MEC abre edital para cursos de saberes tradicionais com até R$ 41,6 mil. Iniciativa promove equidade e formação continuada.
MEC abre inscrições para cursos de extensão em saberes tradicionais
O Ministério da Educação (MEC) anunciou, em 17 de setembro, o lançamento do Programa Nacional Escola Nego Bispo, que vai financiar até 100 cursos de extensão voltados aos saberes tradicionais.
Os projetos selecionados receberão até R$ 41,6 mil cada e serão destinados principalmente a estudantes de licenciatura em instituições públicas de ensino. As inscrições seguem abertas até 16 de outubro, no site do Instituto Federal da Bahia (IFBA), parceiro da iniciativa.
A ação busca promover equidade na distribuição dos recursos entre estados e regiões, garantindo que o impacto chegue a todo o território nacional. Dessa forma, o MEC reforça seu compromisso com a valorização da diversidade cultural e a ampliação de oportunidades educacionais.
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Quem pode participar e como funciona a seleção
Os cursos deverão ser executados por equipes de Institutos Federais, formadas por um mestre ou mestra do saber, um assistente e um colaborador. Apenas servidores efetivos dos IFs, vinculados às carreiras docente ou técnica, podem submeter propostas.
O edital recomenda ainda que os proponentes tenham formação em licenciatura, fortalecendo a integração entre ensino superior e comunidades tradicionais.
Saberes tradicionais como eixo central dos cursos
O edital divide as propostas em três grandes áreas:
- Saberes afro-brasileiros
- Saberes indígenas
- Saberes quilombolas
Além disso, os cursos deverão considerar subeixos como artes e ofícios, línguas e narrativas, memórias e oralidade e cosmociências. Esses recortes ampliam o espaço para diferentes manifestações culturais e epistemológicas, conectando tradição e formação acadêmica.
Formação continuada e impacto na educação básica
A Escola Nego Bispo integra mestras e mestres de saberes tradicionais às atividades de ensino, pesquisa e extensão, enriquecendo a formação de estudantes de licenciatura. O programa fortalece a formação continuada de futuros professores, ao mesmo tempo em que contribui para a efetividade das Leis nº 10.639/2003 e nº 22.645/2008, que tornam obrigatório o ensino das culturas afro-brasileiras e indígenas na educação básica.
Assim, o MEC reforça o compromisso com uma educação plural e inclusiva, em que a diversidade cultural assume papel de destaque no currículo.
Política Nacional de Equidade como base do programa
O edital está alinhado à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), criada pela Portaria nº 470/2024. Essa política busca superar desigualdades étnico-raciais no ensino, enfrentar o racismo e ampliar a presença da população quilombola nos programas educacionais.
O público-alvo vai além dos estudantes: a Pneerq envolve também gestores, professores, técnicos e toda a comunidade escolar, ampliando o alcance das ações.
Oportunidades e fortalecimento de trajetórias
O Programa Escola Nego Bispo não se limita ao repasse de recursos. Ele fomenta o protagonismo de comunidades tradicionais, valoriza trajetórias históricas e garante que territórios antes invisibilizados tenham maior espaço dentro da formação acadêmica.
Ao incentivar projetos de extensão com base em saberes tradicionais, o MEC amplia as oportunidades para que o ensino superior brasileiro seja mais diverso, inclusivo e conectado às realidades locais.
Saberes tradicionais como eixo central dos cursos
O edital divide as propostas em três grandes áreas:
- Saberes afro-brasileiros
- Saberes indígenas
- Saberes quilombolas
Além disso, os cursos deverão considerar subeixos como artes e ofícios, línguas e narrativas, memórias e oralidade e cosmociências. Esses recortes ampliam o espaço para diferentes manifestações culturais e epistemológicas, conectando tradição e formação acadêmica.
Formação continuada e impacto na educação básica
A Escola Nego Bispo integra mestras e mestres de saberes tradicionais às atividades de ensino, pesquisa e extensão, enriquecendo a formação de estudantes de licenciatura.
O programa fortalece a formação continuada de futuros professores, ao mesmo tempo em que contribui para a efetividade das Leis nº 10.639/2003 e nº 22.645/2008, que tornam obrigatório o ensino das culturas afro-brasileiras e indígenas na educação básica.
Assim, o MEC reforça o compromisso com uma educação plural e inclusiva, em que a diversidade cultural assume papel de destaque no currículo.
Política Nacional de Equidade como base do programa
O edital está alinhado à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), criada pela Portaria nº 470/2024.
Essa política busca superar desigualdades étnico-raciais no ensino, enfrentar o racismo e ampliar a presença da população quilombola nos programas educacionais.
O público-alvo vai além dos estudantes: a Pneerq envolve também gestores, professores, técnicos e toda a comunidade escolar, ampliando o alcance das ações.
Oportunidades e fortalecimento de trajetórias
O Programa Escola Nego Bispo não se limita ao repasse de recursos. Ele fomenta o protagonismo de comunidades tradicionais, valoriza trajetórias históricas e garante que territórios antes invisibilizados tenham maior espaço dentro da formação acadêmica.
Ao incentivar projetos de extensão com base em saberes tradicionais, o MEC amplia as oportunidades para que o ensino superior brasileiro seja mais diverso, inclusivo e conectado às realidades locais.
