Ex-consultora da Bain abandona carreira após jornada de 43 horas seguidas, enfrenta burnout aos 30 anos e triplica empresa de turismo outdoor em Utah desde 2020
A ex-consultora Sunny Stroeer deixou a Bain em 2015, pouco antes dos 30 anos, após enfrentar uma jornada de 43 horas consecutivas e um quadro de burnout; anos depois, reconstruiu a carreira no setor outdoor e triplicou sua empresa em Utah desde 2020.
A trajetória de Sunny Stroeer na consultoria estratégica seguia promissora até a decisão de ruptura. Em 2015, às vésperas de completar 30 anos, ela optou por deixar a empresa após vivenciar um episódio extremo de trabalho contínuo que redefiniu suas prioridades profissionais e pessoais.
Jornada de 43 horas seguidas expôs quadro de burnout
O ponto de inflexão ocorreu durante um projeto marcante, quando trabalhou por 43 horas ininterruptas.
-
Aos 28 anos, Bruno Guimarães só bateu três pênaltis na carreira, mas escalado no lugar de Vinicius Jr., acabou falhando justamente na cobrança mais importante contra a Noruega na Copa
-
Menino ouviu na escola que crianças na África não tinham água limpa, juntou dinheiro fazendo tarefas em casa e transformou uma única ideia infantil no primeiro poço que mudou uma comunidade em Uganda
-
Pedreiro deixa Goiás, vai para a França e diz faturar até € 2,5 mil (cerca de R$ 14,7 mil) por mês com reformas residenciais e chama a atenção nas redes sociais
-
Marinha dos EUA explodiu 230 kg de C-4 para afundar o porta-aviões USS Oriskany, que desceu em 37 minutos e virou o maior recife artificial do mundo
Sob pressão intensa e prazos restritos, passou a interromper subordinados após poucas palavras, priorizando respostas diretas diante da escassez de tempo.
Ela afirma que o desconforto não estava ligado à capacidade técnica. Segundo seu relato, o caso foi concluído com êxito, com cliente e sócio satisfeitos.
Ainda assim, percebeu sinais claros de burnout e de esgotamento acumulado ao longo do tempo.
A avaliação pessoal foi de que estava se tornando excessivamente orientada a resultados, movida por ambição constante e insegurança.
Na sua leitura, essas características eram reforçadas pelo ambiente corporativo, contribuindo para o quadro de desgaste.
Decisão de deixar a consultoria e buscar novo rumo
Diante do esgotamento, decidiu “puxar o freio de emergência” e encerrar a carreira na consultoria. Sem visualizar alternativas dentro daquele contexto, optou por sair e reservar um período para atividades que lhe proporcionavam alegria genuína.
Nos meses seguintes, dedicou-se a experiências ao ar livre e aventuras. Inicialmente, não havia um plano estruturado.
Após dois meses imersa nesse novo cotidiano, concluiu que desejava permanecer naquele ambiente profissional.
Passou então a investir na construção de uma carreira como atleta profissional de aventura, voltada a grandes desafios, escaladas e corridas de resistência.
Atuação no setor outdoor e equidade de gênero
A vivência como mulher nas montanhas também influenciou sua trajetória. Ao enfrentar situações explícitas de preconceito de gênero, decidiu ampliar sua atuação na promoção de mudanças no setor.
Com o tempo, estruturou negócios ligados ao turismo de aventura. Tornou-se proprietária de um serviço de guias em Utah e fundou uma empresa de expedições dedicada a viagens de mulheres ao redor do mundo.
Também assumiu a direção executiva de uma organização voltada à equidade de gênero em aventuras ao ar livre, ampliando sua atuação institucional.
Crise da Covid-19 e crescimento da empresa após 2020
Dias antes da chegada da pandemia de Covid-19, assumiu o serviço de guias em Utah e enfrentou risco iminente de falência. O cenário representou o momento mais desafiador como empresária.
Aplicando métodos e ferramentas aprendidos na consultoria, reorganizou a operação. Desde 2020, a empresa triplicou de tamanho, consolidando a nova fase profissional após o período de burnout.
Ela afirma que as competências desenvolvidas na consultoria, como análise estratégica e decisões sob pressão, continuam presentes em expedições de alto risco, onde escolhas podem ter consequências graves.
Hoje, reconhece que o esgotamento não foi provocado exclusivamente pela empresa, mas também por traços pessoais como a busca constante por excelência e impacto, agora administrados de forma mais consciente.
Com informações de Business Insider.
