Chegada da linha 2026 da Africa Twin ao Brasil marca nova fase da bigtrail com três versões, foco em tecnologia, conforto e uso misto, além de preços definidos, garantia ampliada e pacote eletrônico completo para estrada e fora de estrada.
A Honda vai colocar nas concessionárias brasileiras, a partir de janeiro de 2026, a linha CRF1100L Africa Twin 2026 em três versões, com motor de 1.084 cc, potência máxima de 99,3 cv e torque de 10,9 kgf.m.
A família mantém as opções de câmbio manual e de dupla embreagem DCT, além de trazer mudanças voltadas tanto ao uso fora de estrada quanto ao turismo, com destaque para a Adventure Sports, que passa a adotar roda dianteira de 19 polegadas e tanque maior, de 24,8 litros, para ampliar a autonomia.
A gama será vendida com garantia de três anos, sem limite de quilometragem, e incluirá o Honda Assistance por todo o período, com cobertura também em Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.
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O plano de revisões prevê a primeira manutenção em 1.000 km ou seis meses e, depois, intervalos de 6.000 km ou seis meses.
Em valores de referência para a cidade de São Paulo, sem frete e seguro, a Africa Twin MT tem preço sugerido de R$ 85.500.
A Africa Twin DCT sai por R$ 96.346, e a Adventure Sports DCT chega a R$ 116.513, segundo a tabela divulgada para a linha 2026.
Atualizações da Honda Africa Twin 2026

A Africa Twin voltou a ganhar uma atualização de portfólio em meio a um ciclo que começou no fim de 2015, quando a Honda apresentou ao mercado mundial uma nova geração de bigtrail batizada com o nome “Africa Twin”, resgatando a denominação usada em modelos marcantes entre 1988 e 2002.
Desde então, o projeto evoluiu em eletrônica e ergonomia, mantendo a proposta de motocicleta voltada à aventura.
No início de 2025, as CRF1100L receberam novas combinações de cores e grafismos.
Na prática, a mudança mais relevante preservada para a linha 2026 está concentrada na Africa Twin Adventure Sports, que passa a usar aro 19 na dianteira, enquanto as demais versões seguem com aro 21, configuração tradicional para priorizar o desempenho em terrenos irregulares.
Versões da Africa Twin e proposta de uso
A linha 2026 continua organizada em três variantes, com foco distinto.
As versões CRF1100L Africa Twin MT e CRF1100L Africa Twin DCT são as que mantêm uma orientação mais clara para trilhas e trechos de terra.
Nelas, o tanque de 18,8 litros é citado como fator que ajuda na agilidade e reforça o comportamento mais “rally”, combinado a linhas de estilo agressivo.
Já a CRF1100L Africa Twin Adventure Sports DCT é apresentada como opção de vocação mais turística.

Além de ser oferecida apenas com câmbio DCT, traz o tanque de 24,8 litros, assento com proposta de maior conforto e a roda dianteira de 19 polegadas, pacote pensado para deslocamentos longos e estabilidade no asfalto sem abrir mão da robustez.
Motor, ciclística e suspensões eletrônicas
Todas as versões compartilham o bicilíndrico paralelo de 1.084 cc, com os mesmos números de potência e torque.
A diferença central aparece no conjunto de suspensões, principalmente nas versões com DCT, que recebem destaque por contar com o sistema Showa EERA (Electronically Equipped Ride Adjustment), com gerenciamento eletrônico do amortecimento.
Segundo a configuração divulgada para o modelo, o ajuste permite adaptar o comportamento das suspensões a diferentes cenários de pilotagem e também modificar a pré-carga traseira mesmo com a motocicleta em movimento.
A base estrutural segue ancorada em um quadro de aço, com balança traseira de alumínio derivada da CRF450R e geometria inspirada na competição, combinando curso elevado de suspensão e boa distância livre do solo.

Na linha 2026, a Adventure Sports adota medidas próprias por causa da roda 19 e do curso de suspensão diferente, enquanto as demais versões preservam o conjunto mais voltado ao off-road.
Pacote eletrônico e modos de pilotagem
O pacote de assistência continua centrado em uma IMU de seis eixos, que gerencia sistemas como o Honda Selectable Torque Control (HSTC) com sete níveis, o controle de empinada com três níveis, o Cornering ABS e recursos voltados à estabilidade em frenagens e acelerações.
Nas versões com DCT, a unidade também atua com detecção de curvas para modular a operação do câmbio.
A Honda mantém quatro modos pré-definidos de pilotagem, “Urban”, “Tour”, “Gravel” e “Off-Road”, além de dois perfis configuráveis, “User” 1 e 2.
Na prática, o conjunto altera parâmetros de entrega de potência, freio motor, intervenção do controle de tração e atuação do ABS.
Ergonomia, conforto e conectividade

A posição de pilotagem segue como um dos pilares do projeto, com guidão alto e assento pensado para facilitar o controle em baixa velocidade e a condução em terrenos irregulares.
Nas versões Africa Twin, a altura do banco é ajustável entre 850 mm e 870 mm em relação ao solo.
No visual, a carenagem frontal e o estudo aerodinâmico buscam reduzir a pressão de vento sobre a parte superior do corpo em rodovias.
A linha 2026 também passa a contar com para-brisa com cinco níveis de regulagem de altura, item voltado a ampliar a proteção em viagens.
O conjunto de iluminação traz farol duplo de LED e luzes de circulação diurnas (DRL).
O cruise control aparece como item de série.
No cockpit, o painel TFT “touchscreen” de 6,5 polegadas concentra comandos e informações, com Apple CarPlay, Android Auto e suporte a aplicativos de navegação.
A proposta é simplificar a interação com o sistema e reduzir distrações, ao concentrar a conectividade na tela e nos controles do guidão.
Com preços que vão de R$ 85.500 a R$ 116.513 e três perfis de uso bem definidos, qual versão da Africa Twin 2026 faz mais sentido para o tipo de estrada — ou de trilha — que você encara no dia a dia?

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