive sem banheiro, armário ou endereço fixo.

De acordo com o Points of Light, cada bolsa levava itens como escova de dentes, pasta, sabonete, loção, absorventes, meias e roupa íntima, em quantidade suficiente para dois a três meses. Até 2019, mais de 5 mil “Kare Bags” já haviam sido entregues por meio de parcerias com empresas, igrejas e organizações locais.

A cena no caminho da escola virou uma pergunta difícil dentro de casa

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Foto:
Points of Light / Youtube

O que chamou a atenção de Khloe não foi uma campanha, nem uma aula sobre filantropia. Foi a repetição. No caminho para a escola, ela passava pelas mesmas pessoas vivendo sem moradia e começou a perceber que aquilo não era algo distante.

Segundo informações publicadas no site da própria Khloe Kares, a história da menina ganhou repercussão em 2016, quando veículos como Business Insider, Huffington Post, Metro UK e Inside Edition relataram que ela fazia bolsas à mão para mulheres em situação de rua. O material da organização registra que Khloe via pessoas sem casa no trajeto escolar e decidiu montar pacotes com suprimentos básicos.

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A primeira resposta veio da costura. Com a avó, ela aprendeu a fazer bolsas de tecido, não apenas sacolas descartáveis. A escolha fazia diferença porque as mulheres poderiam carregar os itens com mais dignidade e reaproveitar a peça.

O gesto também fugia da lógica de apenas entregar produtos soltos. A bolsa tinha um sentido prático. Para quem vive na rua, guardar uma escova, uma meia limpa ou um absorvente seco pode ser tão importante quanto receber o produto.

As “Kare Bags” juntavam costura, higiene e uma necessidade que muita gente não vê

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Foto: Khloe Kares

As bolsas criadas por Khloe ficaram conhecidas como “Kare Bags”. O nome mistura o sobrenome da organização com a ideia de cuidado. O conteúdo era direto, sem luxo e sem itens decorativos.

Dentro delas iam produtos de higiene e necessidades básicas. A lista incluía sabonete, escova e pasta de dentes, loção, absorventes, meias e roupa íntima. São produtos baratos quando comprados individualmente, mas que ficam fora do alcance de quem perdeu renda, moradia e acesso regular a banheiros.

A própria missão local da Khloe Kares resume esse foco. O site oficial da organização diz que o trabalho busca melhorar a vida de mulheres e jovens sem moradia, oferecendo ferramentas necessárias para a transição das ruas para uma moradia estável.

Essa parte explica por que a história ganhou força. Khloe não resolveu sozinha o problema da falta de moradia em Los Angeles, mas atacou uma camada concreta da crise. Ela escolheu itens que uma pessoa usa todos os dias e que costumam desaparecer da rotina quando a casa desaparece.

Los Angeles ajuda a explicar por que a iniciativa cresceu tanto

A ação nasceu em Irvine, mas ganhou impacto em uma região onde a falta de moradia é uma das crises sociais mais visíveis dos Estados Unidos. Los Angeles tem há anos uma grande população vivendo em abrigos, carros, calçadas, barracas e áreas improvisadas.

Em 2025, a Los Angeles Homeless Services Authority informou que a população em situação de rua no condado caiu pelo segundo ano seguido. Mesmo assim, o levantamento ainda apontava 72.308 pessoas sem moradia no Condado de Los Angeles no resultado divulgado em julho daquele ano.

Depois de revisão feita com o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos, a LAHSA ajustou o total para 72.195 pessoas, com 47.450 vivendo sem abrigo formal no condado. A própria agência afirmou que as mudanças ficaram dentro da margem de erro e foram feitas após revisão de dados.

Esses números ajudam a colocar a história de Khloe no lugar certo. A iniciativa de uma criança não substitui política pública, moradia, emprego, saúde mental ou abrigo. Mas mostra como a falta de moradia também aparece nos detalhes pequenos, como uma meia limpa, um sabonete, uma escova guardada e um absorvente disponível no momento certo.

A menina que começou costurando em casa passou a mobilizar empresas, igrejas e voluntários

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Foto:
Points of Light / Youtube

O projeto não ficou restrito a uma ação familiar. Com o tempo, a Khloe Kares passou a trabalhar com empresas, igrejas e organizações locais para montar e distribuir as bolsas. Esse modelo ajudou a aumentar a escala sem abandonar a ideia original.

O Points of Light reconheceu Khloe em 2019 com o George H.W. Bush Points of Light Award. Na época, ela tinha 12 anos e já era apresentada como exemplo de jovem voluntária capaz de mobilizar a própria comunidade.

A organização também ampliou o escopo. Além das ações locais com pessoas sem moradia, o site oficial informa atuação internacional em comunidades africanas, com foco em acesso seguro à água. A página da Khloe Kares cita ações em Gana, incluindo missões anuais e projetos comunitários.

Mesmo com a expansão, a origem da história segue sendo a parte mais forte. Uma criança viu um problema no caminho da escola, fez perguntas em casa e encontrou uma forma concreta de ajudar. Não começou com dinheiro grande, começou com tecido, costura e itens de higiene.

Você acredita que ações pequenas como a de Khloe conseguem mudar a forma como a sociedade enxerga pessoas em situação de rua? Deixe sua opinião nos comentários e conte se já viu alguma iniciativa parecida na sua cidade.

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Geovane Souza

Especialista em criação de conteúdo para internet, SEO e marketing digital, com atuação focada em crescimento orgânico, performance editorial e estratégias de distribuição. No CPG, cobre temas como empregos, economia, vagas home office, cursos e qualificação profissional, tecnologia, entre outros, sempre com linguagem clara e orientação prática para o leitor. Universitário de Sistemas de Informação no IFBA – Campus Vitória da Conquista. Se você tiver alguma dúvida, quiser corrigir uma informação ou sugerir pauta relacionada aos temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: gspublikar@gmail.com. Importante: não recebemos currículos.

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