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O CEO da Ford, Jim Farley, disse à Harley-Davidson: “Vocês não podem viver presos ao passado. Vocês têm que viver no futuro.”

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 12/01/2026 às 23:20
Membro do conselho da Harley-Davidson, Jim Farley pede renovação e modelos acessíveis para salvar a marca da crise de vendas.
Membro do conselho da Harley-Davidson, Jim Farley pede renovação e modelos acessíveis para salvar a marca da crise de vendas.
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Enfrentando queda nas vendas e dificuldades com o público jovem, a lendária fabricante ouve alertas de Jim Farley sobre a necessidade vital de modernização, apostando na liderança de Artie Starrs para diversificar a frota com opções acessíveis e garantir sua sobrevivência no próximo século.

Harley-Davidson enfrenta momento delicado com queda nas vendas e base de clientes envelhecida, sendo alertada por membro do conselho sobre a necessidade de mudança estratégica para garantir sobrevivência nos próximos cem anos

Jim Farley, CEO da Ford e membro do conselho da Harley-Davidson, afirmou que a lendária marca americana precisa mudar para sobreviver. A empresa enfrenta queda nas vendas e dificuldade em atrair novas gerações, dependendo atualmente de modelos caros para um público decrescente.

A Harley-Davidson atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. A marca enfrenta uma realidade complexa marcada por uma queda constante nas vendas.

A empresa também lida com uma base de clientes envelhecida e dificuldades para se conectar com as novas gerações.

Nesse contexto, Jim Farley transmitiu uma mensagem clara: a empresa precisa mudar se quiser sobreviver por mais cem anos. Em entrevista, ele comparou a situação da Harley à da Ford.

Farley enfatizou que a nostalgia por si só não garante a viabilidade dos negócios. “Não podem viver no passado; têm que viver no futuro”, afirmou o executivo.

O desafio da estratégia atual

Durante anos, a estratégia concentrou-se em motocicletas cruiser e bagger de grande porte. São modelos de alto preço voltados para um público fiel, porém cada vez menor.

Embora a fórmula tenha funcionado por décadas, hoje ela enfrenta um mercado diferente. Consumidores mais jovens priorizam preço, versatilidade e usabilidade diária em detrimento do simbolismo clássico.

Tentativas de diversificação e barreiras econômicas

A empresa tentou diversificar com a Pan America, sua primeira maxi-trail bike, elogiada pela crítca.

No entanto, essa mudança não compensou a dependência de modelos caros e de alta cilindrada. Muitos desses produtos ultrapassam facilmente os € 30.000.

Em um contexto de inflação, salários baixos e poder de compra reduzido, esse tipo de produto permanece inacessível para grande parte do mercado.

Obstáculos na eletrificação e novos públicos

A eletrificação tem sido outro grande desafio. A pioneira LiveWire One não atraiu o público-alvo jovem devido ao seu alto preço inicial.

Apesar de ajustes e da chegada de novos modelos totalmente elétricos, a marca LiveWire não conseguiu se consolidar como líder em mobilidade elétrica. Outros fabricantes avançam com opções mais acessíveis.

Farley enfatizou implicitamente a importância dos modelos de entrada. Fabricantes como Honda e BMW demonstraram que produtos mais acessíveis são fundamentais para atrair novos clientes e garantir a sucessão geracional.

Perspectivas futuras e liderança

Segundo fontes internas, a Harley-Davidson já trabalha em uma motocicleta de entrada. O projeto foi anunciado antes da mudança na liderança executiva.

A chegada de Artie Starrs como novo CEO marca o início de uma nova fase crucial. A diversificação da linha de produtos será essencial para recuperar a competitividade sem diluir a essência da marca.

A mensagem do conselho é clara: o legado não pode se tornar um fardo. A existência da marca dependerá de sua capacidade de adapatção a um mercado em constante mudança e à realidade econômica atual.

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Wilson Fernandes
Wilson Fernandes
13/01/2026 15:23

A saída pra a Harley seria criar duas divisões, uma Harley clássica e uma Harley nova geração..

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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