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Moradores quase abandonaram cidade brasileira após a enchente de 1968 destruir a usina de 1944 e cortar a energia; o colapso parecia irreversível, virou ameaça real à sobrevivência local e só foi contido quando a família Bonamigo refez a captação e religou tudo

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 05/01/2026 às 00:03
Assista o vídeoEm Ciríaco, cidade brasileira marcada pela enchente de 1968, a usina de 1944 voltou a operar após a família Bonamigo reconstruir a captação e garantir energia e rotina no interior do Rio Grande do Sul.
Em Ciríaco, cidade brasileira marcada pela enchente de 1968, a usina de 1944 voltou a operar após a família Bonamigo reconstruir a captação e garantir energia e rotina no interior do Rio Grande do Sul.
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Em Ciríaco, cidade brasileira a 277 km de Porto Alegre, a pequena central hidroelétrica de 1944 sustentou cerca de 200 casas. A enchente de 1968 levou barragem e canos de madeira, deixou indústrias sem luz e quase esvaziou a cidade, até os Bonamigo comprarem a usina e reconstruírem a captação.

No interior do Rio Grande do Sul, a cidade brasileira de Ciríaco viveu um ponto de ruptura em 1968, quando a enchente de 1968 arrancou a barragem e os encanamentos de madeira da estrutura e interrompeu a energia elétrica. O impacto atingiu serviços, produção e rotina, e o risco de esvaziamento passou a ser tratado como ameaça real à sobrevivência local.

A virada ocorreu quando a família Bonamigo, recém instalada no município e dona de serralheria, marcenaria e fábrica de móveis, decidiu comprar a usina e assumir a responsabilidade de reconstruir a captação. Ao retomar a geração, a família Bonamigo conteve o colapso e devolveu previsibilidade a uma cidade brasileira que dependia daquele sistema.

A energia que demorou a chegar e a usina de 1944 que segurou a cidade brasileira

Em Ciríaco, cidade brasileira marcada pela enchente de 1968, a usina de 1944 voltou a operar após a família Bonamigo reconstruir a captação e garantir energia e rotina no interior do Rio Grande do Sul.

A história de Ciríaco se encaixa num padrão do interior gaúcho: a energia elétrica começou a se espalhar no Brasil no final do século XIX, mas demorou décadas para chegar ao interior.

No Rio Grande do Sul, muitas cidades só passaram a ter luz graças a pequenas usinas construídas perto de rios e cachoeiras, usando a força da água para girar turbinas e transformar movimento em energia.

Em Ciríaco, a 277 km de Porto Alegre, uma pequena central hidroelétrica foi descrita como estrutura que moveu sonhos, trabalho e garantiu a sobrevivência de uma cidade inteira.

No alto da cascata, nasceu em 1944 uma usina que mudaria o destino de muita gente, e a usina de 1944 virou referência para quem viveu a fase em que a cidade brasileira dependia do próprio rio para ter luz.

O relato preserva também a dimensão física da obra: canos rolados, erguidos e posicionados por trabalhadores, num esforço que, para padrões de hoje, parece improvável.

A infraestrutura que sustentou a cidade brasileira começou no braço, na técnica e na insistência.

Enchente de 1968: o apagão que virou ameaça concreta de abandono em Ciríaco

Em Ciríaco, cidade brasileira marcada pela enchente de 1968, a usina de 1944 voltou a operar após a família Bonamigo reconstruir a captação e garantir energia e rotina no interior do Rio Grande do Sul.

O ponto de virada veio com a enchente de 1968. Em 1968, depois de uma grande enchente que levou embora a antiga barragem e os encanamentos de madeira, os proprietários decidiram encerrar as atividades.

Sem energia elétrica, indústrias, comércios e famílias inteiras pensaram em ir embora, e o futuro passou a ser descrito como incerto.

A memória local descreve, com exemplos diretos, o que se perde quando a luz some: moinhos de milho, trigo e arroz, solda elétrica, sorveterias, hospital e a sensação de que até estruturas coletivas deixariam de “valer” sem funcionamento básico.

O recado era simples: sem energia elétrica, não havia como manter a vida econômica de uma cidade brasileira.

Esse trecho é importante porque mostra como a enchente de 1968 não foi apenas um evento climático. Ela virou evento econômico e social, com risco imediato de êxodo, desvalorização e ruptura de cadeias produtivas.

Em uma cidade brasileira pequena, a interrupção prolongada de energia elétrica altera decisões familiares e empresariais no curto prazo, sem espaço para “esperar melhorar”.

A decisão da família Bonamigo: comprar a usina e reconstruir a captação

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Na época do colapso, a família Bonamigo tinha acabado de se instalar no município e mantinha uma serralheria, marcenaria e fábrica de móveis.

Diante da incerteza, a família Bonamigo tomou o caminho oposto ao abandono: decidiu comprar a usina e assumir a responsabilidade.

O depoimento aponta que a instabilidade já vinha de antes do desastre, com períodos alternados com e sem luz, até que a enchente de 1968 derrubou o que restava.

O aviso chegou como sentença, e a dúvida veio na mesma hora: ir embora, com indústria recém comprada e sem energia elétrica.

Era uma escolha entre desistir da cidade brasileira ou refazer a infraestrutura com o que existia.

O texto também registra a transação e o tamanho da aposta.

O vendedor citado é Joaquim Ribeira Neto, e a compra incluiu não só a usina, mas terra, cachoeira, barragem e maquinário completo.

Há menção a “12 de terra”, sem detalhar a unidade, mas com a ideia de pacote integrado para tornar possível reconstruir a captação e manter a cidade funcionando.

Da madeira ao ferro: o que mudou na engenharia depois da enchente de 1968

Reconstruir a captação significou desmontar, reformar e refazer peças críticas.

As máquinas foram levadas para Estrela, passaram por reforma, e peças pesadas ganharam nova vida.

Um ponto central foi técnico e material: os encanamentos de madeira foram substituídos por ferro.

A troca de madeira por ferro virou linha divisória entre o colapso e a retomada em uma cidade brasileira.

A logística aparece com números e localização: ida a Porto Alegre, na Beira Rio, para buscar canos de 300 kg, além de referências de medidas citadas no relato.

Mesmo em linguagem oral, o conjunto mostra esforço de transporte e montagem compatível com obra de infraestrutura local, feita para voltar a alimentar Ciríaco sem depender exclusivamente da rede estadual naquele momento.

O circuito hídrico é descrito com parâmetros que ajudam a entender o ganho de energia: a água vinha de cima e entrava no tubo com queda de 37 m, passando por trechos de cano que somavam 100 m mais 100 m até chegar à barragem, onde o fechamento da água permitia o trabalho da turbina.

Como a usina de 1944 gerava energia elétrica para a cidade brasileira

Na parte mecânica, a força da água girava uma turbina de bronze que acionava um gerador de 100 cavalos.

A energia saía em alta pressão e era regulada automaticamente para abastecer casas, indústrias e serviços essenciais, sem precisar de operador permanente.

O trecho elétrico detalha tensões e regulação: o gerador é descrito como saindo em 6000 V, com referência a 6600 V, e a energia sendo regulada para 220.

Transformadores, reguladores e fusíveis de proteção aparecem como peças vitais do sistema.

É um desenho que combina potência, conversão e segurança para sustentar uma cidade brasileira com demanda variável.

Há ainda o detalhe operacional que aproxima a engenharia do cotidiano: quando a cidade precisava de mais energia, bastava trocar as “marchas” do sistema, como um carro em primeira ou segunda.

A metáfora mostra como Ciríaco dependia de ajustes mecânicos para acompanhar o consumo.

Proteção era parte do funcionamento.

O relato cita fusíveis associados a para raio e a lógica de que, ao “queimar” um elemento, o circuito era desligado sem derrubar tudo, evitando danos maiores e tentando preservar a rede.

Cerca de 200 casas, medidores próprios e o sábado às 3 da tarde

A escala do abastecimento aparece explicitamente: foram anos abastecendo cerca de 200 casas, todas com medidor próprio.

O desligamento tinha ritual fixo: aos sábados, às 3 da tarde, a energia era interrompida por apenas uma hora para manutenção e troca de óleo.

Para uma cidade brasileira pequena, esse dado é mais do que curiosidade histórica.

Ele indica disciplina operacional, previsibilidade e a compreensão de que manutenção programada custa menos do que falha total.

Depois da enchente de 1968, a lógica de cuidado e rotina ajudou a reduzir o risco de nova ruptura.

1975: energia do estado chega, mas Ciríaco não desliga de imediato

A usina funcionou oficialmente até 1975, quando a energia do estado chegou.

Ainda assim, no interior, o sistema seguiu abastecendo casas, serrarias e marcenarias por mais 20 anos.

O relato cita continuidade em áreas de colônia e menciona cerca de 100 casas “para baixo no interior”, com referência a São João Batista.

Essa sobrevida indica transição gradual.

Em uma cidade brasileira com dispersão rural, manter energia elétrica em serrarias e marcenarias significava sustentar cadeias produtivas ligadas a madeira, beneficiamento e oficinas, sem depender de uma única linha de suprimento.

É também nesse período que a usina de 1944 deixa de ser “o centro” da cidade, mas segue como suporte concreto para o interior.

Do risco de abandono ao museu: o que sobrou quando a luz virou memória

Hoje, o que antes gerava luz virou museu, e o acervo preserva não apenas a usina, mas máquinas e veículos usados pela família na serralheria e marcenaria.

Há menção a caminhões usados para puxar tora e entregar móveis “para toda a região”, com referências a anos 73 e 77, além de um veículo de origem alemã descrito como sem radiador e sem água, operando apenas com óleo e refrigeração a ar.

A narrativa de preservação insiste em durabilidade: motor travado por décadas no mato, sem quebra, e a ideia de que, se ligado, ainda funcionaria.

Na mesma linha aparece uma plaina associada à Invicta, com mais de 100 anos, fabricada quando quase não havia energia elétrica em muitos lugares, e adaptável ao uso com motor a gasolina ou diesel.

É a materialidade de uma cidade brasileira que aprendeu a funcionar com solução local e manutenção constante.

O museu inclui objetos do cotidiano e também riscos técnicos antigos.

Um exemplo é o aquecimento de água para banho, descrito como panela externa aquecida no fogo, onde água fria entra, aquece e sai para o chuveiro.

O detalhe é o respiro, necessário para evitar risco de explosão quando a água ferve.

Até a comunicação operacional virou peça de memória: um telefone usado para avisar sobre problemas na turbina e falta de óleo, acionando a logística para que, no sábado, a manutenção acontecesse com insumo disponível.

Em Ciríaco, a enchente de 1968 expôs a dependência de uma cidade brasileira em relação a um único ativo de infraestrutura: a usina de 1944.

O risco não foi abstrato.

Ele apareceu no medo de ver indústria e comércio pararem e na ideia de que, sem energia elétrica, a cidade brasileira perderia valor e gente.

O colapso foi contido quando a família Bonamigo comprou a usina, refez a captação, substituiu madeira por ferro, reformou máquinas e garantiu a retomada.

Com a chegada da rede estadual em 1975, a usina de 1944 perdeu o papel central, mas não desapareceu: seguiu abastecendo o interior por mais 20 anos e, hoje, funciona como museu e arquivo físico de uma cidade brasileira que quase ficou no escuro. L54-L61

Se você está na região, a ação mais direta é visitar a estrutura preservada, registrar depoimentos de quem viveu a enchente de 1968 e apoiar a preservação do acervo, porque a memória técnica de uma cidade brasileira costuma sumir quando não é documentada.

Você já ouviu alguém contar como foi viver em Ciríaco durante a enchente de 1968 e a falta de energia elétrica?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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