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Novo material de seda prensado a quente impressiona cientistas ao superar madeira e osso, chegar perto do Kevlar e ainda abrir caminho para implantes médicos e tecnologias 6G

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 19/05/2026 às 22:51
O material de seda fundida rivaliza com o Kevlar em resistência, mas permanece biocompatível.
O material de seda fundida rivaliza com o Kevlar em resistência, mas permanece biocompatível.
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Pesquisadores transformaram fibras naturais em um material de seda ultraforte usando calor e pressão, sem aditivos sintéticos, com desempenho acima da madeira e do osso, resistência próxima ao Kevlar e potencial para implantes médicos e tecnologias 6G

O material de seda criado por pesquisadores da Universidade Tufts, Imperial College London e Universidade de Michigan transformou fibras naturais em sólido ultraforte. O avanço não dissolve fibras nem usa aditivos sintéticos.

A seda fundida superou madeira e osso em tenacidade, aproximou-se do Kevlar e teve resistência balística maior que compósitos com fibra de carbono. O material manteve biocompatibilidade e pode ser ajustado.

Material de seda preserva estrutura

O processo evita quebrar a seda em proteínas para reconstruí-la depois. As fibras são alinhadas, aquecidas e prensadas diretamente, preservando parte da estrutura molecular original.

O material de seda parte de fibras de casulo disponíveis comercialmente. Antes da prensagem, os pesquisadores removeram a sericina com solução de carbonato de sódio.

Durante o aquecimento, regiões móveis da proteína amoleceram e uniram fibras vizinhas. Partes cristalinas ligadas à resistência e flexibilidade foram preservadas, formando estrutura parecida com madeira em escala microscópica.

Calor e pressão definem desempenho

A janela ideal de processamento ficou entre 257 e 419 graus Fahrenheit, com pressões de 1.900 a 9.800 atmosferas. Pouco calor ou pressão gerava estruturas frágeis; temperaturas excessivas tornavam o material quebradiço.

Feixes alinhados distribuem o estresse com eficiência. Essa estrutura hierárquica contribui para a combinação incomum de tenacidade e durabilidade do material de seda.

Potencial médico e 6G

Em testes com animais, a seda fundida provocou respostas imunes leves, que diminuíram com o tempo. A equipe também controlou a degradação pelas condições de processamento.

Versões menos densas permitiram infiltração gradual de células, enquanto formas densas permaneceram estáveis por mais tempo. O material pode ser usado em placas e dispositivos para fraturas ósseas.

Cientistas da Universidade de Michigan descobriram que a seda fundida pode polarizar radiação terahertz, usada em scanners de aeroportos, imagens médicas e detecção química. A propriedade pode apoiar tecnologias de comunicação 6G.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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