O maior jato executivo do Brasil da Família Safra está à venda. Saiba detalhes da aeronave, luxo e contexto da negociação bilionária da família.
O maior jato executivo do Brasil, pertencente à Família Safra desde 2004, está oficialmente à venda. A aeronave, um Boeing BBJ de 2002, conta com 80 m² de espaço interno, suíte master, escritório e capacidade para 18 passageiros. O anúncio da venda surge após a pacificação de disputas familiares bilionárias que envolveram os herdeiros do banqueiro Joseph Safra.
O jato permanece discretamente estacionado na maior parte do tempo em um hangar exclusivo próximo à Base Aérea de São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos. Identificado apenas pelo prefixo PR-BBS, ele realiza voos principalmente noturnos para a Suíça, residência de Vicky Safra, matriarca da família. Com autonomia de 11.500 km, a aeronave permite trajetos diretos entre São Paulo e o país europeu sem necessidade de escalas.
Maior jato executivo do Brasil pertence a Família Safra e está à venda
Fabricado em 2002, o Boeing BBJ é considerado um ícone de luxo no setor de aviação executiva. O modelo oferece suítes privativas, áreas de trabalho e espaço confortável para até 18 pessoas.
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Enquanto modelos novos chegam a US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões), o valor do jato da Família Safra não foi divulgado, aumentando o mistério em torno da negociação.
Contexto da venda
A decisão de colocar o maior jato executivo do Brasil à venda acontece após anos de disputas na família bilionária.
Entre os episódios mais tensos, Alberto Safra chegou a processar a própria mãe e os irmãos em Nova York, alegando diluição indevida de sua participação no Safra National Bank of New York.
Em 2025, cinco anos após a morte do patriarca, o acordo sobre a herança bilionária foi finalmente consolidado.
Reorganização financeira dos herdeiros
Com o desfecho, Esther Safra vendeu sua participação no banco para os irmãos. Alberto Safra deixou o setor de crédito da instituição familiar e fundou o Asa, sua própria sociedade financeira.
Em agosto de 2025, o Asa recebeu licença do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), garantindo acesso a produtos como CDBs, LCIs, LCAs e CRIs.
A venda do jato marca não apenas uma mudança patrimonial, mas também o fim de uma era de sigilo e disputas na Família Safra, consolidando uma nova fase de atuação e visibilidade da elite brasileira no mercado aeronáutico.
Com informações do Metrópoles.
