Projeto prevê um novo contorno rodoviário, 60,6 km de faixas adicionais, vias marginais e 20 passarelas no corredor das BR-060 e BR-153. As obras ainda dependem da reestruturação da concessão e das etapas técnicas previstas no programa.
Motoristas que cruzam a região de Goiânia sem precisar entrar nos trechos mais urbanizados poderão ganhar uma nova alternativa de circulação com o Contorno de Goiânia, planejado com 43,52 km de extensão. A intervenção integra a modernização da chamada Rota do Pequi, corredor formado por trechos das BR-060 e BR-153 entre Brasília e Hidrolândia, em Goiás.
O programa prevê R$ 4,3 bilhões em investimentos e ainda inclui 60,6 km de faixas adicionais, 19,41 km de vias marginais, 20 passarelas, 114 pontos de ônibus, seis passagens de fauna e um Ponto de Parada e Descanso para caminhoneiros.
O contorno, porém, ainda não estava em construção até outubro de 2026. A execução depende do avanço da reestruturação da concessão, da definição dos projetos técnicos e do cumprimento das próximas etapas contratuais.
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Novo contorno terá 43,52 km ao redor de Goiânia

A principal intervenção prevista é a criação de uma ligação externa para veículos que hoje atravessam segmentos mais urbanizados da capital goiana.
A ideia é oferecer um percurso alternativo para quem está apenas de passagem pela região.
Segundo a ANTT, o Contorno de Goiânia terá 43,52 km e fará parte do conjunto de melhorias da Rota do Pequi.
Na prática, parte do tráfego de longa distância poderá deixar de utilizar trechos mais integrados ao tecido urbano.
Isso tende a separar melhor viagens de passagem dos deslocamentos locais, embora o efeito real sobre o trânsito dependa do projeto final, das conexões com as rodovias existentes e da execução das obras.
A extensão anunciada também não significa que os 43,52 km já estejam disponíveis. O projeto ainda depende das etapas de concessão e implantação.
Rota do Pequi reúne trechos das BR-060 e BR-153

O contorno faz parte de um corredor mais amplo.
A Rota do Pequi reúne 211,6 km das BR-060 e BR-153, entre Brasília, no Distrito Federal, e Hidrolândia, em Goiás.
Esse trecho passou por uma reestruturação contratual.
A Concebra era responsável por uma concessão rodoviária mais extensa, posteriormente dividida em unidades distintas dentro de um processo de reorganização.
A Rota do Pequi passou então a ser tratada como uma concessão específica.
O modelo prevê ainda a transferência de controle da concessionária responsável pelo trecho.
Essa mudança empresarial é uma etapa da reestruturação, mas não deve ser confundida com o início automático de todas as obras previstas.
Faixas adicionais somam 60,6 km
Além do contorno, a modernização prevê 60,6 km de faixas adicionais em pista dupla.
Essas faixas não representam necessariamente a construção de outra rodovia paralela.
Elas serão acrescentadas em trechos determinados para aumentar a capacidade de circulação e ajudar a distribuir melhor o fluxo de veículos.
Em segmentos com grande volume de caminhões ou diferença de velocidade entre veículos, uma faixa adicional pode reduzir interferências e melhorar a fluidez.
O programa também prevê 19,41 km de vias marginais.
Essas vias paralelas têm outra função: separar parte dos acessos urbanos e locais do tráfego que continua diretamente pela rodovia.
Projeto prevê 20 passarelas e 114 pontos de ônibus
As intervenções não são voltadas apenas aos veículos.
O programa inclui 20 passarelas para pedestres, destinadas a locais definidos pelo projeto rodoviário.
A função é separar a travessia de pessoas do fluxo de automóveis e caminhões que circulam em velocidade mais elevada.
Também estão previstos 114 pontos de ônibus, considerando os deslocamentos de moradores e passageiros que utilizam transporte coletivo na região.
Essas estruturas mostram que a concessão envolve não apenas o tráfego de longa distância, mas também a relação das rodovias com áreas urbanizadas e comunidades próximas.
Passagens de fauna e ponto de descanso também entram no pacote
O planejamento inclui ainda seis passagens de fauna.
Essas estruturas servem para permitir a travessia de animais em pontos selecionados do corredor rodoviário, diminuindo a interação direta com o tráfego.
Outro item previsto é um Ponto de Parada e Descanso, voltado especialmente ao atendimento de caminhoneiros.
O conjunto de intervenções, portanto, combina aumento de capacidade, reorganização de acessos, segurança de pedestres e estruturas de apoio.
Cada uma dessas obras terá função diferente dentro do sistema.
Modernização prevê R$ 4,3 bilhões em investimentos
O programa da Rota do Pequi prevê R$ 4,3 bilhões em investimentos em infraestrutura.
Além desse montante, estão estimados mais R$ 3,6 bilhões em custos operacionais ao longo da concessão.
Os dois valores não representam a mesma coisa.
Os R$ 4,3 bilhões estão ligados a obras, ampliações e melhorias físicas.
Já os R$ 3,6 bilhões correspondem a despesas de operação, manutenção e serviços necessários para manter o corredor funcionando ao longo do período contratual.
Pedágio também deverá seguir metas previstas no contrato
A modelagem inclui mudanças graduais nas tarifas de pedágio.
Essas alterações estarão vinculadas ao cumprimento de metas contratuais.
Isso significa que os reajustes previstos não devem ser interpretados como aumentos automáticos e independentes das obrigações assumidas pela concessionária.
A lógica do contrato busca relacionar parte da evolução tarifária à entrega de intervenções e ao desempenho esperado.
Os detalhes finais dependerão da estrutura contratual definida para a concessão.
Proposta foi apresentada em sessões públicas em 2026
A modelagem da Rota do Pequi foi apresentada em sessões públicas realizadas em Goiânia e Brasília em setembro de 2026.
Esses encontros fazem parte do processo de discussão da concessão e permitem receber contribuições antes das próximas decisões.
Esse estágio reforça que o programa ainda está em fase de estruturação e implantação progressiva.
Nem todas as intervenções previstas começam ao mesmo tempo.
Transferência de controle está prevista até dezembro de 2026
Um dos marcos do processo é a transferência de controle da Concebra.
A ANTT informou prazo até 16 de dezembro de 2026, conforme determinação do Tribunal de Contas da União.
Depois dessa etapa, as obras e demais intervenções deverão seguir as obrigações e cronogramas definidos para a concessionária responsável.
Por isso, não há base para afirmar que todos os projetos serão executados imediatamente após a transferência.
Cada obra depende de etapas próprias de projeto, licenciamento, mobilização e execução.
Contorno pode separar tráfego de passagem do trânsito urbano
Entre todas as intervenções, o novo contorno é a que pode produzir a mudança mais perceptível para quem atravessa Goiânia.
Hoje, veículos em viagens de longa distância precisam compartilhar determinados segmentos com deslocamentos urbanos e metropolitanos.
Com uma ligação externa, parte desse fluxo poderá evitar áreas mais densas.
Essa separação pode favorecer viagens de passagem e, ao mesmo tempo, reduzir a sobreposição entre tráfego rodoviário e deslocamentos locais em alguns trechos.
O resultado, porém, dependerá da localização dos acessos e do desenho definitivo do percurso.
Obras ainda não começaram em todos os trechos previstos
Apesar da dimensão do programa, é importante distinguir planejamento de execução.
Até outubro de 2026, os documentos publicados pela ANTT não confirmavam que os 43,52 km do Contorno de Goiânia já estivessem em construção.
A obra ainda depende da reestruturação da concessão e das etapas técnicas necessárias.
O mesmo cuidado vale para as faixas adicionais, passarelas, marginais e demais estruturas.
Os números apresentados correspondem ao programa de modernização previsto, não a um conjunto de obras integralmente concluído ou em andamento simultâneo.
Se avançar conforme a modelagem, a Rota do Pequi deverá combinar uma nova alternativa de 43,52 km ao redor de Goiânia com faixas extras, marginais e estruturas de segurança e apoio dentro de um programa de R$ 4,3 bilhões em investimentos.
Na sua opinião, um contorno de 43,52 km resolve o trânsito de passagem em Goiânia ou a cidade precisa de outras soluções? Deixe sua opinião nos comentários.
