Devido ao enfraquecimento no cenário de tecnologia, a gigante do setor, Microsoft, planeja demitir mais de 10 mil colaboradores. A empresa ressalta que os demitidos contarão com assistência e benefícios.
Grandes empresas anunciam demissão em massa no começo de 2023 e mercado fica preocupado ao que pode acontecer com a economia brasileira. Nesta quarta-feira (18), a Microsoft, gigante do mercado de tecnologia, anunciou que demitirá cerca de 10 mil colaboradores até o final do terceiro trimestre do ano fiscal de 2023, que acontece entre os meses de abril e junho. A demissão representa cerca de 5% da base total de colaboradores, de acordo com a empresa. Em nota, Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft, afirma que os clientes querem otimizar seus gastos digitais em busca de custo benefício e ter cautela, visto que algumas partes do mundo estão em recessão e outras partes estão antecipando uma.
Entenda porque a Microsoft demitirá milhares de funcionários
De acordo com a empresa, os colaboradores demitidos elegíveis receberão indenizações, assistência médica durante 6 meses, serviços de mudança de carreira e um aviso prévio de 60 dias antes da rescisão de contrato.
A Microsoft também está lidando com uma queda no mercado de computadores pessoais após um grande boom nos primeiros anos da pandemia. Nadella ressalta que a big tech estaria fazendo mudanças para se adaptar à próxima grande onda da computação.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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O executivo destaca que a empresa está vivendo tempos de mudanças importantes e é necessário notar que, apesar de estar eliminando funções em alguns setores, a Microsoft continuará contratando em setores-chave. Nadella ainda destaca que esses são os tipos de escolhas difíceis que foram feitas ao longo de seus 47 anos de história para continuar sendo uma empresa importante nesse setor, que é implacável com aqueles que não se adaptam às mudanças de plataforma.
Microsoft demitiu 1 mil colaboradores em 2022
Mesmo com a demissão em grande escala, a empresa continuará investindo em áreas para o futuro, realocando o talento e capital para áreas de crescimento secular e competitividade de longo prazo para a empresa enquanto deixam de investir em outros setores.
O CEO da empresa concluiu que a equipe de liderança sênior e o mesmo tem o compromisso de que, ao passar por este processo, tudo será feito da forma mais transparente e cuidadosa possível.Nadella agradece pelo foco, resiliência e dedicação que os colaboradores demonstram para a Microsoft e seus clientes e parceiros todos os dias.
A Microsoft se pronunciou em julho do último ano, afirmando que um pequeno número de funções havia sido eliminado, enquanto o site de notícias Axios informou em outubro que a gigante da tecnologia havia demitido cerca de 1 mil funcionários em diversas divisões.
Big Techs perdem quase US$ 4 trilhões em apenas 1 ano
O grupo de Big Techs, composto por empresas como Apple, Amazon, Microsoft, Meta (empresa dona do Facebook, Whatsapp e Instagram) e Alphabet (Google), perderam US$ 3,901 trilhões em valor de mercado no último ano. Isso equivale a aproximadamente R$ 21 trilhões, na cotação de 4 de janeiro.
Simultaneamente, bilionários do setor também viram suas fortunas reduzirem, como é o caso de Elon Musk, que deixou de ser o homem mais rico do mundo em dezembro. Desde novembro de 2021, seu patrimônio encolheu em US$ 212 bilhões, de acordo com a agência Bloomberg.
Para começar a entender a situação das big-techs, é necessário considerar as altas seguidas na taxa de juros nos EUA para conter a inflação. Além de impactar nas vendas, o cenário tem feito empresas reduzirem seus gastos com publicidade, impactando em cheio as gigantes do setor de tecnologia, que dependem de anúncios.
O Google, por exemplo, até teve uma leve expansão de faturamento com publicidade no 3º trimestre de 2022, entretanto aquele vindo de propaganda no Youtube caiu 2%. E a receita da Alphabet teve a menor alta desde 2013.
Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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