O reconhecimento da banana do Vale do Ribeira como Indicação Geográfica pelo INPI protege a origem da produção de Cavendish e Prata, abrange 13 municípios paulistas e reforça o peso da região, que concentra 7,07% de toda a área nacional destinada à bananicultura
A banana do Vale do Ribeira conquistou a Indicação Geográfica (IG) para as variedades Cavendish e Prata, reconhecimento emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que fortalece o setor produtivo e consolida a região como um dos grandes polos da fruta no Brasil. Com o registro, o nome “Vale do Ribeira-SP” passa a ficar protegido e identifica oficialmente a origem das bananas produzidas na área delimitada.
Emitida pelo INPI, a Indicação Geográfica reconhece produtos ou serviços com origem geográfica específica que apresentam qualidades, tradição ou reputação vinculadas ao local de produção. No estado de São Paulo, essa foi a 14ª IG conquistada.
Banana do Vale do Ribeira ganha selo e proteção de origem
O reconhecimento abrange as variedades Cavendish, também conhecida como Nanica, e Prata, e cria um diferencial para a produção regional. A medida impulsiona o setor produtivo e abre novas oportunidades de mercado para os produtores do Vale do Ribeira.
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A iniciativa contou com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI). Em São Paulo, cabe à Secretaria emitir o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica, enquanto a CATI recebe, protocola e encaminha a documentação para análise de uma comissão técnica responsável por avaliar o pedido.
No processo de solicitação da IG da banana, a CATI Regional de Registro participou ativamente da articulação institucional. A regional esteve presente em reuniões estratégicas com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR) e com parceiros como o IFSP e o Sebrae.
Região fortalece produção de banana com apoio institucional
Esses encontros ajudaram a definir tecnicamente o recorte territorial da Indicação Geográfica e também contribuíram para a construção coletiva do Caderno de Especificações Técnicas. O documento reuniu normas de produção alinhadas à realidade local, estabelecendo a base técnica do reconhecimento.
Tais Canola, chefe de Divisão da CATI Regional de Registro, afirmou que a IG abre um novo horizonte para o bananicultor ao proteger a origem das variedades Cavendish e Prata e ao gerar oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. Ela também destacou que a conquista funciona como ferramenta de desenvolvimento regional, combate a desvalorização do produto e assegura um diferencial competitivo que fortalece a sustentabilidade das comunidades rurais.
Augusto Aranha, presidente da ABAVAR, afirmou que o selo impulsiona a agricultura da região, principalmente a familiar. Para ele, a conquista reafirma o compromisso do Vale do Ribeira com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece quem vive da produção rural.
Histórico da bananicultura e área atendida pela indicação
A banana está entre as frutas mais consumidas no mundo e tem presença em todo o Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira, onde os solos mais adequados e menos sujeitos a inundações favoreceram a expansão da atividade.
Na delimitação geográfica da IG da banana do Vale do Ribeira, foram incluídos 13 municípios: Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Iporanga, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras. A definição desse território foi parte central do processo de reconhecimento.
A Indicação Geográfica reforça a força do Vale do Ribeira na produção estadual e nacional da banana. Dados do IBGE e do Projeto LUPA mostram que a região corresponde a 7,07% de toda a área nacional destinada à bananicultura, consolidando o peso da banana produzida no Vale do Ribeira no cenário brasileiro.

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