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Mesmo com mercado interno fraco, suinocultura do Brasil cresce lá fora, fatura US$ 324,1 milhões em abril e transforma as Filipinas no maior destino da carne suína

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 16/05/2026 às 14:40
Atualizado em 16/05/2026 às 15:34
Suinocultura brasileira cresce nas exportações em abril, com Filipinas na liderança e Japão pagando mais pela carne suína.
Suinocultura brasileira cresce nas exportações em abril, com Filipinas na liderança e Japão pagando mais pela carne suína.
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Exportações de carne suína somaram 135,993 mil toneladas em abril, com Filipinas assumindo a liderança entre os compradores e Japão pagando preços acima da média, enquanto China e Hong Kong reduziram compras e reforçaram a necessidade de diversificação para a suinocultura brasileira

A suinocultura brasileira teve nas exportações o principal fator positivo em abril, em meio à pressão causada por oferta elevada, demanda doméstica fragilizada e preços mais baixos. O país embarcou 135,993 mil toneladas de carne suína, volume 11,13% maior que o registrado um ano antes.

Mesmo com desaceleração frente a março, o resultado ficou como o quarto maior volume mensal da história. A receita alcançou US$ 324,1 milhões, com preço médio de US$ 2.383 por tonelada, praticamente estável no primeiro quadrimestre.

Suinocultura tem Filipinas como principal destino

As Filipinas lideraram as compras em abril, com 34,262 mil toneladas, equivalentes a 25,19% do total exportado pelo Brasil. O país asiático consolidou-se como o maior destino da carne suína brasileira no mês.

Na sequência, aparecem Japão, com 16,605 mil toneladas e 12,21% de participação, China, com 11,829 mil toneladas e 8,70%, e Chile, com 11,106 mil toneladas e 8,17%. Juntos, os quatro mercados concentraram mais da metade das vendas externas.

A presença asiática entre os principais compradores reflete a força da região na demanda global por proteína suína. O movimento é associado a crescimento populacional, urbanização e mudanças nos padrões de consumo alimentar.

Preços mostram diferença entre volume e valor

Os dados mostram diferenças relevantes entre mercados. O Japão pagou preço médio de US$ 3.318 por tonelada em abril, bem acima da média geral, sinalizando consumo voltado a cortes de maior qualidade.

China e Filipinas, embora fundamentais em volume, operaram com preços médios mais baixos, próximos de US$ 2.200 a US$ 2.300 por tonelada. O cenário combina mercados de volume e destinos premium, que compram menos, mas pagam mais.

Na pauta exportadora, a carne suína congelada representou cerca de 83% do volume total, superando 113 mil toneladas em abril. Miúdos ficaram perto de 10%, pedaços em torno de 5% e carcaças somaram apenas 2%.

Primeiro quadrimestre reforça expansão

Entre janeiro e abril, o Brasil embarcou 516,4 mil toneladas, alta de 15,8% sobre igual período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 1,229 bilhão, avanço de 16,1%.

As Filipinas ampliaram compras de 95,9 mil para 155,5 mil toneladas em 2026, crescimento próximo de 62%. Já o Japão avançou de 34,1 mil para 59,9 mil toneladas, com receita de US$ 199,2 milhões.

China e Hong Kong recuaram em volume e receita, enquanto a perspectiva segue positiva para a suinocultura brasileira, apoiada pela demanda filipina, possível perda de espaço da Espanha e competitividade internacional.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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