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China conclui projeto offshore gigante com 400 MW de energia solar, hidrogênio verde e baterias no mar para tentar resolver o maior problema das renováveis: produzir energia limpa sem depender apenas do sol

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/06/2026 às 10:57
Projeto offshore da China reúne 400 MW solares, hidrogênio verde e baterias para ampliar uso da energia renovável.
Projeto offshore da China reúne 400 MW solares, hidrogênio verde e baterias para ampliar uso da energia renovável.
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Com 400 MW de capacidade solar, produção de hidrogênio verde e armazenamento eletroquímico, instalação concluída em Rudong reúne diferentes tecnologias para ampliar o uso da energia renovável, reduzir oscilações da geração solar e testar um modelo integrado voltado à estabilidade energética.

A China concluiu em Rudong, seu maior projeto offshore integrado de energia solar, hidrogênio verde e armazenamento, com 400 MW de capacidade solar e foco em tornar a energia renovável mais estável.

Projeto offshore integra tecnologias renováveis

Financiado pela CHN Energy Guohua Energy Investment Co., o empreendimento é descrito como o maior projeto de demonstração solar offshore da China. A estrutura combina painéis solares, estação de 220 quilovolts, produção de hidrogênio e armazenamento eletroquímico.

A instalação é apresentada como a primeira no país a reunir geração de energia, produção de hidrogênio, armazenamento, aproveitamento integral da energia e gestão ecológica costeira em um único empreendimento.

O modelo integrado, chamado de “eletricidade-armazenamento-hidrogênio”, permite que a energia solar gerada em alto-mar seja enviada à rede, armazenada em baterias ou usada para produzir hidrogênio.

Essa configuração amplia as formas de uso da eletricidade renovável, ajustando a destinação da energia conforme demanda e condições de operação.

energia offshore na CHINA
energia offshore na CHINA

Hidrogênio verde reforça uso da energia solar

A estação de produção de hidrogênio tem capacidade para gerar 1.500 metros cúbicos padrão por hora. O processo usa eletricidade solar para separar água em hidrogênio e oxigênio, armazenando energia renovável.

A usina solar atingiu capacidade total de conexão à rede em 29 de abril de 2025. Quando o sistema estiver em operação, o armazenamento poderá fornecer 120.000 quilowatts-hora nos horários diários de pico.

A unidade de hidrogênio deve produzir até 180 toneladas de hidrogênio verde por ano. O combustível poderá atender indústrias próximas, incluindo fabricação de produtos químicos e transporte.

As instalações devem funcionar como um sistema de circuito fechado, reunindo geração, armazenamento, uso e backup na mesma estrutura.

Estabilidade é desafio central das renováveis

Lin Boqiang, da Universidade de Xiamen, afirma que hidrogênio e armazenamento ajudam a enfrentar a volatilidade da energia solar.

Para ele, a conclusão do projeto indica avanço da complementaridade multienergética na China, com foco em eficiência de conversão, integração de fontes e estabilidade do sistema.

O empreendimento avança enquanto a China expande o hidrogênio renovável. Projetos concluídos e em andamento somavam mais de 1 milhão de toneladas anuais no fim de março, com mais de 250.000 toneladas operacionais.

O que você acha desse modelo que junta solar, baterias e hidrogênio em um só projeto offshore? Comente se sistemas assim podem ajudar países costeiros a tornar a energia limpa mais confiável, mais útil para a indústria e menos dependente de uma única fonte.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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