Obras do Novo Terminal Intermodal de Campo Grande começam na Zona Oeste do Rio com R$ 71,3 milhões, dois pavimentos e conexão ao BRT.
A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou as obras do Novo Terminal Intermodal de Campo Grande, na Zona Oeste, para reorganizar parte da circulação de ônibus municipais e metropolitanos e criar uma conexão direta com o sistema BRT. O empreendimento receberá R$ 71,3 milhões, ocupará 22,2 mil m² e foi dimensionado para acomodar aproximadamente 60 coletivos simultaneamente, com prazo de até dois anos para conclusão.
A futura estrutura será implantada entre as ruas Campo Grande e Padre Pauwels, perto da Estrada da Caroba. Em vez de concentrar toda a operação em um único piso, o projeto distribui embarques, serviços de apoio e circulação de passageiros por dois níveis, ambos ligados à passagem que dará acesso ao Terminal BRT Campo Grande.
Passageiro poderá entrar no terminal por duas ruas diferentes
A organização física foi pensada para aproveitar os dois lados da área onde o equipamento será construído. Quem chegar pela Rua Campo Grande terá acesso ao nível inferior, enquanto a Rua Padre Pauwels servirá como entrada para a parte superior.
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Os dois pavimentos estarão conectados internamente e também levarão à passagem construída sob a linha férrea. Essa ligação permitirá a transferência entre os ônibus convencionais e o BRT sem que o usuário precise buscar outro ponto distante para completar o deslocamento.
A proposta transforma os dois terminais em estruturas complementares. O novo espaço receberá os serviços de ônibus previstos para Campo Grande, enquanto a passagem permitirá alcançar o sistema BRT a partir das áreas de embarque do empreendimento.
Maior pavimento terá três plataformas e receberá mais de 30 ônibus
Dos 22,2 mil m² previstos no projeto, aproximadamente 13,2 mil m² ficarão no nível superior. Essa será a maior das duas áreas operacionais.
Ali serão construídas três plataformas cobertas e adaptadas para acessibilidade. A capacidade projetada para esse andar supera 30 ônibus ao mesmo tempo, além dos veículos que utilizarão a outra parte do terminal.
A infraestrutura destinada aos profissionais também ficará distribuída pelo espaço. Estão previstos sanitários próprios para motoristas, área de apoio e uma guarita de segurança. Para fazer a comunicação entre os dois andares, o projeto inclui elevador e escadas.
O nível inferior será menor, mas continuará exercendo funções de embarque, atendimento e suporte à operação.
Com aproximadamente 8,9 mil m², essa parte terá plataformas protegidas, sanitários destinados ao público e uma sala administrativa para os motoristas.
Terminal reunirá viagens dentro do Rio e serviços vindos de outros municípios
A utilização do espaço será dividida entre 33 linhas. A maior parte desse conjunto será formada por serviços municipais, enquanto outra parcela fará a ligação com cidades da Região Metropolitana.
As 21 linhas da capital integrarão a primeira fase do Sistema RIO. Elas deverão atender diferentes áreas da Zona Oeste, incluindo Campo Grande e bairros como Cosmos, Santa Cruz, Inhoaíba, Sepetiba e Paciência.

Já a operação intermunicipal contará com 12 linhas. Os trajetos conectarão o terminal a seis municípios:
- Nilópolis;
- Seropédica;
- Duque de Caxias;
- Itaguaí;
- Nova Iguaçu;
- Mesquita.
A reunião desses serviços no mesmo endereço procura reduzir a dispersão dos pontos de conexão e facilitar a troca entre uma linha e outra durante viagens que envolvem a capital e a Baixada Fluminense.
Novo espaço terá estrutura além das plataformas de ônibus
As obras também contemplam áreas que não serão utilizadas diretamente para circulação dos coletivos.
O projeto reservou espaço para cerca de dez quiosques voltados ao comércio local. Esses pontos serão incorporados à estrutura destinada aos passageiros que permanecerem no terminal durante embarques e conexões.
Outra instalação prevista é um bicicletário. A ideia é permitir que parte dos usuários chegue de bicicleta e continue o percurso utilizando os sistemas de transporte coletivo disponíveis no local.
Cobertura e acessibilidade aparecem nas plataformas dos dois pavimentos, enquanto os acessos independentes permitem distribuir a movimentação por lados diferentes do empreendimento.
Capacidade de 60 ônibus será distribuída entre os dois níveis
A previsão de receber aproximadamente 60 ônibus ao mesmo tempo considera o conjunto do Novo Terminal Intermodal, e não apenas uma de suas plataformas.
O piso superior concentrará mais de 30 desses veículos. O restante da capacidade ficará associado às áreas existentes no nível inferior e à organização geral da operação.
Essa distribuição permite que linhas com características diferentes utilizem a mesma estrutura sem depender de um único espaço para embarque e desembarque.
Ao mesmo tempo, a conexão interna entre os pavimentos mantém o passageiro integrado ao restante do equipamento, inclusive à passagem destinada ao acesso ao BRT.
Projeto foi desenvolvido por duas secretarias municipais
A preparação do terminal envolveu as secretarias municipais de Infraestrutura e de Transportes.
O secretário de Infraestrutura, Wanderson Santos, relacionou a intervenção ao Plano de Mobilidade de Campo Grande e aos demais investimentos direcionados ao transporte da região.
No início dos trabalhos, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a proposta é concentrar linhas que circulam pela Zona Oeste e incorporar também os serviços intermunicipais que ligam o Rio a outras cidades da Região Metropolitana.
Segundo o prefeito, a cidade deverá alcançar 12 terminais, considerando aqueles já inaugurados e os que permanecem em execução.
Prazo das obras chega a dois anos
O cronograma estabelecido para o Novo Terminal Intermodal prevê até dois anos entre o início dos trabalhos e a conclusão.
Ao final da construção, Campo Grande deverá contar com uma área de transporte de 22,2 mil m² distribuída verticalmente, com acessos pelas duas vias que cercam o terreno e ligação física com o terminal de BRT.
O investimento de R$ 71,3 milhões será aplicado, portanto, em uma estrutura que combina operação municipal e intermunicipal, espaços para passageiros e trabalhadores, áreas comerciais, bicicletário e capacidade para dezenas de ônibus.
