1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Novo RG grátis do Brasil exige só três documentos, troca CPF vira identidade única e faz governo acelerar a biometria: mais de 55,8 milhões já emitiram a nova CIN, com QR Code, acesso Ouro no GOV.BR e emissão gratuita em todos os estados.
Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 0 comentários

Novo RG grátis do Brasil exige só três documentos, troca CPF vira identidade única e faz governo acelerar a biometria: mais de 55,8 milhões já emitiram a nova CIN, com QR Code, acesso Ouro no GOV.BR e emissão gratuita em todos os estados.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 20/06/2026 às 14:03
Nova CIN gratuita já foi emitida por 55,8 milhões de brasileiros e usa CPF como número único, QR Code e conta Ouro no GOV.BR em todo o país.
Nova CIN gratuita já foi emitida por 55,8 milhões de brasileiros e usa CPF como número único, QR Code e conta Ouro no GOV.BR em todo o país.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Documento nacional avança no país com CPF como identificação única, emissão gratuita, biometria integrada e recursos digitais que mudam a forma como brasileiros acessam serviços públicos, benefícios sociais e a conta GOV.BR em todos os estados.

Mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública consolidados até 12 de junho.

Disponível em todos os estados, a CIN substitui gradualmente o antigo RG, adota o CPF como número único de identificação civil e tem primeira via gratuita para o cidadão.

Com a mudança, o governo busca corrigir uma falha histórica do sistema de identificação no Brasil: a possibilidade de uma mesma pessoa ter números diferentes de RG emitidos por unidades da Federação distintas.

Ao transformar o CPF em referência nacional, a nova carteira torna os registros públicos mais padronizados e reduz o risco de duplicidades em bases usadas por órgãos governamentais.

O avanço da emissão também indica a consolidação do novo modelo de identidade no país, com ritmo elevado desde que o documento passou a ser ofertado em todo o território nacional.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, são emitidas, em média, 39,6 mil carteiras por dia e 1,13 milhão por mês.

Nos primeiros dias de junho de 2026, o total já havia chegado a 782,6 mil novas identidades, reforçando a expansão da CIN entre brasileiros de diferentes estados.

Como pedir a nova Carteira de Identidade Nacional

A primeira via da CIN não tem custo para o cidadão e possui validade em todo o território nacional, desde que emitida pelos órgãos oficiais de identificação dos estados.

Para fazer a solicitação, é necessário procurar o órgão responsável no estado onde a pessoa mora e apresentar certidão de nascimento ou de casamento, conforme a situação civil informada no cadastro.

Como cada unidade da Federação pode organizar o atendimento de forma própria, o procedimento pode envolver agendamento, comparecimento presencial ou orientação digital antes da ida ao posto de identificação.

Antes de procurar o atendimento, o cidadão deve consultar as regras locais, principalmente em estados e municípios onde a emissão depende de marcação prévia ou de disponibilidade de vagas.

Depois que a versão impressa é emitida, a carteira também pode ser acessada no aplicativo GOV.BR, que disponibiliza a versão digital do documento para uso no celular.

Na prática, essa opção facilita a apresentação da identidade em situações cotidianas, desde que a conta esteja regularizada e a CIN já apareça disponível na plataforma.

CPF vira número único na nova identidade

No lugar do número estadual do antigo RG, a CIN utiliza o CPF como identificador único, medida que altera a lógica da identificação civil no Brasil.

Essa padronização impede que uma pessoa acumule diferentes números de identidade em estados distintos e aproxima os cadastros públicos de uma base nacional unificada.

Com dados mais integrados, órgãos públicos conseguem conferir informações com mais segurança, o que reduz inconsistências e fortalece a confiabilidade dos registros administrativos.

A carteira passa a funcionar como uma referência nacional para identificação do cidadão, tanto em atendimentos presenciais quanto no acesso a serviços digitais do governo.

Entre os recursos de segurança, o documento traz QR Code para verificação de autenticidade, permitindo conferir rapidamente se a carteira apresentada corresponde aos dados registrados.

Por meio da leitura do código, é possível validar informações da versão física em aplicativo próprio, recurso que ajuda a combater fraudes em atendimentos públicos e privados.

Biometria ganha peso nos serviços públicos

Integrada a sistemas biométricos de identificação, a CIN reforça a validação da identidade do cidadão em bases públicas e amplia a segurança em cadastros governamentais.

Esse uso da biometria reduz inconsistências e dificulta registros duplicados, especialmente em políticas públicas que dependem de identificação precisa para concessão ou renovação de benefícios.

Nos programas sociais, a tecnologia terá impacto direto nos próximos anos, porque o governo definiu um cronograma específico para adoção da CIN nesses processos.

Em abril de 2026, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos estabeleceu prazos diferentes conforme a existência, ou não, de biometria já cadastrada.

Pessoas que ainda não possuem biometria registrada deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional a partir de janeiro de 2027 para concessão e renovação de benefícios sociais.

Já quem tem biometria na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte entrará na regra obrigatória em janeiro de 2028, de acordo com o cronograma oficial.

Validade da CIN muda conforme a idade

A validade da nova identidade acompanha a faixa etária do titular, levando em conta a necessidade de atualização dos dados e da imagem ao longo da vida.

Para crianças com até 12 anos incompletos, o documento vale por cinco anos; entre 12 e 60 anos incompletos, o prazo é de dez anos; acima de 60 anos, a validade é indeterminada.

Essa diferenciação considera que crianças e adolescentes passam por mudanças físicas mais rápidas, enquanto pessoas adultas tendem a manter características de identificação mais estáveis por períodos maiores.

Além da validade por idade, a CIN segue padrão internacional e inclui uma zona de leitura mecânica, conhecida como MRZ, semelhante à utilizada em passaportes.

Com esse recurso, o documento pode ser aceito em viagens a países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.

Para destinos internacionais fora desses acordos, porém, a Carteira de Identidade Nacional não substitui o passaporte, e o viajante precisa observar as exigências migratórias de cada país.

CIN libera conta Ouro no GOV.BR

Também integrada ao GOV.BR, a nova identidade amplia a segurança no acesso aos serviços digitais do governo federal e permite obter conta nível Ouro na plataforma.

Esse nível é considerado o grau mais alto de segurança do sistema e pode ser usado em serviços que exigem validação mais robusta da identidade do cidadão.

Em casos de perda ou troca de celular, a CIN também pode auxiliar na recuperação da conta GOV.BR, desde que o aplicativo esteja atualizado e o documento físico esteja em mãos.

O procedimento combina reconhecimento facial, leitura do QR Code impresso na carteira e envio de código de confirmação por e-mail ou SMS ao usuário.

Na versão digital, a CIN ainda permite reunir outros registros, como Título de Eleitor, CNH, Carteira de Trabalho e Previdência Social, identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT.

Para que essas informações sejam incluídas, os documentos correspondentes devem ser apresentados no momento da solicitação da carteira, conforme as regras do processo de emissão.

Com a expansão da CIN, o governo pretende aprimorar bases públicas usadas em identificação civil, políticas sociais e serviços digitais em diferentes áreas da administração.

A adoção do CPF como número único, somada à biometria e à validação por QR Code, forma a estrutura do novo modelo nacional de identificação.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x