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Elas começaram testando receitas depois do trabalho e o negócio disparou: chocolate diferente virou empresa e faturou US$ 40 mil em apenas 30 dias

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/03/2026 às 10:31
Atualizado em 11/03/2026 às 10:32
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O negócio criado por Lindsey Goodstein e Charlotte Cruze começou como um experimento culinário feito após o trabalho, em dezembro de 2019, e rapidamente ganhou escala após o lançamento da marca Alice Mushrooms, alcançando faturamento de US$ 40 mil no primeiro mês e expansão para varejo e e-commerce

Um negócio iniciado em dezembro de 2019 na cozinha de Lindsey Goodstein evoluiu rapidamente para uma empresa de chocolates funcionais com cogumelos. O projeto, que começou como atividade paralela, faturou US$ 40 mil no primeiro mês e rapidamente atingiu seis dígitos em receita.

O negócio foi criado por Lindsey Goodstein, 35, de Venice Beach, Califórnia, e Charlotte Cruze, 33, do Brooklyn, Nova York. As duas são cofundadoras da Alice Mushrooms, empresa que vende chocolates funcionais formulados com cogumelos, nootrópicos e adaptógenos voltados ao bem-estar.

Quando o projeto começou, Goodstein trabalhava em vendas farmacêuticas e atuava como DJ nas horas vagas. Cruze, por sua vez, conciliava diversas atividades enquanto cursava mestrado em estudos alimentares na Universidade de Nova York.

A iniciativa surgiu inicialmente como um experimento doméstico. Goodstein começou a produzir chocolates funcionais à noite, depois do trabalho, buscando criar uma alternativa de suplemento que fosse mais agradável ao paladar e com absorção diferente das cápsulas tradicionais.

Experimentos culinários deram origem ao negócio paralelo

O negócio começou oficialmente em dezembro de 2019, quando Goodstein passou a testar receitas de chocolate com cogumelos na própria cozinha. O objetivo era desenvolver um produto que combinasse suplementos com uma experiência de consumo mais saborosa.

Para isso, ela adquiriu diferentes suplementos e passou horas pesquisando em fóruns online. Parte da inspiração veio da experiência profissional que possuía na indústria farmacêutica, que ajudou na compreensão dos métodos de administração e absorção de substâncias.

A proposta era criar suplementos de cogumelos que tivessem sabor agradável e pudessem apresentar efeito percebido de forma mais imediata. A iniciativa surgiu como um experimento pessoal, mas rapidamente começou a ganhar forma como um possível negócio.

Goodstein afirmou que, antes mesmo de desenvolver os primeiros produtos, foi necessário definir o nome da marca. Segundo ela, não era possível estruturar o projeto sem um nome claro e um ponto de vista definido para o negócio.

Primeiros passos envolveram marca, embalagem e investimento inicial

Depois da definição do nome, os próximos passos incluíram a criação da marca e da identidade visual. Uma amiga próxima de Goodstein, que trabalhava como designer gráfica, ajudou a criar o primeiro logotipo da empresa.

Com isso, ela conseguiu imprimir os primeiros rótulos e começar a estruturar o produto. Nos primeiros momentos, porém, o negócio enfrentou dificuldades operacionais e exigiu improvisos durante o desenvolvimento inicial.

Goodstein contou que chegou a comprar papel-alumínio em uma loja de cosméticos para embalar os chocolates produzidos nos testes iniciais. O processo envolveu diversas tentativas, pesquisas e ajustes até que o projeto conseguisse gerar a primeira receita.

O ponto de virada ocorreu quando ela encontrou um investidor disposto a apostar no projeto. O investimento inicial foi de US$ 100 mil em uma rodada pré-seed, valor utilizado para financiar o desenvolvimento do produto e da embalagem.

Esse aporte também contribuiu para consolidar o negócio e trazer Charlotte Cruze como cofundadora da empresa. A partir desse momento, as duas passaram a trabalhar juntas na expansão da marca.

Ferramentas digitais ajudaram a estruturar o negócio

Durante o desenvolvimento do negócio, as fundadoras também recorreram a ferramentas digitais que ajudaram a organizar as operações e acelerar a criação de materiais.

Goodstein destacou o uso do serviço de e-mail Superhuman, que segundo ela facilitou a organização das comunicações da empresa. A ferramenta permitiu manter agilidade nas tarefas e gerenciar o fluxo de trabalho por meio de atalhos de teclado.

Cruze também citou plataformas de design como Canva e Figma como recursos importantes para o desenvolvimento da marca. Segundo ela, essas ferramentas permitiram criar materiais visuais sem depender exclusivamente de designers externos.

Para empresas em estágio inicial, a possibilidade de produzir layouts e conteúdos de forma independente pode reduzir custos e acelerar processos. As fundadoras afirmaram que esse tipo de autonomia foi relevante na fase inicial do negócio.

Produzir chocolate revelou desafios inesperados

Apesar do crescimento inicial, o negócio também enfrentou obstáculos operacionais. Um dos principais desafios relatados por Goodstein foi lidar com o processo de derreter chocolate.

Segundo ela, trabalhar com chocolate envolve uma barreira de entrada técnica maior do que muitas pessoas imaginam. O processo exige controle de temperatura e condições adequadas de produção para garantir consistência no produto.

A situação ficou ainda mais complexa porque a empresa foi lançada durante o verão mais quente já registrado. O calor tornou a manipulação do chocolate ainda mais difícil durante os primeiros meses do negócio.

Além disso, as fundadoras destacaram que empresas de suplementos lidam com expectativas específicas dos consumidores. Segundo Cruze, clientes frequentemente buscam informações relacionadas a saúde, sono, funcionamento cerebral e outros aspectos do bem-estar.

Isso exige que o negócio esteja preparado para responder dúvidas, explicar fórmulas e orientar consumidores. Em muitos casos, também é necessário reconhecer quando determinadas perguntas exigem orientação médica especializada.

Alta demanda exigiu atuação direta na produção

O crescimento rápido do negócio também gerou situações inesperadas na operação. Durante o período de festas de fim de ano, a demanda superou a capacidade da fábrica responsável pela produção.

Segundo Goodstein, a unidade industrial não tinha funcionários suficientes para atender todos os pedidos. Diante da situação, as duas fundadoras decidiram ir pessoalmente à fábrica e trabalhar na linha de produção.

Durante uma semana, elas participaram do processo manual de enlatamento dos chocolates. O trabalho foi realizado em uma câmara frigorífica, utilizando equipamentos de proteção como luvas e toucas.

Enquanto isso acontecia, a empresa recebeu destaque em veículos como Goop e Forbes. A exposição aumentou ainda mais o volume de pedidos, tornando aquele período um momento de intensa atividade para o negócio.

Cruze também relatou um erro ocorrido no início da operação envolvendo um código QR. O código direcionava os clientes para uma mensagem de SMS com o texto “oi Alice”, iniciando uma sequência de comunicação.

O problema foi que o QR Code estava vinculado ao telefone pessoal de Cruze. Como não era possível alterar o código depois de impresso, os primeiros 16 mil clientes enviaram mensagens diretamente para o número dela.

Segundo a fundadora, ela acabou respondendo pessoalmente a cada uma dessas mensagens. A situação revelou um desafio inesperado da fase inicial do negócio.

Receita inicial mostrou potencial do produto

De acordo com Goodstein, os resultados financeiros iniciais indicaram rapidamente que havia demanda pelo produto. O negócio faturou US$ 40 mil já no primeiro mês de operação.

Esse desempenho foi interpretado pelas fundadoras como um sinal claro de que os consumidores estavam interessados no produto. Segundo ela, muitos clientes voltavam a comprar e indicavam a marca para outras pessoas.

Pouco tempo depois, a empresa alcançou receitas na casa de seis dígitos. Diante do crescimento, as fundadoras passaram a dedicar tempo integral ao desenvolvimento do negócio.

Cruze afirmou que não havia outra alternativa diante do ritmo de crescimento. Desde o primeiro dia de vendas, o volume de pedidos exigiu dedicação total das duas cofundadoras.

Expansão do varejo impulsiona nova fase de crescimento

Atualmente, a empresa afirma estar em uma fase de hiper-crescimento. O negócio concluiu uma rodada de financiamento Série A e ampliou sua equipe, passando de duas fundadoras para um grupo maior de colaboradores.

Segundo Goodstein, o varejo tem sido um dos principais motores de expansão da empresa. O número de pontos de venda foi triplicado, ampliando a presença da marca no mercado.

As colaborações também se tornaram parte da estratégia de crescimento. Um dos projetos citados foi uma parceria com a série “The Last of Us”, da HBO, que gerou visibilidade para a marca.

Outra colaboração ocorreu no Dia dos Namorados com a rede Joe & The Juice. O chocolate Happy Ending foi utilizado em um smoothie e uma bebida de café voltados ao bem-estar sexual.

Cruze afirmou que o crescimento atual do negócio está ligado à expansão do varejo nacional, ao desempenho do comércio eletrônico e ao foco em lucratividade. Segundo ela, a empresa construiu uma base sólida e agora busca ampliar a escala das operações.

Parceria entre fundadoras é apontada como fator central

Para as duas empreendedoras, um dos aspectos mais importantes do negócio é a parceria entre as cofundadoras. Goodstein afirmou que trabalhar com Cruze tem sido um elemento fundamental na condução da empresa.

Ela destacou que o trabalho conjunto permitiu enfrentar desafios operacionais e acompanhar o crescimento acelerado da marca. Segundo a fundadora, a experiência também envolve construir algo que impacte a rotina dos consumidores.

Cruze também afirmou que valoriza o trabalho em equipe dentro da empresa. Para ela, reunir profissionais com habilidades diversas e comprometidos com um objetivo comum é uma das partes mais gratificantes de administrar o negócio.

Conselhos para quem quer iniciar um negócio

Ao comentar sobre aprendizados do processo, Goodstein destacou a importância de focar em etapas pequenas e progressivas. Segundo ela, empreendedores devem concentrar atenção no próximo passo necessário para desenvolver o projeto.

Ela também afirmou que é importante validar a demanda antes de expandir uma ideia. Para isso, recomenda testar versões simples do produto e observar a reação do mercado antes de investir em estruturas maiores.

Cruze acrescentou que compreender os próprios pontos fortes e limitações é fundamental ao iniciar um negócio. Segundo ela, buscar sócios ou colaboradores com habilidades complementares pode fortalecer a estrutura da empresa.

Para a fundadora, a diversidade de competências e perfis dentro de uma equipe pode contribuir para o desenvolvimento de projetos mais robustos e sustentáveis ao longo do tempo.

Fonte: entrepreneur

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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