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Brasileiros que olharem para o céu na madrugada de 21 para 22 de outubro poderão ver a chuva de meteoros Orionídeas a olho nu, com até 20 riscos luminosos por hora produzidos por fragmentos do cometa Halley que entram na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo

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Escrito por Carla Teles Publicado em 14/09/2026 às 11:30 Atualizado em 14/09/2026 às 11:37
Brasileiros que olharem para o céu na madrugada de 21 para 22 de outubro poderão ver a chuva de meteoros Orionídeas a olho nu, com até 20 riscos luminosos por hora produzidos por fragmentos (1)
Chuva de meteoros Orionídeas poderá ser vista do Brasil entre 21 e 22 de outubro, com até 20 meteoros por hora ligados ao cometa Halley.
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A chuva de meteoros Orionídeas terá pico entre 21 e 22 de outubro de 2026 e poderá ser observada do Brasil sem telescópio. Segundo a NASA, locais escuros podem registrar de 10 a 20 meteoros por hora, embora a Lua iluminada possa reduzir a visibilidade dos rastros luminosos mais fracos.

A próxima chuva de meteoros Orionídeas poderá ser acompanhada do Brasil na madrugada de 21 para 22 de outubro de 2026. De acordo com informações da NASA reunidas pelo portal Só Notícia Boa, o fenômeno poderá ser visto a olho nu e, em locais suficientemente escuros, a expectativa é de aproximadamente 10 a 20 meteoros por hora durante o período de maior atividade.

O espetáculo acontece quando a Terra atravessa uma região do espaço repleta de pequenas partículas deixadas pelo cometa Halley em passagens anteriores pelo Sistema Solar. Ao atingirem a atmosfera terrestre a cerca de 66 quilômetros por segundo, esses fragmentos produzem os riscos luminosos que popularmente chamamos de estrelas cadentes.

Pico da chuva de meteoros será entre 21 e 22 de outubro

Chuva de meteoros Orionídeas poderá ser vista do Brasil entre 21 e 22 de outubro, com até 20 meteoros por hora ligados ao cometa Halley.
Chuva de meteoros Orionídeas poderá ser vista do Brasil entre 21 e 22 de outubro, com até 20 meteoros por hora ligados ao cometa Halley.

As Orionídeas permanecerão ativas por mais de um mês. Segundo a NASA, a atividade da chuva em 2026 vai de 2 de outubro a 7 de novembro, mas a maior quantidade de meteoros está prevista justamente para a noite de 21 para 22 de outubro.

Isso significa que não será necessário observar o céu em um único minuto ou horário extremamente específico. O fenômeno se prolonga durante a madrugada e as melhores condições aparecem principalmente depois da meia-noite, quando a posição da Terra favorece a observação das Orionídeas nos dois hemisférios.

Quem estiver em uma região com pouca iluminação artificial terá uma vantagem importante. Quanto mais escuro o céu, maior será a possibilidade de perceber também os meteoros menos brilhantes, que facilmente desaparecem diante das luzes das cidades.

A quantidade de 10 a 20 meteoros por hora, portanto, não deve ser entendida como uma garantia para qualquer observador. Condições meteorológicas, poluição luminosa e a própria claridade da Lua influenciam diretamente aquilo que será possível enxergar.

Fragmentos do cometa Halley chegam à atmosfera a 66 km por segundo

As Orionídeas estão diretamente ligadas ao cometa Halley, um dos objetos mais conhecidos da astronomia. Sempre que ele percorre sua órbita, deixa partículas ao longo do caminho. Anos ou até décadas depois, a Terra atravessa algumas dessas regiões e os pequenos fragmentos entram na atmosfera.

No caso das Orionídeas, isso acontece a uma velocidade de aproximadamente 66 quilômetros por segundo. O atrito e o aquecimento durante a entrada fazem com que os meteoros apareçam como rápidos traços de luz, e alguns podem deixar rastros que continuam visíveis por alguns segundos.

O Halley passou pela última vez pelas proximidades da Terra em 1986 e deverá retornar à região interna do Sistema Solar em 2061. Mesmo enquanto permanece distante, o material que deixou pelo caminho continua produzindo fenômenos observáveis daqui.

Esses resíduos estão ligados a duas chuvas conhecidas. Além das Orionídeas, observadas em outubro, partículas associadas ao mesmo cometa também produzem as Eta Aquáridas, que ocorrem em maio.

Não será necessário telescópio para acompanhar o fenômeno

Quem quiser observar a chuva de meteoros não precisará comprar equipamentos. A recomendação é justamente usar os próprios olhos, porque telescópios e binóculos limitam o campo de visão e fazem o observador acompanhar uma porção muito pequena do céu.

Para brasileiros, a orientação reproduzida pela fonte é procurar um local escuro, afastado de postes, prédios iluminados e outras fontes intensas de luz. Depois da meia-noite, o observador pode se acomodar confortavelmente e manter os pés aproximadamente voltados para o nordeste.

Apesar do nome Orionídeas, não é necessário permanecer olhando diretamente para a constelação de Órion. Os meteoros parecem partir daquela região, chamada de radiante, mas podem atravessar diferentes partes do céu.

A NASA recomenda observar uma área ampla, aproximadamente entre 45 e 90 graus distante do ponto aparente de origem da chuva. Isso aumenta a chance de acompanhar os riscos luminosos por trajetórias maiores.

Lua estará 80% iluminada e poderá esconder meteoros mais fracos

Em 2026, haverá um obstáculo adicional para quem pretender acompanhar o pico. A Lua estará aproximadamente 80% iluminada durante a noite de maior atividade, produzindo claridade suficiente para dificultar a observação dos meteoros mais fracos.

O problema tende a ser maior enquanto a Lua permanecer acima do horizonte. A American Meteor Society, citada pela fonte, indica que haverá algumas horas mais escuras entre o momento em que ela se põe e o amanhecer, embora esse horário varie conforme a cidade.

Isso reforça a importância de escolher uma área longe da iluminação urbana. Mesmo meteoros suficientemente brilhantes para serem percebidos sob a luz lunar tendem a aparecer com mais nitidez quando o observador está distante de ruas, edifícios e placas iluminadas.

Se o céu estiver encoberto justamente na madrugada do pico, a oportunidade não desaparece completamente. As Orionídeas continuarão ativas até 7 de novembro, permitindo que alguns meteoros ainda sejam vistos em noites posteriores.

Olhos precisam de cerca de 30 minutos para se adaptar ao escuro

Outro detalhe pode fazer diferença na observação. A NASA recomenda permanecer pelo menos 30 minutos longe de telas e de outras fontes fortes de luz para permitir que os olhos se adaptem à escuridão.

Olhar repetidamente para a tela iluminada de um celular durante esse período prejudica essa adaptação. Por isso, quem quiser acompanhar a chuva por mais tempo tende a ter melhores condições ao reduzir o uso de aparelhos luminosos enquanto observa o céu.

O fenômeno também não exige que cada meteoro seja procurado individualmente. A melhor estratégia é manter uma visão ampla e aguardar. Os rastros surgem rapidamente, atravessam diferentes regiões do céu e podem desaparecer em poucos segundos.

Com atividade prevista entre 2 de outubro e 7 de novembro e pico na madrugada de 21 para 22, as Orionídeas oferecem aos brasileiros uma oportunidade de observar a olho nu partículas deixadas por um cometa que só deverá retornar à região interna do Sistema Solar em 2061.

Você ficaria acordado durante a madrugada para tentar observar até 20 meteoros por hora passando pelo céu? Conte nos comentários se pretende acompanhar a chuva de meteoros Orionídeas e de qual cidade você tentará assistir ao fenômeno.

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Carla Teles

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