Estreia confirmada para 2026 marca entrada estratégica de fabricante pernambucana no segmento street, com motor de 170 cc, consumo declarado competitivo e foco no uso urbano diário em um dos mercados mais disputados das duas rodas no Brasil.
A Avelloz confirmou que vai lançar, no segundo semestre de 2026, a AZ170 Bravo, sua primeira motocicleta voltada ao uso urbano no Brasil.
A estreia marca a entrada oficial da fabricante pernambucana no segmento street, hoje um dos mais disputados do mercado de duas rodas no país.
A empresa, que construiu sua presença principalmente com motonetas e modelos de baixa cilindrada, amplia o portfólio depois de ter colocado na rua a trail AZ160 Xtreme.
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Agora, com a AZ170 Bravo, a Avelloz tenta ganhar espaço em uma faixa de cilindrada que concentra alto volume de vendas e concorrência direta de marcas tradicionais e de novas fabricantes que avançaram nos últimos anos.
Entrada da Avelloz no mercado de motos street

A confirmação do lançamento reposiciona a Avelloz como uma marca brasileira que pretende atuar além das motonetas.
A AZ170 Bravo foi desenvolvida em parceria com a Loncin, grupo chinês que fornece base mecânica para diferentes projetos em mercados internacionais, segundo publicações especializadas.
As informações divulgadas até aqui indicam que a proposta é atender o uso diário, com desenho de linhas robustas e foco em custo-benefício, mas sem revelar ainda itens como pacote completo de equipamentos, preço e data exata de início das vendas.
A fabricante informou que esses detalhes serão apresentados mais adiante.
Mesmo antes de chegar às lojas, o modelo já aparece associado à tentativa de ampliar presença em um território historicamente dominado por Honda e Yamaha, com a consolidação recente de outras marcas que cresceram em volume.
Essa leitura, no entanto, se apoia mais no movimento de mercado do que em números projetados, já que a Avelloz não divulgou metas públicas de vendas para a nova street.
Motor 170 cc, potência declarada e consumo urbano
A ficha técnica divulgada em reportagens aponta que a AZ170 Bravo terá motor monocilíndrico de 170 cm³, com comando OHC, quatro válvulas e arrefecimento a óleo.

A potência anunciada é de 18,3 cv, com 1,5 kgf.m de torque e taxa de compressão de 9,8:1.
No consumo, a marca fala em média estimada de cerca de 35 km/l.
Como se trata de um dado informado pelo fabricante e ainda sem validação por testes independentes publicados, o número deve ser entendido como referência preliminar para posicionamento urbano.
Ainda que a cilindrada esteja próxima do que o mercado costuma chamar de “entrada”, a potência declarada coloca a moto em uma faixa competitiva entre modelos de perfil urbano que priorizam economia e manutenção simples.
O desempenho real, porém, depende de fatores como peso, acerto de câmbio e calibração de injeção, itens que ainda não foram detalhados pela Avelloz.
Suspensão, freios e conjunto ciclístico observados
As imagens divulgadas em matérias especializadas sugerem um conjunto de ciclística simples, com garfo telescópico convencional na dianteira e dois amortecedores traseiros.
No sistema de frenagem, aparece freio a disco na roda dianteira, sem confirmação oficial, até o momento, sobre o padrão na traseira ou sobre a presença de ABS ou CBS.
Esse tipo de pacote costuma mirar o equilíbrio entre simplicidade e custo, especialmente em motos feitas para deslocamentos urbanos.
Por outro lado, a definição de itens de segurança e conveniência costuma ser decisiva nessa categoria, já que rivais diretas variam bastante no que oferecem de série.

Como a Avelloz ainda não apresentou especificação completa, também não há confirmação sobre painel, iluminação, conectividade, capacidade do tanque e intervalos de manutenção.
A empresa indicou apenas que novos dados serão divulgados nos próximos meses.
Concorrentes diretos e posicionamento no mercado
Na comunicação do segmento, a AZ170 Bravo tem sido associada à disputa com modelos urbanos já consolidados, como Honda CG 160 e Yamaha Factor 150, além de opções de marcas que ampliaram presença recente no Brasil, caso de Bajaj e Haojue.
A comparação serve como referência de posicionamento, mas não significa que os produtos sejam equivalentes em preço, pós-venda ou disponibilidade de peças.
Esse ponto pesa especialmente para uma fabricante menor, porque a compra de uma moto de uso diário costuma considerar, além do consumo, a rede de assistência e o custo de manutenção.
Ainda assim, o mercado brasileiro tem mostrado abertura para novas marcas quando a proposta combina preço competitivo e oferta regular.
Em 2025, o ranking de marcas mais vendidas divulgado com base em dados de emplacamentos indica a liderança de Honda e Yamaha, com Shineray em terceiro, seguida por Mottu e, na sequência, a Avelloz.
Emplacamentos da Avelloz e expansão da marca
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, levantamento publicado com base em dados de emplacamentos aponta a Avelloz na quinta posição entre as marcas, com 29.710 unidades.
Reportagens do meio especializado também registraram avanço relevante da fabricante em 2025 em comparação com períodos anteriores, atribuindo parte do movimento ao aumento de volume em modelos já comercializados no país.
Mesmo assim, a distância para as marcas líderes segue grande, e a entrada no segmento street amplia a exigência sobre rede, estoque e capacidade de atendimento.
Hoje, o portfólio da empresa inclui a AZ160 Xtreme, além de modelos voltados a outras propostas e cilindradas menores, que ajudaram a consolidar presença regional.
Com a AZ170 Bravo confirmada para 2026, a Avelloz passa a disputar um espaço em que volume, confiabilidade e suporte pós-venda são determinantes para o sucesso.


Puro lixo chinês. Nada de brasileiro…