Diogo Vicente de Souza, conhecido como Guinho, trabalhava havia apenas dois meses como motorista escolar quando o ônibus parou em 16 de agosto de 2024; ao notar fumaça e um foco de incêndio, orientou as crianças a descer, levou 13 alunos à segurança e tentou conter chamas com um extintor.
O motorista escolar Diogo Vicente de Souza, conhecido como Guinho, fazia sua rota em Diamante do Norte na sexta-feira, 16 de agosto de 2024, quando o ônibus parou inesperadamente por volta das 12h20. Pouco depois, ele percebeu fumaça na parte dianteira do veículo, próximo ao motor, e identificou um foco de incêndio. Dentro do coletivo estavam 13 crianças, algumas com apenas 3 e 4 anos.
O caso foi relatado em reportagem publicada em 19 de agosto de 2024 pelo Diário do Noroeste. Nenhuma das crianças ficou ferida. Depois de retirar todos os alunos e levá-los para uma área segura, Guinho ainda tentou combater o incêndio com o extintor do próprio ônibus, mas as chamas avançaram e consumiram o veículo.
Ônibus parou enquanto uma criança embarcava na Vila Rural
O problema começou quando Guinho chegou à Vila Rural, trecho que fazia parte de sua rota diária. O ônibus parou completamente no momento em que uma criança entrava no veículo. Naquele instante, porém, ainda não havia indicação clara de que o coletivo seria atingido por um incêndio.
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As próprias crianças trataram inicialmente a pane como algo sem gravidade. O cenário mudou quando o motorista escolar percebeu uma pequena quantidade de fumaça saindo da região dianteira do ônibus, perto do compartimento do motor.
Guinho verificou a área e constatou que havia um foco de fogo. Em vez de comunicar imediatamente às crianças que o veículo estava começando a incendiar, optou por conduzir a saída sem criar pânico.
A preocupação tinha uma razão concreta: havia passageiros muito pequenos dentro do ônibus. Ele temia que uma reação desordenada dos alunos maiores provocasse quedas, atropelos ou ferimentos nas crianças de 3 e 4 anos.
Motorista escolar evitou falar em incêndio enquanto retirava os alunos

Para fazer todos descerem, Guinho informou às crianças que o ônibus havia apresentado um problema e que poderia ser necessário chamar outro veículo. A estratégia permitiu organizar a retirada sem correria.
Os 13 alunos conseguiram sair antes que o fogo tomasse o ônibus. Somente depois de verificar que todos estavam afastados e em segurança o motorista voltou sua atenção para o veículo.
Essa sequência foi decisiva porque o incêndio evoluiu rapidamente. Guinho afirmou posteriormente que teve pouco tempo para reagir e que, naquele momento, sabia que as crianças dependiam diretamente dele.
O episódio também mostra por que o controle emocional ganhou destaque no relato. Antes de pensar em salvar o ônibus, o motorista escolar priorizou retirar os passageiros e impedir que o medo dentro do veículo provocasse outro tipo de acidente.
Extintor não conseguiu impedir que fogo consumisse o ônibus
Depois da retirada, Guinho tentou controlar as chamas utilizando o extintor disponível no ônibus escolar. A tentativa não foi suficiente para conter o avanço do incêndio.
O fogo aumentou e o veículo acabou sendo consumido. Uma equipe da Prefeitura de Diamante do Norte foi até o local e atuou no combate às chamas.
Segundo as informações divulgadas após o incidente, a principal suspeita era de que um problema elétrico tivesse provocado o incêndio. Essa hipótese, entretanto, foi apresentada como suspeita e não como uma causa definitivamente comprovada no material disponível.
O veículo havia passado recentemente por manutenção e possuía seguro. Após a perda do ônibus, o município recebeu outro coletivo emprestado para permitir a continuidade do transporte dos estudantes.
Apenas dois meses de trabalho precederam a emergência
Um dos aspectos que mais chamam atenção no episódio é o tempo de experiência de Guinho na função. Ele trabalhava como motorista escolar havia somente dois meses quando precisou retirar 13 crianças de um veículo prestes a ser tomado pelas chamas.
Apesar do pouco tempo no cargo, o motorista afirmou que treinamentos anteriores sobre situações de emergência tiveram papel importante em sua reação.
Segundo seu relato, os cursos reforçavam que manter a calma deveria ser uma das primeiras atitudes ao ajudar outras pessoas em uma ocorrência. Foi essa orientação que ele procurou colocar em prática quando percebeu o princípio de incêndio.
A preparação não eliminou o risco, mas influenciou a ordem das decisões: controlar a própria reação, não provocar pânico entre os passageiros, retirar todos e somente depois tentar combater o fogo.
Crianças de 3 e 4 anos aumentaram preocupação com uma saída em pânico
A presença de alunos pequenos trouxe um problema adicional. Uma evacuação aparentemente simples poderia se tornar perigosa caso as crianças maiores corressem para fora do coletivo ao perceber as chamas.
Guinho explicou que esse risco influenciou diretamente sua forma de conversar com o grupo. Ele preferiu apresentar a situação inicialmente como uma pane mecânica e orientar todos a sair de maneira organizada.
Não há registro de feridos entre os 13 estudantes. O resultado permitiu que o incêndio permanecesse restrito ao dano material do ônibus, apesar da intensidade que as chamas alcançaram depois da retirada.
Para o motorista escolar, a preocupação não era apenas conseguir abrir a porta e colocar os alunos para fora, mas evitar que o próprio processo de evacuação criasse um segundo perigo.
Pai de três filhos rejeitou ser chamado de herói
Depois do incêndio, a reação de Guinho também chamou atenção. Pai de três filhos, ele rejeitou a ideia de tratar sua atitude como algo extraordinário.
“Não me sinto herói. Fiz o que qualquer pai faria”, afirmou ao comentar o resgate das crianças.
A declaração relaciona a reação profissional à experiência pessoal de ser pai. Para ele, naquele momento, os 13 alunos estavam sob sua responsabilidade e precisavam sair do ônibus antes de qualquer tentativa de preservar o veículo.
O motorista também afirmou enxergar os filhos como uma das maiores riquezas de uma família. Foi com essa perspectiva que explicou por que sua primeira preocupação, assim que identificou o fogo, foi garantir que nenhuma criança permanecesse dentro do coletivo.
Um princípio de incêndio virou questão de segundos na rota escolar
O episódio começou como uma pane durante uma parada comum da rota. O ônibus parou, as crianças chegaram a brincar com a situação e, pouco depois, uma pequena fumaça apareceu perto do motor.
Entre perceber o problema e ver o veículo tomado pelo fogo, o motorista escolar precisou organizar a saída de 13 crianças, incluindo alunos de apenas 3 e 4 anos.
A principal consequência foi material: o ônibus foi destruído. Para os estudantes, porém, o desfecho foi diferente. Todos haviam sido retirados antes que as chamas avançassem e nenhum ferimento foi registrado.
O caso também reforçou a importância prática dos treinamentos de emergência citados por Guinho. Em uma situação na qual havia pouco tempo para decidir, o motorista priorizou a calma, a retirada organizada e a segurança das crianças.
E você, o que mais chama atenção nesse episódio: a calma para não assustar crianças tão pequenas, a retirada dos 13 alunos antes das chamas ou a reação de Guinho ao dizer que apenas fez o que qualquer pai faria? Deixe sua opinião nos comentários.

