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Mulher larga emprego após jornada insana de 43 horas seguidas, enfrenta burnout aos 30 anos, troca escritório por montanhas, assume empresa de guias em Utah e consegue triplicar o negócio desde 2020

Publicado em 03/03/2026 às 16:34
Mulher, Empresa, Burnout
Imagem: Divulgação
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Ex-consultora da Bain abandona carreira após jornada de 43 horas seguidas, enfrenta burnout aos 30 anos e triplica empresa de turismo outdoor em Utah desde 2020

A ex-consultora Sunny Stroeer deixou a Bain em 2015, pouco antes dos 30 anos, após enfrentar uma jornada de 43 horas consecutivas e um quadro de burnout; anos depois, reconstruiu a carreira no setor outdoor e triplicou sua empresa em Utah desde 2020.

A trajetória de Sunny Stroeer na consultoria estratégica seguia promissora até a decisão de ruptura. Em 2015, às vésperas de completar 30 anos, ela optou por deixar a empresa após vivenciar um episódio extremo de trabalho contínuo que redefiniu suas prioridades profissionais e pessoais.

Jornada de 43 horas seguidas expôs quadro de burnout

O ponto de inflexão ocorreu durante um projeto marcante, quando trabalhou por 43 horas ininterruptas.

Sob pressão intensa e prazos restritos, passou a interromper subordinados após poucas palavras, priorizando respostas diretas diante da escassez de tempo.

Ela afirma que o desconforto não estava ligado à capacidade técnica. Segundo seu relato, o caso foi concluído com êxito, com cliente e sócio satisfeitos.

Ainda assim, percebeu sinais claros de burnout e de esgotamento acumulado ao longo do tempo.

A avaliação pessoal foi de que estava se tornando excessivamente orientada a resultados, movida por ambição constante e insegurança.

Na sua leitura, essas características eram reforçadas pelo ambiente corporativo, contribuindo para o quadro de desgaste.

Decisão de deixar a consultoria e buscar novo rumo

Diante do esgotamento, decidiu “puxar o freio de emergência” e encerrar a carreira na consultoria. Sem visualizar alternativas dentro daquele contexto, optou por sair e reservar um período para atividades que lhe proporcionavam alegria genuína.

Nos meses seguintes, dedicou-se a experiências ao ar livre e aventuras. Inicialmente, não havia um plano estruturado.

Após dois meses imersa nesse novo cotidiano, concluiu que desejava permanecer naquele ambiente profissional.

Passou então a investir na construção de uma carreira como atleta profissional de aventura, voltada a grandes desafios, escaladas e corridas de resistência.

Atuação no setor outdoor e equidade de gênero

A vivência como mulher nas montanhas também influenciou sua trajetória. Ao enfrentar situações explícitas de preconceito de gênero, decidiu ampliar sua atuação na promoção de mudanças no setor.

Com o tempo, estruturou negócios ligados ao turismo de aventura. Tornou-se proprietária de um serviço de guias em Utah e fundou uma empresa de expedições dedicada a viagens de mulheres ao redor do mundo.

Também assumiu a direção executiva de uma organização voltada à equidade de gênero em aventuras ao ar livre, ampliando sua atuação institucional.

Crise da Covid-19 e crescimento da empresa após 2020

Dias antes da chegada da pandemia de Covid-19, assumiu o serviço de guias em Utah e enfrentou risco iminente de falência. O cenário representou o momento mais desafiador como empresária.

Aplicando métodos e ferramentas aprendidos na consultoria, reorganizou a operação. Desde 2020, a empresa triplicou de tamanho, consolidando a nova fase profissional após o período de burnout.

Ela afirma que as competências desenvolvidas na consultoria, como análise estratégica e decisões sob pressão, continuam presentes em expedições de alto risco, onde escolhas podem ter consequências graves.

Hoje, reconhece que o esgotamento não foi provocado exclusivamente pela empresa, mas também por traços pessoais como a busca constante por excelência e impacto, agora administrados de forma mais consciente.

Com informações de Business Insider.

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Romário Pereira de Carvalho

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