Enfrentando queda nas vendas e dificuldades com o público jovem, a lendária fabricante ouve alertas de Jim Farley sobre a necessidade vital de modernização, apostando na liderança de Artie Starrs para diversificar a frota com opções acessíveis e garantir sua sobrevivência no próximo século.
Harley-Davidson enfrenta momento delicado com queda nas vendas e base de clientes envelhecida, sendo alertada por membro do conselho sobre a necessidade de mudança estratégica para garantir sobrevivência nos próximos cem anos
Jim Farley, CEO da Ford e membro do conselho da Harley-Davidson, afirmou que a lendária marca americana precisa mudar para sobreviver. A empresa enfrenta queda nas vendas e dificuldade em atrair novas gerações, dependendo atualmente de modelos caros para um público decrescente.
A Harley-Davidson atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. A marca enfrenta uma realidade complexa marcada por uma queda constante nas vendas.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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A empresa também lida com uma base de clientes envelhecida e dificuldades para se conectar com as novas gerações.
Nesse contexto, Jim Farley transmitiu uma mensagem clara: a empresa precisa mudar se quiser sobreviver por mais cem anos. Em entrevista, ele comparou a situação da Harley à da Ford.
Farley enfatizou que a nostalgia por si só não garante a viabilidade dos negócios. “Não podem viver no passado; têm que viver no futuro”, afirmou o executivo.
O desafio da estratégia atual
Durante anos, a estratégia concentrou-se em motocicletas cruiser e bagger de grande porte. São modelos de alto preço voltados para um público fiel, porém cada vez menor.
Embora a fórmula tenha funcionado por décadas, hoje ela enfrenta um mercado diferente. Consumidores mais jovens priorizam preço, versatilidade e usabilidade diária em detrimento do simbolismo clássico.
Tentativas de diversificação e barreiras econômicas
A empresa tentou diversificar com a Pan America, sua primeira maxi-trail bike, elogiada pela crítca.
No entanto, essa mudança não compensou a dependência de modelos caros e de alta cilindrada. Muitos desses produtos ultrapassam facilmente os € 30.000.
Em um contexto de inflação, salários baixos e poder de compra reduzido, esse tipo de produto permanece inacessível para grande parte do mercado.
Obstáculos na eletrificação e novos públicos
A eletrificação tem sido outro grande desafio. A pioneira LiveWire One não atraiu o público-alvo jovem devido ao seu alto preço inicial.
Apesar de ajustes e da chegada de novos modelos totalmente elétricos, a marca LiveWire não conseguiu se consolidar como líder em mobilidade elétrica. Outros fabricantes avançam com opções mais acessíveis.
Farley enfatizou implicitamente a importância dos modelos de entrada. Fabricantes como Honda e BMW demonstraram que produtos mais acessíveis são fundamentais para atrair novos clientes e garantir a sucessão geracional.
Perspectivas futuras e liderança
Segundo fontes internas, a Harley-Davidson já trabalha em uma motocicleta de entrada. O projeto foi anunciado antes da mudança na liderança executiva.
A chegada de Artie Starrs como novo CEO marca o início de uma nova fase crucial. A diversificação da linha de produtos será essencial para recuperar a competitividade sem diluir a essência da marca.
A mensagem do conselho é clara: o legado não pode se tornar um fardo. A existência da marca dependerá de sua capacidade de adapatção a um mercado em constante mudança e à realidade econômica atual.

A saída pra a Harley seria criar duas divisões, uma Harley clássica e uma Harley nova geração..