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No Brasil, existe uma cidade histórica onde o mar invade as ruas de propósito para lavar o calçamento, e esse cenário único ajudou o lugar a virar Patrimônio Mundial da UNESCO com mais de 65 ilhas e cerca de 90 praias

Publicado em 12/04/2026 às 15:45
Atualizado em 12/04/2026 às 15:47
Assista o vídeoCidade, Paraty
Imagem: Ilustração
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Em Paraty, a maré invade ruas de pedra do século XVIII, enquanto centro histórico, ilhas, praias e tradições reforçam valor cultural

Paraty mantém um traço urbano do século XVIII: a maré invade as ruas de pedra e lava o centro histórico. A cena ajuda a explicar a força histórica, cultural e natural ainda.

Cidade preservada pelo isolamento

Fundada no século XVII, Paraty virou o principal porto de escoamento do ouro das Minas Gerais pelo Caminho do Ouro. A função estratégica colocou a cidade no centro da circulação de riquezas coloniais.

Com a abertura de novas rotas e o declínio da mineração, Paraty perdeu importância e foi praticamente esquecida. O isolamento, porém, preservou ruas, igrejas e casarões intactos.

A rodovia Rio-Santos, nos anos 1970, recolocou Paraty no mapa turístico. O que parecia abandono revelou um conjunto urbano preservado desde o século XVIII, cercado por paisagens.

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O IPHAN tombou o conjunto em 1958. Em 2019, a UNESCO reconheceu Paraty e Ilha Grande como Patrimônio Mundial na categoria de sítio misto, o primeiro do Brasil e da América Latina a unir patrimônio cultural e natural.

Em 2025, a Forbes incluiu Paraty entre as 50 vilas mais bonitas do mundo. Casarões com abacaxis esculpidos nas fachadas simbolizavam nobreza e hospitalidade.

O que ver em Paraty

Paraty reúne mais de 65 ilhas, cerca de 90 praias catalogadas e um centro histórico onde carros não entram.

No centro histórico, o visitante encontra calçamento em pedras irregulares, casarões coloniais, igrejas, galerias de arte e restaurantes. Tudo é feito a pé, em uma área fechada para veículos.

O Saco do Mamanguá é considerado o único fiorde tropical do Brasil. O local reúne águas calmas e montanhas cobertas de Mata Atlântica, com acesso por barco ou caiaque.

Na Praia do Cachadaço, em Trindade, piscinas naturais entre rochas atraem visitantes. O acesso pode ser feito por trilha curta ou barco, em área cercada por reserva de Mata Atlântica.

O Caminho do Ouro guarda trecho preservado da estrada colonial que ligava Paraty às minas. Com calçamento original em pedra, o percurso pode ser feito em trilha guiada de 2 horas.

O Forte Defensor Perpétuo, construído em 1822, abriga museu com peças de artilharia e vista da baía. O canal Vamos Fugir Blog apresenta guia sobre centro histórico, praias, cachoeiras e gastronomia.

Festas, cachaça e gastronomia

Paraty se destaca pela agenda cultural. Desde 2017, é Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO. Festas e eventos ajudam a manter o fluxo de visitantes.

A FLIP, realizada todo julho desde 2003, é um dos maiores eventos literários da América do Sul. Em agosto, o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores celebra a tradição dos alambiques.

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A produção artesanal de cachaça integra a identidade local. Alambiques como Engenho D’Ouro e Pedra Branca recebem visitantes com visitas guiadas, degustações e explicações sobre a destilação.

A Festa do Divino Espírito Santo reforça o peso das celebrações religiosas em Paraty. Cortejos e música ocupam as ruas do centro histórico há gerações.

Melhor época e acesso

De maio a setembro, o período mais seco favorece trilhas e passeios pelo centro histórico. No verão, as praias ficam movimentadas, e a agenda de eventos ganha força.

Paraty fica a 250 km do Rio de Janeiro e a 300 km de São Paulo. O acesso é pela rodovia Rio-Santos, a BR-101.

Não há aeroporto comercial em Paraty. Os aeroportos mais próximos são Galeão e Guarulhos, ambos a cerca de 4 horas de carro. Ônibus rodoviários fazem diariamente a ligação com Rio e São Paulo.

Paraty é destino em que o abandono virou proteção. Entre o mar, a mata e o patirmônio colonial, a cidade preservou uma identidade singular, onde a gstronomia, a história e a paisagem seguem lado a lado.

Com informações de Correio Braziliense.

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Romário Pereira de Carvalho

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