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Motorista mostra por que Uber com BYD virou sonho de quem vive no aplicativo: antes eram R$ 3.000 em gasolina, agora R$ 500 de energia para rodar 5.000 km no mês sem depender tanto do posto

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 28/04/2026 às 01:04
Atualizado em 28/04/2026 às 16:38
Uber com BYD ganha força entre motoristas que buscam reduzir gastos com gasolina e aumentar a renda líquida no aplicativo.
Uber com BYD ganha força entre motoristas que buscam reduzir gastos com gasolina e aumentar a renda líquida no aplicativo.
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Relatos de motoristas que rodam com modelos da BYD em aplicativos mostram economia mensal superior a R$ 2.500 na comparação com carros a gasolina, enquanto o custo por quilômetro com energia elétrica muda a conta de quem percorre cerca de 5 mil km por mês

O debate sobre Uber com BYD deixou de ser apenas uma curiosidade sobre carro elétrico e passou a entrar na planilha de motoristas que dependem do veículo para trabalhar. Em uma rotina de aplicativo, o carro não é só transporte. Ele é ferramenta de renda, local de trabalho e principal custo operacional.

Um motorista que registrou a rotina em São Paulo mostrou como essa diferença aparece na prática. No fechamento anterior, ele havia rodado 4.900 quilômetros, somando trabalho e uso pessoal. A conta de energia ficou em R$ 460. Na comparação feita por ele, um carro automático a gasolina, rodando nas mesmas condições, teria consumido cerca de R$ 3.185 em combustível, considerando média de 10 km por litro e gasolina a R$ 6,50. A economia calculada ficou próxima de R$ 2.700 no mês.

A conta chama atenção porque leva em consideração uma rotina pesada de aplicativo. O motorista destaca que o carro fica ligado mesmo durante a espera por corridas, com ar-condicionado funcionando, trânsito urbano, paradas constantes e deslocamentos longos. Ou seja, não se trata apenas de comparar o preço da energia com o da gasolina, mas de observar o custo real de uso em trabalho diário.

Relato em São Paulo mostra rotina com elétrico nas ruas

No início de abril, o motorista zerou os marcadores de viagem para acompanhar o desempenho do carro ao longo do mês. A jornada começou cedo, por volta das 7h, com corridas por regiões como Itaim Bibi, Marginal Pinheiros, área central e extremo leste de São Paulo.

Durante o dia, ele alternou entre corridas pela Uber e pela 99, recusou algumas viagens, buscou rotas em contrafluxo e evitou trechos travados. O relato mostra uma rotina comum para quem trabalha em grandes cidades: avaliar destino, tempo, trânsito e retorno antes de aceitar cada corrida.

No fechamento daquele dia, o motorista havia rodado 126 quilômetros e faturado R$ 275 brutos até 14h24. Desse valor, R$ 258 vieram da 99 e R$ 17 da Uber. Mesmo sem bater a meta diária desejada, o caso mostra como o elétrico pode reduzir o peso do custo operacional em dias bons, médios ou fracos.

O ponto central está no custo por quilômetro. O motorista menciona uma faixa entre R$ 0,09 e R$ 0,11 por quilômetro rodado com energia elétrica, sem considerar o uso de placa solar. Com 4.900 quilômetros no mês, essa média fica próxima do valor pago na conta de luz.

Dolphin Mini entra na conta de quem roda 5.000 km

Outro relato reforça o interesse pelo Uber com BYD. Um motorista afirmou que gastava R$ 3.000 por mês em gasolina trabalhando como Uber em tempo parcial. Com um BYD Dolphin Mini, o gasto declarado caiu para R$ 500 na conta de energia para rodar 5.000 quilômetros mensais.

A diferença mensal indicada por ele é de R$ 2.500. Em quatro anos, essa economia chegaria a R$ 120 mil, valor que ele compara ao preço de um Dolphin Mini. A lógica apresentada é simples: o dinheiro que antes era gasto em combustível passa a ficar disponível para renda, reserva ou troca futura do veículo.

O motorista também projeta uma estratégia de longo prazo. Ele afirma que poderia colocar R$ 1.000 por mês na própria renda e guardar R$ 1.500. Mantido esse ritmo, em 6 anos e 8 meses teria acumulado valor suficiente para comprar um carro zero-quilômetro, sem contar possíveis economias com manutenção, IPVA no Rio Grande do Sul e a venda futura do veículo usado.

Alto uso favorece quem consegue carregar em casa

A vantagem do carro elétrico aparece com mais força para quem roda muito. Em baixa quilometragem, a diferença mensal pode demorar mais para compensar o preço de compra. Para quem faz 4.900 ou 5.000 quilômetros por mês, porém, o impacto aparece de forma imediata no orçamento.

O cenário fica ainda mais favorável quando o motorista consegue carregar em casa. Isso reduz a dependência de pontos públicos, facilita a rotina e permite transformar a recarga em parte do planejamento diário. Para quem sai cedo e volta no mesmo dia, carregar durante a noite pode tornar o uso mais previsível.

Mesmo assim, a decisão não se resume ao valor da energia. Seguro, pneus, revisões, instalação elétrica, depreciação e preço inicial do veículo seguem na conta. A autonomia também precisa ser compatível com a jornada de trabalho, especialmente em cidades grandes e com deslocamentos longos.

Uber com BYD vira cálculo de sobrevivência financeira

O avanço do Uber com BYD no Brasil mostra uma mudança prática na cabeça de parte dos motoristas. O carro elétrico não aparece apenas como tecnologia nova, mas como uma tentativa de proteger a renda em um trabalho pressionado por combustível, manutenção e longas jornadas.

Nos exemplos citados, a economia mensal passa de R$ 2.500. Esse valor pode representar folga no orçamento, reserva para trocar de carro ou aumento real no ganho líquido. Para quem trabalha com aplicativo, essa diferença muda o peso de cada corrida.

A decisão ainda depende da realidade de cada motorista, da cidade, da estrutura de recarga e do preço pago no veículo. Mas os relatos indicam que, para quem roda milhares de quilômetros por mês, o BYD deixou de ser apenas uma escolha diferente. Ele virou uma conta que muitos motoristas começaram a fazer antes de continuar gastando boa parte da renda no posto.

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Sergio Rolim
Sergio Rolim
04/05/2026 05:11

O que está empresa lixo tem feito em outros Países é diminuir o preço das corridas na mesma proporção que diminui o gasto dos motoristas em combustível, a conta não fecha porque o custo diminui mas há um investimento que tem que ser feito.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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