Massa polar avança pelo interior do continente e muda o padrão do tempo em várias regiões, com madrugadas geladas, risco de geada ampla no Sul e queda de temperatura associada à friagem em áreas da Amazônia durante a semana.
Uma nova massa de ar frio de origem polar avançou da Argentina para o Brasil e deve manter o Sul sob padrão de inverno durante a semana, com madrugadas geladas, risco de geada ampla e mínimas negativas em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Segundo reportagem publicada pela MetSul Meteorologia, a massa de ar frio começou a avançar pelo Rio Grande do Sul no fim de semana, depois da passagem de uma frente fria que provocou aumento de nuvens e chuva em parte da Região Sul.
O sistema está associado a um centro de alta pressão de 1035 hPa no Pacífico Sul, próximo à costa do Chile, enquanto outro núcleo de 1030 hPa deve atuar sobre o Nordeste da Argentina e favorecer o avanço do ar polar pelo interior do continente.
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Massa de ar frio ganha força no Sul do Brasil
A queda de temperatura começou pelo território gaúcho e deve continuar ao longo desta semana, especialmente entre terça-feira (20) e sexta-feira (23), quando grande parte do interior do Rio Grande do Sul pode registrar mínimas entre 0°C e 5°C.
Em áreas mais propensas ao resfriamento noturno, como baixadas, vales e pontos de maior altitude, os termômetros podem ficar abaixo de zero, com previsão de marcas entre -2°C e -3°C nos Campos de Cima da Serra e no Planalto Sul de Santa Catarina.

No começo do evento, as menores temperaturas tendem a ocorrer na Campanha e na Serra do Sudeste, no Sul gaúcho, antes de o frio mais intenso alcançar o Nordeste do Rio Grande do Sul e as áreas serranas de Santa Catarina.
Porto Alegre e a Região Metropolitana também terão sequência de madrugadas frias, com modelos indicando mínimas próximas de 7°C na capital e valores menores em bairros mais ao Sul e ao Leste, sobretudo em áreas abertas e menos urbanizadas.
Geada deve atingir centenas de cidades no Sul
A formação de geada deve ocorrer nos três estados do Sul, com maior abrangência no Rio Grande do Sul, principalmente nas madrugadas de quarta, quinta e sexta-feira, quando o tempo mais aberto e o vento fraco favorecem o resfriamento junto ao solo, de acordo com apuração do jornal MetSul.
Diferentemente da incursão polar anterior, que levou geada a áreas de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, este episódio tende a concentrar o fenômeno principalmente na Região Sul, embora a massa de ar frio também alcance parte do Centro-Oeste e do Sudeste. O jornal MetSul também apontou que o Paraná deve ter frio menos intenso na comparação com a onda polar registrada dias atrás.
No Rio Grande do Sul, a geada pode aparecer em grande número de municípios, sobretudo no interior, onde baixadas e fundos de vale apresentam maior risco por acumularem ar frio durante noites de céu limpo e pouca circulação de vento.
Em Santa Catarina, o risco será maior no Planalto Sul e em áreas serranas, enquanto o Paraná também deve sentir o frio, embora a tendência indicada pela MetSul seja de menor intensidade em comparação com o episódio registrado na semana anterior.
Friagem chega a áreas da Amazônia
A trajetória continental da massa de ar frio deve permitir que o sistema avance além do Sul do Brasil, com queda de temperatura em parte de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Oeste de Mato Grosso ao longo da semana.
O ar frio também deve alcançar o Peru e o Sul da Amazônia, com previsão de friagem em Rondônia, Acre e Sul do Amazonas, fenômeno em que a chegada de ar polar provoca queda atípica das temperaturas para os padrões da região, segundo reportagem publicada pela MetSul Meteorologia.
Antes de avançar sobre o Brasil, a massa de ar frio já havia provocado marcas muito baixas na Argentina, com mínimas de -8,5°C em Chapelco, -8,4°C em Maquinchao, -7,6°C em Uspallata, -7°C em Esquel e -5,3°C em Bariloche.
Com a combinação entre alta pressão, ar seco e noites mais abertas, o frio deve persistir por vários dias e deixar a semana com características típicas de inverno, mesmo ainda em maio, especialmente em áreas do Centro-Sul do Brasil.


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