Mobilização levou cimento, tijolos e pedreiros, mas ainda faltavam itens como madeira e cerâmica para concluir a casa
A história de Abigail Carvalho ganhou novos capítulos em Teresina em 2020. Depois de tentar construir a própria casa com as próprias mãos para morar com a filha, ela passou a receber doações de materiais e também mão de obra para levantar o imóvel.
O objetivo permaneceu o mesmo naquele período: garantir um teto para viver com Nicole, de 2 anos, com mais segurança e espaço. A construção ficava no bairro Angelim, na zona sul de Teresina.
O que aconteceu e por que isso chamou atenção
A tentativa de levantar a casa sozinha comoveu dezenas de pessoas. A partir disso, começaram a chegar doações e ofertas de ajuda para acelerar a obra.
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A mobilização incluiu materiais de construção e o apoio de profissionais dispostos a colocar a casa de pé. Isso reduziu o peso do trabalho físico que ela vinha enfrentando sozinha.
Como era a rotina de Abigail naquele momento
No começo de 2020, Abigail trabalhava como babá. Com a chegada da pandemia da Covid 19, ela foi afastada do trabalho e passou a viver com meio salário mínimo e o benefício do Bolsa Família.
Ela morava com a filha na casa de irmãos e descrevia a falta de espaço no dia a dia. Ela dizia que as duas dormiam na sala, porque não havia lugar suficiente.
Por que ter uma casa própria virou prioridade
Abigail relatava que morava com o pai da criança, mas ele as deixou quando ela estava grávida de três meses. Como viviam de aluguel, ela não conseguiu manter os custos e foi morar com os irmãos.
A construção da casa representava a chance de recomeçar com estabilidade. O plano era levantar uma moradia simples e funcional, com o básico para viver com a filha.
O terreno e o esforço para manter os pagamentos
Em 2018, Abigail conseguiu comprar um terreno por meio da ajuda da cunhada. Desde então, ela se desdobrava para pagar as parcelas e juntar dinheiro para comprar materiais.
Esse esforço continuou mesmo com a renda apertada. As doações passaram a aliviar parte desse caminho, principalmente na etapa inicial da obra.
Quais materiais ela já tinha e o que ainda faltava
Ela afirmava que já havia conseguido cimento e tijolos suficientes para a construção. Também contou que recebeu a doação de 500 tijolos e ainda precisava buscar esse material.
Mesmo com esse avanço, ainda existiam itens pendentes para seguir com a obra. Ela apontava a falta de materiais como madeira e cerâmica, necessários para concluir etapas importantes.
O que mudou com a chegada dos pedreiros
Abigail chegou a tentar construir a residência sozinha por algum tempo. Depois, pedreiros a procuraram e decidiram levantar a casa para ela.
Ela interrompeu a tentativa individual após ouvir alertas sobre o risco de falta de experiência e de a estrutura cair. Com a ajuda oferecida, o trabalho ganhou mais segurança e aumentou a chance de a casa sair do papel.
A mobilização em torno de Abigail Carvalho transformou, em 2020, uma obra solitária em um esforço coletivo no bairro Angelim, na zona sul de Teresina. As doações de cimento, tijolos e a chegada de pedreiros abriram caminho para a construção avançar.
Mesmo assim, a casa ainda dependia de materiais como madeira e cerâmica para seguir até o fim. O foco, naquele momento, permaneceu em garantir um lar simples, mas digno, para viver com Nicole, de 2 anos, com mais espaço e segurança.


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