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Um aluguel de cerca de US$ 500 milhões: como um navio-sonda de águas ultraprofundas, equipado com DP3 e BOP de 15.000 psi, se tornou essencial para operações offshore onde o erro não é opção

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 12/12/2025 às 13:25
Atualizado em 13/12/2025 às 18:12
Assista o vídeoUm BOP de 15.000 psi, linhas de choke na mesma faixa de pressão e especificação para H₂S: o pacote de controle de poço que coloca um navio-sonda entre os mais preparados para ambientes de maior severidade operacional
Um BOP de 15.000 psi, linhas de choke na mesma faixa de pressão e especificação para H₂S: o pacote de controle de poço que coloca um navio-sonda entre os mais preparados para ambientes de maior severidade operacional
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Unidade de águas ultraprofundas combina DP3, BOP de 15.000 psi e grande capacidade logística, e tem contrato de três anos com a Petrobras.

Por que a Valaris DS-8 virou referência em águas ultraprofundas

A Valaris DS-8 é um navio-sonda projetado para operações onde margem de erro é mínima. O foco é trabalhar com segurança e desempenho em cenários de perfuração offshore de alta complexidade.

O que coloca a unidade nesse patamar é a capacidade de atuar em condições exigentes, com estrutura pensada para longas campanhas. Isso inclui desde a estabilidade em mar aberto até o volume de insumos e equipamentos necessários para manter o ritmo de operação.

Profundidade de operação: o “teto” de projetos desafiadores

Entre os números que mais impressionam está o limite operacional informado para o tipo de missão que a DS-8 assume. A unidade tem classificação para operar em até 12.000 pés de lâmina d’água, equivalente a cerca de 3.658 metros.

Na perfuração, o limite citado é ainda mais expressivo. A sonda é indicada para perfurar até 40.000 pés de profundidade total, o que a posiciona em projetos que demandam alto desempenho e confiabilidade.

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Posicionamento dinâmico e potência: estabilidade para trabalhar com precisão

Para se manter estável sobre o poço, a DS-8 é especificada com classe de posicionamento dinâmico DPS-3, referência associada ao padrão DP3 em diversas descrições do mercado. No texto, esse tipo de configuração aparece como um diferencial valorizado em operações críticas, por oferecer redundância elevada e maior robustez operacional.

O pacote de potência também é compatível com uma unidade de ponta. O texto técnico de referência informa a presença de seis motores principais Wärtsilä e seis propulsores azimutais Rolls-Royce de 5,5 MW cada, uma combinação projetada para sustentar o posicionamento dinâmico e a performance em mar aberto, mesmo em condições adversas.

Içamento, equipamentos e tecnologia para enfrentar o mar

A DS-8 traz um conjunto voltado ao ganho de eficiência em janelas de mar mais exigentes. Segundo o texto, o derrick tem capacidade principal de 1.250 toneladas, com regime simultâneo indicado de até 1.750 toneladas, ampliando a flexibilidade operacional durante campanhas complexas.

O texto também destaca a adoção de top drives NOV TDX 1250 e drawworks com sistema AHD, tecnologia associada à compensação ativa do movimento vertical do mar. Na prática, conforme descrito no texto, esse tipo de solução contribui para manter a operação mais estável quando o estado do mar impõe maiores desafios à perfuração.

Controle de poço: BOP de 15.000 psi e especificação para H₂S

Outro ponto de destaque da DS-8 está no controle de poço. O texto base aponta um BOP com rams de 15.000 psi, além de linhas de choke com trecho upstream igualmente especificado para 15.000 psi, reforçando o foco em segurança e confiabilidade.

O texto também menciona a classificação para H₂S no manifold. Esse nível de especificação ajuda a explicar, conforme o próprio texto indica, por que a unidade é direcionada a ambientes de maior severidade operacional e elevada exigência regulatória.

Logística embarcada e heliponto: estrutura para campanhas longas

A parte logística é tratada como uma das forças do navio-sonda. No texto, a DS-8 aparece com carga variável de convés indicada em 22.000 toneladas, além de grandes capacidades de armazenagem, como diesel (42.020 bbl), drillwater (22.424 bbl) e lama líquida (16.420 bbl), entre outros volumes relevantes para operações de longa duração.

O sistema de riser citado no texto base acompanha esse mesmo perfil operacional, com riser de 10.050 pés e tensionamento total indicado de 3,6 milhões de libras. O texto também informa acomodação para 200 pessoas e heliponto especificado para helicópteros do tipo EH101, reforçando a autonomia da unidade em campanhas extensas.

No Brasil, a certificação de helideque publicada pela Marinha do Brasil, por meio da DPC, é mencionada no texto como enquadrando a unidade na categoria de “navio sonda”, com área de atuação prevista nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. O documento citado no texto menciona altura de 36,00 metros, resistência do piso de 14,6 toneladas e comprimento máximo de helicóptero de 22,80 metros, além de listar a Ensco do Brasil Petróleo e Gás Ltda. como operadora, com validade até 23/10/2026.

Quem contrata no Brasil: Petrobras e o contrato bilionário em foco

No recorte brasileiro, a empresa destacada no texto base é a Petrobras. O texto aponta que a Valaris comunicou um contrato de três anos com a estatal, mencionando a reativação da unidade e um valor total anunciado em torno de US$ 500 milhões.

Nesse pacote contratual, o texto também registra uma taxa de mobilização de aproximadamente US$ 30 milhões. O período de afretamento é descrito no texto como compreendido entre dezembro de 2023 e dezembro de 2026, com a observação de que o valor final pode variar conforme a metodologia de contabilização da mobilização e de serviços adicionais.

O que pode acontecer depois do contrato atual

Os próximos desdobramentos ainda dependem de novas licitações e da estratégia comercial da Valaris. O texto base indica que a DS-8 passa a entrar no radar de continuidade à medida que se aproxima o término do contrato vigente.

Nesse cenário, conforme avaliado no texto, o Brasil segue como um mercado altamente disputado para unidades de águas ultraprofundas. Esse contexto tende a ampliar o interesse por sondas com especificações de alto nível, especialmente aquelas capazes de sustentar campanhas longas e tecnicamente exigentes.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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