O leão Rawell, de 9 anos e 300 quilos, foi furtado de um criadouro em Monte Azul Paulista durante a madrugada de 1º de maio de 2014; invasores arrombaram o portão e o cadeado, entraram de caminhonete e deixaram marcas que indicavam que o animal foi arrastado até o veículo.
O leão Rawell, de 9 anos e aproximadamente 300 quilos, foi furtado durante a madrugada de 1º de maio de 2014 do Criadouro Conservacionista São Francisco de Assis, em Monte Azul Paulista, no interior de São Paulo. Quando a invasão foi percebida, havia sinais de arrombamento e marcas de caminhonete dentro da instituição.
Segundo reportagem do UOL, assinada por Fabiana Maranhão e publicada em 1º de maio de 2014, o proprietário Oswaldo Garcia Júnior relatou que os invasores romperam o portão da frente e um cadeado. Marcas encontradas no local, segundo ele, indicavam que Rawell teria sido arrastado da jaula até o veículo usado pelos suspeitos.
Leão Rawell desapareceu durante a madrugada

O furto aconteceu enquanto o criadouro estava fechado, e a ausência do animal revelou uma operação incomum pela própria dimensão da vítima. Rawell pesava cerca de 300 quilos, o que tornava sua retirada muito diferente do transporte clandestino de um animal pequeno.
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De acordo com o proprietário, quem entrou no local não agiu de forma aleatória. O leão Rawell foi o animal levado, enquanto o criadouro mantinha centenas de outras espécies sob seus cuidados.
Portão arrombado revelou entrada dos invasores
A primeira evidência encontrada foi no acesso principal. Oswaldo Garcia Júnior afirmou que o portão da frente havia sido arrombado e que um cadeado também tinha sido rompido durante a invasão.
Dentro da propriedade, havia ainda marcas atribuídas à passagem de uma caminhonete. O cenário indicava que um veículo havia entrado no criadouro, informação importante para entender como um animal daquele porte poderia ter sido retirado.
Marcas indicavam que animal foi arrastado até o veículo
O detalhe que mais chamou atenção do responsável pelo espaço estava no trajeto entre a jaula e a área onde o veículo teria passado. Segundo Oswaldo, os sinais encontrados indicavam que Rawell havia sido arrastado até a caminhonete.
A reportagem não detalha o método utilizado pelos invasores para controlar ou transportar o felino. Por isso, não é possível afirmar como conseguiram retirar o animal da jaula ou se utilizaram algum equipamento durante a ação.
Proprietário acreditava que o leão era o alvo
Oswaldo afirmou ao UOL que, nos 12 anos de funcionamento da instituição até então, nenhum animal havia sido furtado. Para ele, as circunstâncias indicavam que os invasores entraram no local especificamente para levar o leão.
O proprietário chegou a levantar a hipótese de que o animal pudesse ser vendido, mas essa possibilidade foi apresentada como uma especulação dele. A reportagem não apontava uma motivação confirmada para o furto do leão Rawell.
Rawell vivia havia cerca de cinco anos no criadouro
Antes de desaparecer, Rawell estava no São Francisco de Assis havia aproximadamente cinco anos. O felino tinha sido doado por um criador de animais silvestres de Maringá, no Paraná.
Segundo o coordenador, o leão chegou ao local debilitado e mal cuidado, mas foi recuperado ao longo do período em que permaneceu sob responsabilidade da instituição.
Leão consumia cerca de 5 quilos de carne por dia
Manter um animal daquele tamanho exigia uma rotina específica. De acordo com a reportagem, o leão Rawell consumia aproximadamente 5 quilos de carne diariamente.
O proprietário informou ainda que a instituição gastava cerca de R$ 5 mil por mês para mantê-lo. Os valores ajudam a dimensionar a estrutura necessária para cuidar de um felino adulto de aproximadamente 300 quilos.
Criadouro abrigava cerca de 300 animais
O São Francisco de Assis possuía autorização do Ibama para funcionar e, segundo o UOL, cuidava de aproximadamente 300 animais, incluindo mamíferos, répteis, anfíbios e aves.
Muitos dos animais recebidos pela instituição haviam sido vítimas de maus-tratos. Rawell fazia parte desse grupo de animais que dependiam dos cuidados oferecidos no espaço.
Proprietário descreveu Rawell como um animal manso
Apesar do tamanho e da espécie, Rawell era considerado manso pelo responsável pelo criadouro. Essa característica fazia parte da rotina construída ao longo dos aproximadamente cinco anos em que viveu na instituição.
Isso não elimina, porém, os riscos envolvidos na retirada e no transporte de um leão adulto. A fonte não esclarece como os invasores conseguiram controlar o animal durante o furto, informação que permaneceu sem resposta naquele momento.
Polícia Militar e Ambiental iniciaram buscas
Após o desaparecimento, as polícias Militar e Ambiental passaram a procurar os responsáveis e o animal. Na atualização publicada pelo UOL naquele mesmo dia, nenhum suspeito havia sido preso.
A matéria também não apresentava, naquele momento, uma explicação sobre o destino do leão Rawell após sua retirada do criadouro. O que existia eram as evidências encontradas na propriedade e o relato de seu responsável.
Furto deixou uma pergunta difícil de explicar
O tamanho de Rawell torna o caso especialmente incomum. Retirar um leão de aproximadamente 300 quilos de uma jaula, levá-lo até um veículo e deixar o local durante a madrugada exigiria uma operação significativamente mais complexa do que simplesmente invadir uma propriedade.
As marcas da caminhonete e os sinais descritos pelo proprietário oferecem pistas sobre a ação, mas não revelam quantas pessoas participaram, como o felino foi dominado ou qual era o objetivo final dos invasores.
Leão Rawell desapareceu deixando apenas rastros da invasão
Quando o furto foi descoberto, o cenário encontrado no criadouro reunia um portão arrombado, um cadeado rompido, marcas de veículo e sinais no caminho percorrido pelo animal. No centro de tudo estava a ausência de um leão de 300 quilos que vivia havia anos no local.
O caso chama atenção justamente pela dificuldade logística envolvida em retirar um animal desse tamanho sem ser impedido. O que mais surpreende você: o peso do leão Rawell, a entrada de uma caminhonete no criadouro ou os sinais de que ele teria sido arrastado até o veículo? Conte nos comentários.
